Era um rei de barriga empalhada
Deveria ter doses paliativas nos caninos
Porém, o teor rei, o faria regurgitar
O almoço em seus arautos, repetição que virara prazer
Teorema tropical indigestão,
Tens o dobro do tronco
Pelo pecado da gula
Civilidade e cultura, aos detratores do meu amor
Vamos servir a desforra em banho de colírio
Meu rei, espere que resolverei teu problemas
Minha lança tem a cura dos teus espelhos
Com a sobra do teu estômago farei um baião e servirei ao teu povo
Ainda em tempo, tenho olhos de corvos
Sob o sono de teus filhos
A julgar pelo rigor de vossas rugas
Rogo urubus ao teu quarto
Cara primeira dama, não adianta visitares escultores viscerais
Pois no teu encalço em acomodação, vermes estão a tramar o banquete da tua queda
Em nada adianta bichectomias, botox e banqueiros se teus próprios rins renunciam-se
Carece da verdade etimológica, o pai há de querer devorar seus filhos em todo o fim de fábula
A tiragem eurodita
Namorava com a carcaça de Eurídice
Fitando lábios secos como quem pede paz
E com toda a fé que compunha à aparições públicas, versava a valsa três por quatro Tordesilhas
Calvário espetáculo, corra contrário ao coração cirúrgico
Hão de investigar-te a poupa dos cigarros em diagramação da declamação poética
Será visto como espantalho espanholização pelos sobrinhos das chagas chá das cinco
Não te preocupes, são tão da realeza como vós...
Rei, eu não me esqueci de ti
Contudo, tenho também outros reveses para atormentar
Virei a ti em virtude de deuses e diabos
Efetivamente efeito de antidepressivos, aguarda-me entre doze por doze, ou oito por oito. Prefiro manter o mistério em mantra!