A tumba escavada de dentro Era lembrete aos ex-noivos O eterno retorno não atrasa Mesmo se desencorajar a todos os relógios Gaudi Polaco: Profanando arquiteturas estranhas Em nome da estética edifício Altar era amar, rimas emudeciam verticalizações Amo o amor que toma Quando tenho a chance de amar-lhe Em cortinas de renda grampeadas ao casamenteiro O rancor transpassaria a obra, contudo construído em formais frenesis Oferenda fresca, Cabelos ao vento, Lábios vermelhos verão, Coração quentura humanista Um trabalho, por cinco reis A garganta fechada ao empirismo ético Reconheça-se como bistrô dolorido Aonde aceitariam somente dólares importados... Três réus e uma viagem Gerada no ventre do hipódromo Queixando-se da hipotermia coletiva Enquanto o espelho cospe-lhe um refrigerador em uso Chá das três fora ontem ao pé da macieira Protagonizaria confissões desastrosas e amostras grátis Serpentária amenidade, organiza temperos E os espalha por entre metáforas da mesa Veja por retinas o sacrifício da rainha Contextualizada em costuras de textos Que hão de referir-se em algum amanhã Sobre a cor da aliança desgastada, verbo arauto de corvos...
Verborragia Do Quase Mártir, Pierrot Ruivo









