* esa persona de allí está armada. / un arma. la sola mención de esa palabra hace que su cuerpo se congele, cediendo ante los efectos de memorias que lo llevan a sentir la respiración entrecortada, como si lo estuviesen asfixiando. tiembla completamente, y es en medio de eso que mira a la contraria, casi con ojos suplicantes. “ e-eunbinnie... v-vete... e-escóndete, ” le pide, porque ha podido ver el arma, y su corazón late como loco. “ antes de que venga a-aquí... ” @ahnbin .
AJ sabia do início que as coisas estavam fadadas a darem errado.
Saindo em dois, um filho de Netuno e um filho de Plutão. Como se um deles já não chamasse atenção o suficiente. Mas a insistência de que apenas os dois juntos seriam capazes de concluí-la lhe deixava ansioso, AJ não encontrou em si forças para negar. Antes que percebessem, estavam ambos, fora do acampamento, carregando uma mochila cada, um tanto inútil de dinheiro e algumas outras coisas das quais precisariam.
Quanto ao fato de que eram primos, crias de dois dos três grandes, não havia a nada se fazer. Nada com que mascarar, então haviam se agarrado a fé em seus deuses, esperando que eles os protegessem, e, caso isso não fosse o suficiente, que soubessem usar o que fora dado a eles como maneira de se proteger.
Mas ele sabia, tinha como não saber?
E, ainda assim, não conseguiu evitar.
Estavam na quarta cidade quando AJ os notou. Pensou em dizer a Aro sobre a possibilidade de estarem sendo seguidos, mas eram pessoas, mortais, e não aparentavam real perigo. Na quinta cidade, os viu novamente. Na sexta, foi quando a arma ergueu-se, antes escondida no casaco que um deles usava. Porra, AJ sabia. Mesmo assim, não havia conseguido agir rápido o suficiente.
━━ Aro! ━━ Ele gritou, mas viu o corpo alheio receber o impacto e tombar sentado ao seu lado
Sua força foi tamanha que ele nem mesmo controlou o estrago causado pelo ciclone que evocou, mas assistiu-os serem lançados para longe. Nem ao mesmo haviam sobrevivido a força. Não havia tempo para pensar na identidade dos culpados, mas AJ não tinha dúvida de que eram legados que acabaram se afiliando ao lado contrário. E assim correu, porque ele sabia, sabia que algo podia acontecer e sabia que era sua culpa que Aro sangrava tanto, caído no chão.
Jogou-se ao lado dele.
━━ Ei, porra... Aro, fica acordado, não desmaia, ‘tô falando sério. ━━ Ordenou, voz grave, enquanto retirava o casaco e pressionava contra o buraco causado pela munição, sem fazer ideia se ela havia escapado pelo outro lado. Ele viu quando Aro riu fraco de seu desespero, fraco, mas percebeu apenas depois que era devido as lágrimas que já se formavam em seus olhos. ━━ Para de rir, idiota! A Amélia vai te matar se você morrer, fica acordado, ouviu? ALGUÉM AJUDA!
O desespero começava a bater, ele via os olhos alheios lutando para bater o cansaço, mas não sabia se ele seria capaz. E não havia a menor chance de ele perder mais um membro de sua família, novamente por culpa sua. Não, ele jamais se perdoaria. Não sobreviveria, porque quando fora transferido para Nova-Roma, foi em Aro e Amélia que encontrou conforto. Era neles que viu um novo pôr do sol nascer, foi neles que se ancorou e era devido a eles que continuava vivo, forte o suficiente para buscar uma maneira de se livrar do fardo que carregava.
E faria o que era preciso para mantê-los vivos.
━━ Que merda, ein. ━━ Suspirou pesadamente, limpando o rosto molhado, sem perceber que se sujava no caminho. Então pegou as mãos do outro e pousou-as sobre o ferimento. ━━ Estanca isso.
Quando percebeu que, no restinho de sua consciência, ele lhe obedecia, suspirou e tirou a mochila das costas, caçando entre elas algo que ambos conheciam bem. Ambrosia. Apenas enfiou um pedaço na boca alheia, fazendo questão de ignorar novamente o choro entalado na garganta e também a quantidade de pessoas que os assistia, algumas ligando para a emergência e outras apenas curiosas. Com a certeza de que Aro havia engolido, substituiu a mão alheia pela sua e continuou a apertar o casaco onde a bala havia atingido.
Quando teve a certeza de que ele não morreria por hemorragia, tampouco pelo ferimento, visto que com sorte a ambrosia estava fazendo seu serviço, curvou-se sobre o outro e o abraçou forte, desengonçado, mas não menos delicado. O rosto escondido no pescoço alheio e o choro que lhe escapava sendo de alívio e choque.
━━ A gente se meteu em um problemão, Aro. ━━ Primeiro, algumas centenas de pessoas haviam visto AJ comandar uma parede de ar, além disso, Aro havia tomado um tiro e magicamente se curado. O que falariam para qualquer médico que chegasse a tentar atendê-los.