[...] como se a jornada tendesse para o sol, como se este fosse a meta, como se o gesto nostálgico do garoto de endereçasse a ela, o piloto seguia a rota da esbraseada imagem, e a ponta do barco, numa rotação extremamente lenta, conservava-se sempre voltada para o astro, atraída por este numa rotação autêntica ou aparente, num movimento verdadeiro ou fictício, um do outro cada vez menos distinguível, já que, no decurso da ocorrência noturna ou não-noturna, o barco se alongava extraordinariamente [...]. [p. 404]
BROCH, Hermann. A morte de Virgílio. São Paulo, Mandarim, 2001. Tradução de Herbert Caro.












