Catsaridafobia
O nome é complicado, mas a “tradução”é bem simples: Fobia de baratas.
Que as baratas são insetos asquerosos, praticamente todo mundo deve concordar, mas quando o asco passa a se misturar com medo extremo, algo deve ser feito.
Correr e gritar quando encontramos baratas é algo comum na nossa cultura, quando crianças vimos nossos familiares sempre correndo dessas criaturinhas e logo associamos que “se eles que são adultos e fortes estão correndo e gritando, algo de terrível essa coisinha deve fazer”, aprendemos a nos comportar dessa forma, portanto é comum subirmos nas cadeiras ou enfrentarmos a barata com um chinelo na mão como se fossemos digladiar, Mas algumas atitudes caracterizam como fobia e devem ser levadas ao consultório, por exemplo: evitar entrar em lugares escuros (quartos, subsolos), limpeza excessiva com a crença de que o lugar extremamente limpo não atrai baratas, borrifar veneno em casa várias vezes por dia sem necessidade, deixar de fazer passeios ou outras atividades por medo de encontrar uma barata.
Quando a barata passa de um inseto asqueroso e se transforma em um monstro paralisante, reações exageradas acontecem como resposta a esse medo. Certa vez atendi uma pessoa que andava com um verdadeiro arsenal de guerra contra baratas dentro da bolsa, sempre estava equipava com venenos em spray e os levava para onde quer que fosse, além disso, costumava trabalhar com as pernas levantas e apoiadas na cadeira da frente, pois tinha o pensamento recorrente que alguma barata poderia estar debaixo da mesa e subir em suas pernas. Essa pessoa paralisava diante do “perigo”de estar frente a esse “monstrinho”e tomava medidas diariamente para evitá-las, o que causava um grande aumento em sua ansiedade e uma baixa qualidade de vida.
Durante a psicoterapia trabalhamos para reduzir essa ansiedade e na mudança de pensamento, aprendemos o que é realmente esse medo e como superá-lo, deixando de lado crenças disfuncionais que atrapalham o dia a dia da pessoa que se imagina frente a frente com uma barata a todo instante.
Todo mundo tem o direito de sair correndo quando a barata começa a voar, mas esse insetinho não pode se transformar em um monstro que atrapalha a sua qualidade de vida.