Fluxo de Experiência: Arapari
Belém é uma cidade comparada a uma penísula, cercada por água e com mangueiras em abundância, logo, popularmente chamada de “Cidade das mangueiras”. Denominada também de “Cidade Morena”, característica de herança da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região.
Depois daquela famosa chuva, fomos fazer uma visita ao porto Arapari, bastante conhecido na Cidade Velha, que possui atravessias para Vila do Conde, Vila dos Cabanos, São Francisco entre outros, com horários e preços acessíveis aos passageiros.
Arapari tem como origem uma árvore que produz madeira de boa qualidade, usada na fabricação de móveis e na construção civil. O porto Arapari possui uma boa estrutura, com pilares de concreto e piso de mármore, apesar da aparência rústica e antiga, sua construção é bastante sólida. Na entrada, encontra-se a bilheteria, com um quadro de horarios e preços disponiveis para os passageiros. Encontramos o Sr. Milton, com 33 anos, seu trabalho é bastante monótono, já que poucas pessoas passam por ali. A empresa determina que ele dê aos passageiros um bom atendimento, e ele não faz nada além disso.
Descendo a primeira rampa, que dá acesso a cadeirantes e pessoas idosas, encontram-se as poltronas de espera, organizadas de modo a maximizar o uso do espaço. Os administradores do local reaproveitaram madeira e cadeiras para montar essa estrutura. Apesar da economia, não são nada confortáveis, tampouco deixam o local com uma boa aparência.
No centro há um guarda volumes e uma lanchonete simples, pessoas param para fazer um rápido lanche. Também vemos lixeiras para uma coleta seletiva, que ajudam a conscientizar as pessoas. Observamos que o lugar utiliza placas de sinalização para acesso prioritário ao embarque e extintores de incêndio.
Existe uma catraca para o controle de pessoas e acesso à passarela. Esta leva até um pier flutuante que dá acesso ao barco. Paula, 24 anos, frequentadara do porto, mora em Belém e, os finais de semana, vai para Igarapé Mirim visitar os pais. Apesar de não carregar muita bagagem, tem dificuldade de entrar no barco, que não possui uma rampa adequada para o embarque. Os passageiros que levam mais bagagem sofrem ainda mais com essa situação.
Logo depois da área de embarque, encontramos uma grande passarela que liga a “rua ao rio”. Ao passarmos por ela vemos ao redor uma grande quantidade de lixo nas beiradas do rio, obra de pessoas mal educadas. Por outro lado, também há o lixo que vem com a conrrenteza, trazido de outros lugares.
O Sr. Josimar, 40 anos, gerente operacional, nos relatou que a limpeza é feita uma vez por semana, e o “problema maior são os finais de semana quando, acontece as festas ao redor.”