Vem Aí Festival: um guia dos festivais de Verão 2025
Está quase na hora. Falta muito pouco para a época dos Festivais começar. Por isso, exatamente pela urgência ditada pelo tempo, aqui estamos nós, prontos para as referências que julgamos importantes para cada um desses momentos de música, bom convívio e alguns copos de cerveja entre amigos.
Capote Fest
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Forte noite de componente psicadélica e experimental – Dia 2 Warm-Up, Basqueiral | Reportagem Completa
Nuno Duarte, guitarrista e vocalista, dos Unsafe Space Garden | mais fotos clicar aqui
Teremos só a 14 e 15 de junho a 8ª edição do Basqueiral, um festival cujas raízes já estão bem assentes na cultura festivaleira nacional. Vai realizar-se em Santa Maria de Lamas. Para a edição de 2024 o cartaz final ainda não foi revelado. Para já estão divulgados publicamente alguns nomes, pela parte internacional estão confirmados bandas como as espanholas Bala e os britânicos Bad Breeding. Vão-se misturar, como habitualmente por entre alguns dos melhores projetos musicais nacionais como os Galgo, ZEN ou MДQUIИД..
Toda a informação sobre bilhetes e restantes nomes do cartaz pode ser visualizada nas redes sociais do festival @basqueiral
Antes do evento principal a Basqueiro Associação Cultural promoveu um mini (!?) festival em regime de warm-up ocorrido recentemente nos dias 22 e 23 de março, respetivamente sexta-feira e sábado, no Museu de Lamas.
Na segunda noite, sábado dia 23, marcaram presença os excêntricos psicadélicos Unsafe Space Garden, os belgas do krautrock La Jungle, o projeto a solo de David Temprano, também ele belga e cujo nome artístico Landrose no qual explora o beatpunk e por fim o duo de DJ’s composto por Ana Marques e Francisca Sousa mais conhecidas artisticamente como The Ema Thomas.
David Temprano é membro dos Cere, formação belga de noise rock. Como Landrose, o seu projeto a solo, demonstrou no seu set como domina as rédeas da percussão através da sua bateria. Adicionalmente acrescenta loops com instrumentais de samples criteriosamente escolhidos. Landrose, a ideia de One Man Show, baterista com acompanhante eletrónico, instalou a bateria em frente ao palco e ao nível do público. Para fundir energia entre músico e público, perante a insistência do músico belga, as pessoas aproximaram-se o máximo possível até ele tornando o concerto intimista e numa autêntica festa.
David Temprano como Landrose | mais fotos clicar aqui
O headLiner tem uma forte ligação a Guimarães, portanto o nome dos Unsafe Space Garden já não nos é estranho. Já os acompanhamos desde quase o seu início.
Este projeto vimaranense teve o seu borbulhar inicial pelas mentes de Nuno Duarte com Alexandra Saldanha algures entre 2017 e 2018. Desde o “pop bem-humorado“ do EP ‘Bubble Burst’ (2018), até ao rock psicadélico hiperbólico e florido do mais recente ‘Where’s The Ground’ (2023) esta formação evoluiu imenso, numa maneira muito positiva.
A banda foi sofrendo mutações no seu percurso, os membros fundadores Nuno e Alexandra continuam como núcleo, apresentando-se ao vivo, normalmente em sexteto, com o apoio de Filipe Louro (baixo), José Vale (guitarra), João Cardita (bateria) e Diogo Costa (sintetizador e samples).
A festa psicadélica dos Unsafe Space Garden | mais fotos clicar aqui
Unsafe Space Garden, um nome que já não é novidade a quem frequenta habitualmente o Basqueiral, estavam no local certo, local de culto, de intimidade e deram um excelente concerto. Sempre divertidos, sempre prontos a passar a mensagem certa, sempre disponíveis para partilharem alegria e amor.
Depois de uma atuação na ilha de São Miguel nos Açores inserida no Tremor, o duo La Jungle oriundo de Mons na Bélgica compareceu em Santa Maria de Lamas para uma performance de bastante curiosidade. Eles que, desde 2013, já somam mais de 600 atuações. Rémy Venant "Roxie" e Mathieu Flasse "Jim" trouxeram o seu techno/kraut/transe/noise até Portugal e definitivamente não passaram despercebidos.
"Roxie" e "Jim" o duo La Jungle | mais fotos clicar aqui
La Jungle é uma dupla exatamente como a cerveja belga, ácida, complexa e bastante inebriante... A emergência sónica que colocaram em cada tema tornou a sua atuação completamente insana! Houve alguém que tenha saído sóbrio deste concerto???
The Ema Thomas são dois corpos independentes nos quais a sexualidade é utilizada com muito “girl power” traduzindo todo esse fervor feminista através de uma meticulosa escolha musical destinada a abalar o ambiente. Pose altamente provocadora e ao mesmo tempo desafiante tornam a atuação do duo numa performance artística. Ana Marques e Francisca Sousa deixam, dessa forma, um impacto incomum no público devido a essa insolência despudorada.
Ana Marques e Francisca Sousa mais conhecidas artisticamente como The Ema Thomas | mais fotos clicar aqui
Sinceramente, não sabemos se Santa Maria de Lamas está preparada (ainda) para esta dupla apelidada de The Ema Thomas. Sensualidade, erotismo, provocação, desmistificar o que na cabeça de muitos ainda é um tabu é, arriscamos a dizer, o propósito desta dupla. Música sedutora e dançável é o veículo que usam nesta aventura lasciva.
Agora é esperar pelos dias 14 e 15 de junho para desfrutar da 8ª edição do Basqueiral cujas expetativas temos de elevar depois deste caloroso warm-up. A qualidade do cartaz é elevada por isso agora é aproveitar para escutar as bandas que farão parte desta edição de 2024 como gesto preparatório. Até junho!
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Alexandra Saldanha, cujo nome de Instagram é somente Cueca, numa pose mais descontraída | mais fotos clicar aqui
Texto: Edgar Silva e Jorge Resende
Fotografia: Jorge Resende
Sem Travo amargo com os repescados Gator, The Alligator – Dia 1 do Warm-Up, Basqueiral | Reportagem Completa
Barcelenses Gator, The Alligator no Museu de Lamas | mais fotos clicar aqui
Teremos só a 14 e 15 de junho a 8ª edição do Basqueiral, um festival cujas raízes já estão bem assentes na cultura festivaleira nacional. Para a edição de 2024 o cartaz final ainda não foi revelado. Para já estão divulgados publicamente alguns nomes, pela parte internacional estão confirmados bandas como as espanholas Bala e os britânicos Bad Breeding. Vão-se misturar, como habitualmente por entre alguns dos melhores projetos musicais nacionais como os Galgo, ZEN ou MДQUIИД..
Toda a informação sobre bilhetes e restantes nomes do cartaz pode ser visualizada nas redes sociais do festival @basqueiral
Antes do evento principal a Basqueiro Associação Cultural promoveu um mini (!?) festival em regime de warm-up ocorrido recentemente nos dias 22 e 23 de março, respetivamente sexta-feira e sábado, no Museu de Lamas. Na primeira noite, sexta-feira dia 22, marcaram presença o rapper português de culto Nerve, o coletivo eletrónico/pós-punk Conferência Inferno, o trio de drum and bass composto Patmac, Filipe Saraiva e MC Sooba e também os Gator, The Alligator com o seu garage rock. Estes últimos repescados devido à impossibilidade de comparência dos Travo devido a doença.
A habitual energia positiva dos Gator, The Alligator | mais fotos clicar aqui
Tiago Martins (voz e guitarra), Eduardo da Floresta (guitarra), Filipe Ferreira (bateria) e Ricardo Tomé (baixista) são o quarteto barcelense Gator, The Alligator e uma das bandas nortenhas que mais temos acompanhado nos últimos anos. O ritmo frenético e a pujança demonstrada a cada performance é já selo de garantia de que os seus concertos vão ser bem animados e curtidos ao máximo por quem os assiste. Assim o foi nesta atuação no museu, deram um excelente concerto, com muita e energia e entrega.
Nota de registo: todas as atuações foram atrasadas devido à substituição de última hora. Basicamente os Gator, The Alligator chegaram, instalaram-se e praticamente começaram o concerto na sequência.
Tiago Gonçalves mais conhecido por Nerve | mais fotos clicar aqui
Tiago Gonçalves é um rapper oriundo de Constância cujo nome artístico é simplesmente Nerve. Tem já colaborações realizadas com artistas como Mike El Nite, Slow J, Blasph ou Capicua. O artista está a trabalhar em dois álbuns, um dos quais colaborativo e outro só seu intitulado “Escalpe” dos quais já foram editados os singles “Pratta” e “Kylo” e “Quezília”. Deu um concerto competente, a disparar rimas certeiras e poéticas. O pessoal que ali estava fã do rapper mostrou-se disponível para “abraçar” as suas palavras.
Trio Conferência Inferno no Museu de Lamas | mais fotos clicar aqui
Raul Mendiratta (sintetizadores) e Francisco Lima (voz) são os responsáveis pelo início do projeto Conferência Inferno em 2018. Mais tarde juntou-se José Miguel Silva para os teclados. Em 2021 editaram LP de estreia ‘Ata Saturna’ e mais recentemente, o seu segundo longa-duração ‘Pós-Esmeralda’ foi lançado em 2023. Álbuns muito bem recebidos pela crítica. Este trio portuense tem uma estética sonora bastante invulgar. Às letras negras e meio obscuras de Francisco são adicionadas trechos musicais post-punk e eletrónicos. Revelam um synth-pop à portuguesa refrescante e inovador com ritmos ora melódicos ora dançáveis a testar as ancas até dos menos flexíveis.
MC Sooba e DJ Filipe Saraiva em acção | mais fotos clicar aqui
Ao duo composto pelos DJs Patrício Maceda mais conhecido artisticamente como Patmac e Filipe Saraiva juntou-se MC Sooba no microfone. Ambos os DJs levam já 25 anos de carreira tendo feito parte da evolução do drum and bass em Portugal. Basicamente foi ordem para soltar os pés e dançar.
Em breve teremos a reportagem acerca do segundo dia.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
José Miguel Silva no teclado dos Conferência Inferno | mais fotos clicar aqui
Texto: Edgar Silva e Jorge Resende
Fotografia: Jorge Resende
De regresso ao Museu de Lamas esteve o Basqueiral | Reportagem Fotográfica
Nos dias 16 e 17 de junho a Basqueiro – Associação Cultural e o Museu de Lamas uniram-se e proporcionaram ao público a 6ª edição do festival multicultural Basqueiral. Ao todo passaram 13 projetos musicais por Santa Maria de Lamas, vila portuguesa pertencente ao município de Santa Maria da Feira.
Aos nomes consagrados da praça lusitana como são os casos dos Mão Morta, dos e Três Tristes Tigres e dos barcelenses Indignu juntaram-se projetos emergentes como Unsafe Space Garden, Cobrafuma ou Sereias.
Do maior contingente internacional de sempre no )g> houve a presença dos irlandeses M(h)aol, da dupla Petbrick (composta pelo bem conhecido brasileiro Igor Cavalera e ainda o britânico Wayne Adams Basqueiral Baba Ali.
Outros nomes do cartaz foram Alex Silva (músico, compositor e engenheiro de som original da Galiza), Angélica Salvi (a 0Lamas, vila portuguesa pertencente ao município de Santa Maria da Feira.
Destaques de sexta-feira
Formados em 2004 em Barcelos os Indignu são um quarteto formado por Afonso Dorido (guitarra), Graça Carvalho (violino), Ivo Correia (bateria) e Pedro Sousa (baixo). Proporcionaram um dos momentos mais surpreendentes com a sua performance na primeira noite do evento com o seu post-rock.
Graça Carvalho dos Indignu | mais fotos clicar aqui
Ao vivo têm uma chama bem intensa. Eles que são uma nossas bandas nacionais favoritas e que temos acompanhado ao longo dos anos pois são mesmo incríveis. Eles que também vão tendo reconhecimento além das fronteiras nacionais: no passado mês de maio tocaram no dunk!festival em Ghent na Bélgica.
Ao primeiro dia tocaram os Mão Morta. Tal como sempre, com a sua incessante e pungente forma de exteriorizar o momento, Adolfo Luxúria Canibal revela-se um mestre e maestro. Um dos míticos músicos da nossa praça musical, super bem coadjuvado pelos restantes 5 elementos da banda. Sem dúvida que é aconselhável, pelo menos uma vez, vê-los e ouvi-los ao vivo.
Adolfo Luxúria Canibal e os seus Mão Morta com a sua habitual energia contagiante | mais fotos clicar aqui
Liderados por Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta são já uma “instituição” portuguesa. O projeto existe desde 1984 e a sua longevidade deve-se ao seu sentido permanente de originalidade e irreverência. Outro dos fatores é a reinvenção, os seus elementos têm-se envolvidos em diversos projetos paralelos que partem da base Mão Morta. Lançado em 2019 ‘No Fim Era o Frio’ continua a ser o motivo para os diversos concertos que vão dando. Conforme Adolfo já revelou gostam “demasiado da música para viver à custa dela”.
Ali Ardekani, nativo dos EUA com raízes iranianas, forma a dupla Baba Ali com o britânico Nik Balchin. Eles usufruíram da oportunidade lusitana para a apresentação do seu segundo álbum ‘Laugh Like A Bomb’ que editaram no passado mês de abril. Um trabalho discográfico alicerçado nos estilos disco e post-punk ao qual o público lusitano dançou e desfrutou.
A dupla Baba Ali | mais fotos clicar aqui
Foto-reportagem completa de sexta-feira: Clicar Aqui
Destaques de sábado
Alexandra Saldanha e Nuno Duarte são o núcleo dos Unsafe Space Garden, banda oriunda de Guimarães. São acompanhados em palco por mais 4 bravos músicos. Felizmente o seu crescimento tem sido exponencial e agora estão num ponto de maturação, quiçá, acima do expectável.
Unsafe Space Garden com a sua habitual energia contagiante | mais fotos clicar aqui
Não se levam a sério e pedem em palco para não os levarmos a sério. Aí reside um pouco a sua magia, são extrovertidos e divertidos de uma forma altamente intelectual. São igualmente impressionantes nas suas performances ao vivo sendo bastante teatrais, algo que foi apreciado no Basqueiral desta edição de 2023
Formados na década de 1990 os Três Tristes Tigres são um dos nomes marcantes do panorama musical português. Os temas lançados nessa altura como “Zap Canal”, “O Mundo a Meus Pés” ou “Espécie” perduram até aos dias de hoje. Este projeto esteve “adormecido” durante cerca de 22 anos anos tendo reaparecido em 2020 com a edição de ‘Mínima Luz’, o mais recente álbum. Desde então os Três Tristes Tigres têm em Ana Deus e Alexandre Soares o seu núcleo duro e voltaram igualmente aos concertos com banda completa.
Três Tristes Tigres de Ana Deus e Alexandre Soares | mais fotos clicar aqui
Uma das revelações do Basqueiral neste 2023 foram os M(h)aol. Eles aproveitaram esta chance em Portugal para apresentação do seu primeiro álbum ‘Attachment Styles’ lançado no passado mês de fevereiro. A sua performance foi uma extraordinária surpresa, desenrolaram um som muito porreiro, bastante cru com óbvias influências punk. Uma banda feminista, dos seus 5 elementos são mulheres, liderados pela vocalista Róisín Nic Ghearailt. Os restantes elementos são Constance Keane, Jamie Hyland, Zoe Greenway and Sean Nolan todos eles naturais da República da Irlanda.
Foto-reportagem completa de sábado: Clicar Aqui
Texto: Edgar Silva e Jorge Resende
Fotografia: Jorge Resende