A vida, o tempo e a morte
Assim como a vida é como um suspiro
Eu não vou chorar na hora, talvez depois
Quando as situações e problemas aparecerem
É um choro desesperador, mas pode ser calmo
Que me atormenta por alguns minutos e então volto a mim
Perder minha bisavó não tem sido fácil
Me sinto melhor por saber que ela está em paz
Que o mundo não pode mais machucá-la
A saudade do abraço e das palavras
Fico lembrando dos bons momentos
Tento me apegar a esses tempos
O tempo vai curar esse vazio
Mas não cura a cicatriz da perda e é melhor assim
Os conselhos indiretos em conversas despretensiosas
Usando outras palavras para me dizer o que sentia
Me fazendo criar um laço especial
Assim como fez com a neta e a filha
Impossível esquece-la, peço perdão por não ter tido o tempo
Para me despedir, a gente nunca sabe quando será o último abraço
Penso que poderia ter feito mais, mesmo não tendo poder para tal
Não é remorso, pelo contrário, quase omissão dos fatos
Mas também é entender que a bola não estava comigo
E que ninguém me daria ouvidos ou a razão
Vamos nos abstrair, até porque logo
Espero que não tão logo, mas com certeza, um dia
O reencontro acontecerá e tudo ficará bem
Tudo na santa e sublime paz do espírito de Deus
O que escolho guardar são as memórias e a gratidão pela vida
Coisas realmente preciosas e que não largo tão fácil
Venha tempo, leve embora de mim
Cure esse vazio e me dê bons pensamentos
Que a alegria e os bons momentos prevaleçam sempre
E que os mesmos erros não sejam cometidos
Que a vivência nos leve a sabedoria
Para que possamos passar a diante nossos bons ensinamentos