@nottheking
Marcellus estava inquieto, de alguma forma sentia como se estivesse fora de sua zona de conforto. Estava doido para começar a lecionar suas aulas de francês, com o tempo que tinha de sobra, já tinha preparada aulas para o ano inteiro, mas enquanto Avalon não começasse o seu ano letivo, tudo o que tinha era um tempo ocioso que gastava procurando ler, adquirir mais conhecimento, ir a festas com alunos e passar um tempo - beijando - o instrutor de boxe. Axel estava mexendo com ele mais do que gostaria de admitir, o homem agora ocupava uma grande parte dos seus pensamentos, não conseguia mais ler um romance sem pensar no esloveno, ou passear pelos jardins sem pensar como tudo seria mais bonito se ele estivesse do seu lado. ‘Sabe o quanto é desconfortável ter acesso aos seus pensamentos ultimamente?’ Aaysha costumava dizer com bastante frequência agora enquanto ele simplesmente tentava ignora-la. A semana dos namorados estava ai e um grande baile fora anunciado, as pessoas estavam formando pares, outro dia mesmo fora testemunha de um pedido muito inusitado para ir ao baile de um garoto para a sua amada e aquilo martelava a sua cabeça. É claro que a falta de descrição do outro homem fizera com que toda Avalon soubesse sobre eles, e Marcellus não sabia se seria permitido que pessoas do corpo docente pudessem ir em pares, mas o pensamento de que talvez Axel - Que ainda não havia tocado no assunto. - Convidasse outra pessoa o dominou, enchendo-o de panico. E por isso decidiu que se Axel não tomava uma atitude em relação aquilo, talvez fosse ele quem devesse o fazer. Certo do que faria, saiu em busca do homem pelos terrenos de Avalon, sabendo por um de seus alunos que o Esloveno se encontrava instruindo boxe aos scions. Tomado por uma curiosidade ainda maior, Marcellus se dirigiu para a sala onde os treinos aconteciam, ela era grande, havia um grande ringue no centro, sacos de boxe espalhados pelo local e pendurados pelo teto, o lugar ela claro e da porta pode ver a pessoa que procurava, distraído enquanto parecia socar o saco de areia como se estivesse destruindo o rosto de alguém muito ruim. Marcellus tomou a liberdade de ficar em silencio por algum tempo, apenas o observando, a visão do outro sem camisa era de tirar o folego, seus músculos que se contraiam pelos movimentos bruscos eram como uma obra de arte e o seu corpo suado era um convite ao francês para a mais pura perdição. Saindo de seu transe, e decidido a chamar a atenção do outro, disse.”Então é aqui que você se esconde, hun?” Sua voz ecoando pelo local, assustando-o até mesmo o Francês.