01. Waste Man - Changes
02. Soft Shoulder - Raw Time
03. Thurston Moore - Isadora
04. Protomartyr - Make Way
05. Slander Tongue - Can't Pull Better
06. The Whiffs - Verlaine
07. Outtacontroller - Less Is More
08. Chime School - Coming To Your Town
09. The Nude Party - Hard Times (All Around)
10. The Black Delta Movement - Zip-Tie
11. Snapped Ankles - Planet You
12. The Black Angels - My Tornado
13. Mudhoney - Move Under
14. CTMF - Full time Plagiarist
15. Møtrik - KØAN
16. Moonwalks - Heavy Tears
17. Tramhaus - Long Ago
18. Ulrika Spacek - The Sheer Drop
Tramhaus || Lovers & Lollipops: Duas sessões sónicas à hora do lusco-fusco
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De Roterdão para a cave da Lovers, o segredo musical mais bem guardado do mundo, chegou em dose dupla e deixaram todos de água na boca por (muito) mais!
Adoro um final de tarde de outono amena, onde posso desfrutar de uma esplanada e de uma conversa interessante acompanhada de uma cerveja gelada, depois de um dia de trabalho. Mas, porque não substituir a…
Tramhaus encheram a garagem da Lovers & Lollypops entre muito suor | Reportagem Completa
Lukas Jansen, o vocalista dos Tramhaus | mais fotos clicar aqui
"Eles foram, definitivamente, a maior surpresa da jornada inaugural com um concerto elétrico e absurdamente intenso" em 2024 escrevemos isto sobre o arrebatador concerto dos Tramhaus no Basqueiral. Agora a banda de Roterdão voltou a Portugal com o seu longa duração de estreia na bagagem, 'The First Exit'.
As 19h e pouco encontramo-nos na Rua de S. Victor, bem no coração do Bonfim. Em frente ao nº 143 já se encontrava uma pequena moldura humana, uns de pé, outros sentados tanto na berma da estrada como na beiras da casa da vizinhança, ocupando os m2 em frente à casa da Lovers & Lollypops no Porto. Lá, mergulhava-se em cerveja e conversas em modo de aquecimento para o que ai viria.
Tramhaus na casa da Lovers & Lollypops no Porto | mais fotos clicar aqui
Pouco faltava para as 20h, quando percorremos "Lover's Fountain (I will not be here)", exposição de Albert Tannat em exibição na Lovers & Lollypops, até chegarmos à rampa de pedra que nos levou ate ao rock explosivo. A pequena sala encontrava-se esgotada há semanas, o que levou à marcação de uma segunda hora para ver a banda de Lukas Jansen, o frontman carismático que torna qualquer sala de centenas, numa arena de milhares de pessoas. Nota de registo que este foi o segundo concerto do dia dos Tramhaus, a primeira sessão teve lugar ás 17 horas.
Além de Lukas (vocalista) esta formação conta com Nadya van Osnabrugge (guitarra), Julia Vroegh (baixo), Micha Zaat (guitarra) e Jim Luijten (bateria).
A sala já ganhava forma, quando o quinteto entrou por entre o publico soltando os primeiros acordes no baixo com "Once Again", faixa do seu novo disco. Encontrávamo-nos à mesma cota que a banda neerlandesa atribuindo aquele cenário todo uma componente underground, de proximidade, punk, proporcionando sentir cada movimento da banda em êxtase mesmo à nossa frente. Quanto à acústica da sala.. bem, veio logo sentir-se nas primeiras palavras debitadas por Lukas, que seria difícil de decifrar o que estaria ali a dizer. Uma voz tão crua, pujante e que se perdeu por entre os altos decibéis debitados pelos instrumentos que não estavam ali por menos.
Nadya van Osnabrugge, guitarrista dos Tramhaus | mais fotos clicar aqui
Seguiram-se "A Necessity" e "Semiotics" ambas de 'The First Exit', até se fazer ouvir os primeiros grandes sinais de êxtase do público com "Make It Happen". Apesar de me encontrar bem nas filas da frente, sentia-se a energia, ainda que meio contida, das dezenas de pessoas que encheram a sala, nem que fosse pelo ar que cada vez se tornava mais rarefeito.
A temperatura subia e o pós-punk apimentado com a atitude irreverente e epilética de Lukas contagiou-me, dando-me a batalhar comigo mesmo dentro dos meus metros quadrados. Senti que aqui e ali a qualquer momento esta energia poderia ter explodido e ter arrebentado em moche pit, mas tal não aconteceu. Isto tudo foi mais evidente em "The Cause" com os seus BPMS bem acelerados e back vocals bem afinados, tornando-se difícil de me conter.
Julia Vroegh, baixista dos Tramhaus | mais fotos clicar aqui
Lukas Jansen, já a suar por cada poro da sua pele devido aos quilómetros percorridos, levando a alguém do público a gritar mesmo por "I don't Sweet", uma dos sucessos da banda. As referências foram lançadas, ou talvez não, porque no cardápio seguiram-se "Karen Is a Punk", "Ffleur Hari" ou "Beech", terminando mesmo com "Minus Twenty".
Pouco mais de uma hora de concerto, sem direito a grandes pausas, sempre a rasgar numa energia em crescendo mas sem nunca chegar a conhecer o sabor dos corpos suados a tocarem-se como se de uma bela dança se tratasse. Não deixou de ser mais uma performance arrebatadora dos Tramhaus, mas deixando um sabor amargo pela falta de qualidade no som das vozes de Lukas retirando uma camada possível de rastilho para aquelas dezenas de almas sedentas por ainda mais.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Lukas Jansen, o vocalista dos Tramhaus | mais fotos clicar aqui
Texto:
Luis Silva
Fotografia:
Ana Lourenço @ blackphant.stage (Instagram)