Naquele tempo, que durou apenas poucos anos, devorava romances franceses. Involuntariamente tratava as senhoras como se as amasse. Todas aprovavam o gosto dele e tiravam as consequências disso. Entre as macaquinhas alastrava-se a moda de estar doente. Georges aceitava tudo quanto se lhe oferecia e tinha dificuldades em acompanhar a progressão de suas conquistas. Rodeado por inúmeras mulheres prontas a servi-lo, mimado, rico, bem-criado, vivia à maneira do príncipe Gautama, antes de este converter-se em Buda. [p. 575]
CANETTI, Elias. Auto-de-fé. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1991. Tradução de Herbert Caro.













