Manifesto Irresoluto da Vida Sacra
No teu chão de marfim envelhecido Há a mobília derretida na língua Figurada na ponta de ferida Que expurga desejos de consumo Eu dissequei deus O cortei em tiras E leiloei aos pulsos Que amargaram Voodoo: Dente cariado, leite coalhado Transmissão do protesto em colheita O fruta avermelhado e de pouco porte Os ritos e seus artefatos Que riam por fios de nylon O espelho apegado Aos fonemas da vida adulta O corpo estaria maculado A boca sedada, O espírito eternamente arredio A líbido arrependida Aos trancos e barrancos O demônio vem combalido Como um desejo cansado Antes de conceber-se em ação
Os deuses dos dedos costurados Em outros corpos, era uma prova segura Que o amor vencera, mas nem tato O tempo ainda é o terror dos amantes Ao risco do contágio sacro A risco da interpretação torta A risco de solver na virilha do diabo E perfumar tua fome com esse cheiro















