A vulnerabilidade ainda nos dói. Ainda requer tudo de nós. E ainda é contrária ao que queremos ser. Não queremos nos mostrar fracos, ou pequenos, ou incapazes de controlar as situações, ainda que isso seja tudo que nós somos. Nós queremos ser suficientes e bons. Queremos ser reconhecidos pelas nossas obras, por nosso falar, mas nunca, em hipótese alguma, por nossas fraquezas. Elas nos parecem inúteis ou simplesmente detestáveis. Mas, sem que percebamos, enquanto lutamos em esconder nossos pontos fracos, nos tornamos pessoas inexistentes. Inexistentes em sentir, em pensar, em ser. Não chegamos sequer a sobreviver, porque até na sobrevivência há o reconhecimento de que não temos nada a oferecer, nem para nós mesmos.
Só que Jesus só é conhecido onde há trevas. Se somos luz o tempo todo, perfeitos em tudo, por que Ele brilharia sobre nós? As pessoas não precisam só do que você tem a oferecer, mas justamente do que você não tem. No “não ter” há Jesus. No “eu não consigo” há Jesus. No “eu estou me sentindo triste e com raiva” há Jesus. O que te move é Ele na ausência de você.
Não tenha medo de ser conhecida como você é. Não tenha medo de revelar seu coração por completo, não quando você sabe que Ele está nas mãos de Jesus. Quando você não conseguir, Ele fará por você.
Isso é paternidade, isso é Ele assumindo responsabilidades. Se permita ser filha.












