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Boletim de Anelândia: #45 - Pequenas regras de autor (E como eu as odeio)
Olá, pessoal! Como vão? Sejam bem-vindos a mais uma edição do Boletim de Anelândia. Cá estou eu hoje para falar sobre mais um assunto meio polêmico que faz parte dessa vida de ser autora e que desde sempre me incomoda bastante. Vou falar sobre como algumas pessoas instituem alguns pequenas regras para autores e como elas me incomodam muito. Segurem na minha mãozinha e vamos!
Como eu encontrei essas “regras”
Antes de entrarmos nas questões que me incomodam, vou comentar porque elas acabam fazendo isso comigo. Boa parte dessas coisas acabei por entrar em contato justamente por ser uma autora muito presente online, principalmente no começo dos anos 2010, que foi quando eu publiquei minhas primeiras histórias no Nyah e no Wattpad. Eu era muito presente em grupos de autores e leitores desses sites; acabava que o pessoal trocava e compartilhava bastante e pedia algumas dicas uns aos outros, ainda mais porque a maioria eram de autores iniciantes e que ainda estavam aprendendo muitas coisas sobre escrita e criação de histórias. E infelizmente, a ignorância faz com que a gente pense certas coisas que não são verdade! Eu, com um pouco mais de bagagem mesmo naquela época, já ficava muito incomodada! Tanto que até hoje me sinto assim, na mesma escala e é por isso que temos essa edição de hoje.
Minha cara vendo os outros "cagando regra" na escrita dos outros!
Algumas coisas que me incomodam são…
Limitar a quantidade de capítulos ou palavras que uma história deve ter
A primeira barreira que muitos se deparam é justamente qual o tamanho que a história deve ter, em quantidade de palavras mesmo! Claro que existe uma média, mas só para determinar se vai ser um conto ou um romance, por exemplo. Só que, em alguns casos, alguns autores pensam que é regra ter que escrever capítulos curtos ou capítulos longos e que o contrário é justamente o “errado”. Pensar que a história vai ficar cansativa ou mal desenvolvida só por conta de uma quantidade de palavras a mais ou a menos.
Limitar os tipos de nomes dos personagens
Essa daqui eu sofri pessoalmente, porque eu escrevo histórias com personagens com nomes de origem asiático; o DEA tá aí de prova. E admito que muitas pessoas que estavam presentes nesses grupos não foram ler algumas das minhas histórias só porque os personagens tinham nomes diferentes do “convencional”. Diziam que se somos brasileiros, os personagens tinham que ter nomes considerados mais comuns. Sendo até mais aceitável alguns nomes que vemos nas outras mídias, como nomes americanos.
Local em que a história se passava
Esse aqui também me enlouquecia, mas mais pela indecisão. Alguns diziam que, por sermos brasileiros, devíamos escrever histórias ambientadas em nosso país. Enquanto outros até aceitavam os dramas escolares de ensino médio exatamente no local em que se pensa ao se falar sobre isso.
Limitar quais temáticas devem ser escritas (isolar em tropes)
Esse aqui foi tema da última edição bônus que eu escrevi. Mas, o pessoal também ficava muito isolado com relação aos clichês que deveriam ser escritos. Tudo bem se for uma questão de preferências, mas não era só isso! Mas, não vou me alongar muito neste, deixo a edição bônus para vocês lerem!
Estipular como deve ser o comportamento de divulgação de um autor na rede
Esse aqui foi também uma que eu recebi um ataque pessoal, justamente por causa do Moda Personagem. Ainda lembro a pessoa dizendo que se eu quisesse ser uma “autora sério” eu não deveria me sujeitar a este papel. Ainda vou fazer uma edição sobre ser uma autora cronicamente online, mas ainda acho que toda essa cultura de redes sociais já acaba por nos podar e ser uma “regra” terrível.
Essas pequenas regras só servem mais para atrapalhar do que para ajudar…
E isso me irrita em níveis que nem sei descrever! Mas, de verdade, as pessoas julgavam muito só pelos aspectos que citei acima. Fico imaginando realmente uma pessoa que estava começando ali e queria escrever uma história legal e ter leitores se deparando com a essa quantidade - porque tinham mais algumas que eu não citei aqui - e pensando em como que ela vai fazer. Em especial o ambiente das fanfics, na minha humilde visão, sempre foi mais sobre explorar e se descobrir dentro do mundo da escrita. Acredito que essas pequenas regras, que são criadas meio que sem contexto ou sentido alguns. acabam mais por atrapalhar e limitar esses novos autores do que ser um auxílio. Claro que existem algumas pequenas “regras”, mas creio que na escrita seja algo mais como um guia - igual quando eu escrevo o “Dicas para Escrever” - do que como realmente um grande manual a ser seguido passo a passo. Por favor, autores novatos, parem de ouvir os conselhos dessas pessoas e explorem o que vocês quiserem! Escreva do tamanho que quiserem, no local que quiserem, com os personagens que quiserem. Ser autor é se libertar e não se prender! Livrem-se dessas regras!
Vamos só ler ou escrever nossos livros e ser felizes!
Bem, pessoal, é isto para a edição de hoje. Estou sempre cutucando em vespeiros nessa newsletter. Espero que tenham gostado! Até o próximo Boletim de Anelândia!
Bazı Nefret Büyük Tutkların Eseridir
Hissediyorum. Terli ve sırılsıklam sırtında basit bir karıncalanma hissediyorsun. avuçların nemleniyor, derin bir nefes alıyorsun, göğsünde ismini bulamadığın eksik bir ağrı var. Çırpınıp duruyorsun. Çoraplarının içinde sonbaharın soğuğundan muhafaza ettiğin ayakların buz kesiyor. Güm! Bir yumruk boğazına duruyor, ince bir kağıt gırtlağını kesiyor. Tuzlu bir yanma, loş bir çığlık.
Varlığının manevi kaburga ağrıları, ömrünün en lacivert gecelerinden birine yavru bir sarmaşık gibi tutunuyor. Karıncalar yürüyor dilinin ucunda, bayat bir fahişe zevki, kuytu bir kadın nefreti ve kalbinde Sünni mahallesinde tutsak bir Yahudi korkusu. Bazı nefretler büyük tutkuların eseridir.
Boş bir odada telefon bekliyorsun, izliyorum. sırtını duvara vermişsin, hissiz ve halsizsin. Gözlerimde yarısı bir Türk Musikisinde geriye kadar çekilmiş nahoş bir perde var. utanıyorum. Çırılçıplaksın, bir karyolaya başını yaslıyorsun ve zihninin çıkmaz sokaklarında ürkek adımlarla çocukluğunu arıyorsun.
Parmakların ince, uzun ve halsiz. belki biraz da tehditkar, ne de olsa hırçın ve öfkeli bir kadınsın sen. Kendi imparatorluğunun celladısın, kimse tarafından tanınmasa da bir diktatörlüğün var ukala hatıralarında.
Gözlerinde akşamdan kalan ıstırabın simetrik yorgunluğu duruyor, saklama! halsizliğin bir kasım türküsünde sanki göçmen kuşlar gibi kayboluyor. Gözlerin kokusunda kaybolup da iki dudağının arasında bir hiç olduğun adamdan ötesini görmeni engelliyor. Tutsak ve çaresizsin.
Bir sigara daha sarıyorsun, ayağa kalkmak istiyorsun, kalkamıyorsun ve düşüyorsun. Bir kez daha… Bir kez daha deniyorsun.
Sağ baş parmağın karyolanın ahşap yanlarına takılıyor ve kanıyor. Ah, kanın nasıl da zehirli, nasıl da varlığının iç bükey ağrılarının lezzetiyle dolu! Senin acılı ve ıstıraplı gözlerin, benim en güzel manzaram, bak bana… Çaresiz, yorgun ve bıkkın halini görmek itiyorum
Düşün, çocuk gibi zıpladığımız bayramlar ve durup düşündüğümüz süveyda geceler var dilinin ucunda. Anlat, nasıl da kaybettin geçmişini. Parlak bir çanta, ihtişamlı bir parfüm ve baş parmağından uzun topuklu bir ayakkabı uğruna nasıl da kaybettin bütün geçmişini. Zevkini dilinin altından atamadığın günah geceleri, kim bilir şimdi pişmanlığın hangi rengiyle dilinin altında. Ukala ve bomboş bir kadınsın. Ömründeki hiçbir lezzet ve hatıra anlık ıstırabını bastıracak kadar cesur ve güçlü değil.
Ellerini uzat, enkazsın şimdi, dizimin dibindesin ve tenin kokusu burnumun ucunda. sanki cayır cayır yanan bir Beyrut’sun, sanki alevlere teslim bir Ermeni mahallesi. Çığlık atan bir martı, utangaç körpe bir çocukluk. Bak gözlerime, nasıl da yerlebirsin, görmek istiyorum. Tuzlu gözyaşlarına dokunmak istiyorum.
17/03/2021
Apartmanları bu yüzden sevmiyorum işte, maviliğime gölge düşürüyorlar.
Boletim de Anelândia: Bônus #12 - Tá, mas a história é sobre o quê? (Por que tropes literárias me irritam)
Olá e boas-vindas a mais uma edição extra do boletim de Anelândia! Esta até poderia ser uma versão normal da newsletter, mas acho que essa temática é mais raiva pessoal minha do que falar sobre o mundo autoral num geral. E assim, quero apenas evitar a fadiga, desabafar em paz e colocar de novo às edições normais no final do mês; mas sem deixar vocês muito tempo sem atualização. Vai se parecer muito com o que acabo fazendo num dos meus blogs, só que isso é detalhe. Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
Uma reflexão sobre tropes literárias...
Acho que é mais do que sabido nessa atualidade autoral e de divulgações de livros num geral que uma coisa que muitos leitores procuram hoje são sobre alguns clichês específicos, ou melhor, por tropes específicas. Imagino que essa ideia surgiu justamente com a explosão das fanfics no comecinho dos anos 2000 - que não foi o foco da minha pesquisa de TCC, por isso que não sei - e que foi tomar mais forças dentro do mundo literário depois da pandemia. Porque antes os outros autores divulgavam seus livros através da sinopse e até tinha o meme de que era mais difícil escrevê-la do que a história em si. Até tinham os clichês que faziam parte, porém eles eram uma coisa mais secundária na divulgação. Não sei em que momento chegamos que isso acabou por se inverter e agora usam esses detalhes como o principal da divulgação e o próprio enredo em si fica como algo em segundo plano. E é sério… Isso me irrita de uma forma muito desproporcional! Porque eu tenho a sensação de que as divulgações só cumprem uma espécie de checklist para agradar leitor que não sabe procurar coisa ou só é preguiçoso e não lê 5 linhas de sinopse. É tipo: Meu livro é enemies to lovers; só tem uma cama; found family… Tá legal! Mas, qual é a história? Quem são os personagens? Qual é o pano de fundo para que tudo isso aconteça? Como tudo se desenvolve? Alguns livros podem ter as mesmas tropes, mas a forma que vamos trabalhar com elas vai mudar bastante de autor para autor. São apenas umas ideias base e que são desenvolvidas durante o livro… Só que a maioria acaba por não entender isso. O problema não são usá-las, mas transformar a divulgação e a forma de contar a história numa coisa tão simplista como apenas uma lista de tarefas literárias. Talvez seja culpa da escrita ter se tornado ainda mais comercial, principalmente depois da pandemia… Ou só uma síndrome de pessoas preguiçosas que não sabem mais procurar um livro/história usando os recursos que já existiam, como a capa, o título e a própria sinopse. Parece que até a leitura, que era uma coisa até mais profunda, se tornou só mais um lugar em que não se deposita mais a atenção devida e só quer receber aquela dopamina rápida - que são as cenas que tem a ver com a bendita trope - e não aproveitar as outras nuances da história, os momentos de altos e baixos da história. Porque a leitura é justamente isso! Antes de fecharmos, só lembrando que o problema não são as tropes em si e sim a maneira que elas estão sendo usadas. E eu, como uma autora que gosta de ir contra a curva (só por rebeldia mesmo e porque é o meu estilo) acabo sofrendo porque eu escrevo coisas fora dessas ideias em algumas das histórias e como que eu faço para divulgar? Não faço né?!
Enfim, pessoal, vou terminando essa edição bônus por aqui. Espero que tenham me entendido e espero não sair cancelada por essa internet por conta disso. Até o próximo Boletim de Anelândia!
Boletim de Anelândia: #32 - Minha experiência com publicação em físico
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do nosso querido Boletim de Anelândia. Continuando a leva de postagens especiais sobre meu aniversário de 20 anos como escritora, trago mais uma edição contando sobre algumas etapas da minha carreira. Também tentando trazer algum aprendizado para quem ainda está começando. Hoje falarei sobre quando eu finalmente consegui imprimir alguns dos meus livros, ou seja, quando essa autora aqui finalmente teve algum livro em formato físico. Lembrando que eu falarei da minha experiência como autora independente e também dona da própria editora, o que difere e muito de outros autores. Enfim, bora lá!
O que realmente precisa?
Primeiro, sem querer iludir ninguém, mas o que se precisa é de dinheiro. Porque pagar impressão em gráfica é bem, mas bem caro! (E ficou muito mais depois da pandemia!) Mas, como uma autora que costuma fazer tudo sozinha, cuido de todas as etapas do processo de preparação de um livro e, com o tempo, acabei aprendendo em cada uma delas; fosse como funciona ou apanhando ao mexer em programas específicos. A revisão é a mais de boas, porque num editor de texto simples já dá para fazer. Sei que não é o ideal, mas pensando como autora que economiza para focar na impressão, eu mesma revisava o livro. Atualmente, conto com a ajuda de digníssimo nessa etapa. Depois fazer a capa e a diagramação, tomando cuidado com as margens e fazendo os cálculos certinhos para a capa aberta fique certinha na hora de montar tudo; assim da mesma forma que a diagramação. E claro, escolhendo qual o melhor tamanho para o seu livro, pois existem vários. Se preocupar com o registro do livro na CBL (Câmara Brasileira do Livro), pagando para gerar o ISBN; depois fazendo a ficha catalográfica (que entra na diagramação) e o código de barras, este que vai no verso do livro. Pesquisar uma gráfica, puxando orçamento de uma e de outra, comparando preços e ver qual pode oferecer um melhor serviço para a impressão do livro. Muita coisa né? Pois é! Tem algumas etapas a mais do que na publicação de um ebook, mas ainda assim é bastante trabalhoso e custoso. Eu corto muitos destes custos justamente porque eu tive muita paciência da primeira vez e sai pesquisando de que formas eu poderia cortar alguns gastos destes. Se eu fosse pagar por tudo isso, pode colocar o dobro nesta conta ai! Depois que eu publiquei que eu finalmente entendi quando outros autores diziam que a parte mais uma fácil é escrever o livro... Isso sem contar que tem gente que ainda acha que você está vendendo o livro “muito caro”.
Quando eu decidi imprimir meus livros
Na verdade, a questão é: Quando eu pude imprimir meus livros... Lembram que eu falei que precisa de dinheiro? Foi justamente quando eu tive, ou melhor, quando comecei a trabalhar no meu CLT e fui guardando meus primeiros salários com este objetivo (e também para participar da Bienal). Como era em 2019 – que eu vou contar com mais detalhes logo – acabou que nem me foi tão custoso assim, já que eu quase não tinha outras despesas. Foi caro sim, mas isso eu já tinha uma ideia pois outros autores me falaram. E desde então, tento ao máximo fazer os livros físicos que eu consigo, mas, desde a pandemia, a coisa mudou muito de figura.
Minhas experiências até então
Vou contar, de uma forma bem breve, cada uma destas vezes. Não foram muitas, mas qualquer experiência é válida!
2019: JV1 e DEA
A primeira oficialmente foi a do JV1, sendo a do DEA poucos meses depois, mas que eu considero ter sido junto. Foi aqui que eu só meti a cara e a coragem, com muita pesquisa e muita vontade de ver meu livro impresso. O livro do Jimmy foi todo feito por mim, enquanto do DEA, teve aquela história de que eu ganhei a diagramação e capa num sorteio; só que eu ainda quero muito eu mesma fazer uma segunda edição dele. Quem sabe quando acabar a primeira né? Fiz em duas gráficas diferentes e foram ótimas experiências. E quase que o livro do DEA não chega a tempo da Bienal de 2019, pois eu fiquei atribulada ou melhor, enrolada até o pescoço com um outro projeto que estava fazendo parte (que eu contei numa outra edição). E adiciona nesta conta ai, que teve promoção de marcadores e de brindes também, para os dois livros. (Sem que os filtro dos sonhos do Jimmy sou eu quem faço manualmente! Cada um deles!)
2020: JV2
Já no ano seguinte, na mesma gráfica do primeiro, fiz o segundo volume da série. Não teve muita dificuldade, pois eu já sabia o caminho das pedras e como é uma série, algumas coisas do design acabam por ser fixas, só alterando algumas imagens. O que realmente facilita do que você ter que criar tudo do zero. Fiz na mesma gráfica do primeiro, bem no meio da pandemia; tanto que fomos buscar o livro de carro, usando de todas as formas de proteção possíveis. Mudaram algumas coisas de registro nesse meio tempo – foi neste momento em que passou para a CBL – e antes era com a Biblioteca Nacional. E confesso que com a CBL foi bem fácil e prático... Só fiquei revoltada pois na BN, eu paguei o valor para me cadastrar como autora, algo que foi uns 300 reais; só para no ano seguinte mudar tudo. Foi uma experiência bem tranquila também, pois eu tive toda a paz do mundo para fazer, já que meu trabalho tinha suspendido todas as atividades. A minha sorte foi que essa impressão foi bem antes dos valores subirem... Se eu esperasse mais alguns meses talvez nem fosse o mesmo valor. (Teve marcador de brinde também!)
2024/2025: JV3
Esta foi a minha última experiência - e que ainda está rolando, na verdade. Vocês já devem saber que tinha uns bons anos – talvez uns dois – que eu queria fazer o lançamento do JV3, porém por muitas razões pessoais, só fui adiando e adiando... Só que chegou no finalzinho de 2024 e eu falei: Tem que ser agora! Num aguento mais! Eu já estava com a capa pronta, já tinha feito os marcadores. Só tive que terminar algumas partes do processo, como terminar de digitar o manuscrito - já que o livro foi todo escrito num caderno – revisar, diagramar e tudo o mais. A coisa começou a dar ruim quando fui procurar uma gráfica! Primeiro que eu sempre faço pesquisas para poder comparar e tudo o mais; juntando com a subida que os valores tiveram, isso era ainda mais necessário. A minha gráfica de sempre estava mais cara do que eu podia arcar, visto que agora eu tenho bem mais despesas - então, fui na caça de outra mais em conta. Não vou citar os nomes só para evitar a fadiga, mas encontrei uma que fazia bem mais em conta e resolvi testar para poder outras opções. E ai que começou o “Barato que sai caro!”. Primeiro que eu mandei o livro em meados de Novembro, demorou um tempão para chegar – o que explica o 2025 no título - e bem, confesso que não consegui ficar feliz quando meu livro chegou. Ainda estou tentando resolver – vamos ver se consigo – o problema que teve na impressão, porque senão terei que vender os livros do jeito que estão. Não quero me alongar muito aqui, pois esta a minha experiência atual e ainda não teve resolução. Quem sabe, quando acabar tudo, eu deixo uma atualização aqui com o que aconteceu. Mas, já me adianto que talvez nem faça com eles de novo, pois ficou bem aquém do que eu sei que posso entregar como autora.
Dicas para autores que querem imprimir seus livros
E para fechar esta edição, a minha pequena dose de conselhos aos autores. Especialmente aqueles que estão começando e ficam cheio de sonhos e vontades e tudo o mais. Não quero estragar as expectativas de vocês, mas preciso falar a dura realidade. A primeira é que ter um livro impresso não deve ser uma grande prioridade, a não ser que você realmente tenha condições para custear e fazer isso. Agora, se você não tiver e tiver que ir atrás de uma editora para fazer isso... Cabe muita pesquisa e o dobro de paciência, porque realmente tem muita editora por aí que não faz só publicação tradicional – que é aquela que você não paga – mas fazem de outra forma, acabando ser tão caro quanto. Só que, cada autor sabe do seu cada qual; o que melhor para si e para os seus livros. Eu tinha muita vontade de fazer meus livros em físico, mas sabia que ia fazer isso de forma independente e fiz por onde para que isso acontecesse. Então, se você autora sabe o que quer para o seu livro, faça por ele assim.
Bem, pessoal, terminando por aqui mais uma edição do Boletim de Anelândia. Nos vemos na próxima! Até!
Boletim de Anelândia: #31 - Sou menos autora por não ter nenhum prêmio? (Sobre comparações e não-reconhecimento)
Não foi por falta de tentativa
Desde que eu realmente me interessei em levar a minha carreira como escritora mais a sério, a gente tenta, de alguma forma, participar de coisas que podem nos dar um certo reconhecimento e obviamente os concursos e premiações entram nessa lista. Eu já participei desde concursos de grupos que participava no finado “caralivro” até concursos de editora para conseguir publicar meu livro, inclusive o famoso The Wattys do Wattpad. E em todas as vezes, o resultado foi o mesmo: Eu nunca ganhei nada. Fosse por escolha de um júri ou por votação popular, os resultados sempre diziam outros nomes que não o meu. Ainda lembro claramente da quantidade de vezes em que participei, tendo alguma esperança - porque a gente pode ter a expectativa – e acabar por me frustrar quando eu via que não tinha dado certo... De novo! Ficava profundamente magoada em todas as vezes, só que eu continuava tentando e tentando, até que teve simplesmente uma hora que eu cansei e não quis mais, pois a minha sanidade valia mais.
Eu literalmente me matando tentando pensar em ideias para estes concursos e nunca dava certo.
Será que o problema era comigo?
Nesses meus momentos de frustração, eu sempre ficava me perguntando qual era o motivo... Se é que tinha algum! Tudo culpa do meu MBTI, que é Lógico. Muitas vezes, eu tentava buscar uma culpa em mim mesma. Eu que não tive uma ideia boa e as pessoas não gostaram ou que eu não era popular o suficiente para que as pessoas votassem em mim. Teve uma vez, no famoso Café com Letra, que até separei uma edição para comentar sobre, que teve a edição especial de aniversário em que fizeram um concurso especial e eu lancei uma história que tinha anos que estava guardada – A Busca da Criatividade – e só recebi críticas (que fizeram sentido depois) que me deixaram muito triste. Isso porque, em outros meses, talvez sem a pressão de saber que era um concurso, talvez eu tivesse escrito uma boa história, mas não valia nada. Quando foi para valer, eu fiz tudo errado! (Era o pensamento que eu tive naquele momento.) Minha reclamação dentro do grupo foi tão grande que até chegaram a me acusar de que eu queria descredibilizar o concurso porque eu não tinha ganhado. Sendo que quem me conhece sabe que eu sou a pessoa que mais se anula em qualquer situação e foi justamente isso que eu fiz. E tive que me justificar! (Talvez fosse ainda a minha imaturidade com as críticas negativas.) Pior que não era só a frustração pessoal não... Chegou já a acontecer, umas duas vezes, se minhas contas estiverem certas, de que eu realmente tinha alguma chance, mas o concurso simplesmente implodia, ou melhor, era cancelado e nem eu e nem ninguém ganhava nada. O primeiro foi de um grupo novo que eu entrei, naquela rede azul e teve o primeiro mês do concurso de contos... Normal! Ai chegou o segundo mês, participaram eu e mais uma pessoa – que é uma leitora minha – e ela mesma me disse que eu ia ganhar o concurso mensal. Cês acreditam que o grupo simplesmente acabou do nada? Pois é! Da outra vez, eu enviei o JV1 – sem 90% das mudanças que eu fiz depois – para o concurso de publicação tradicional que uma editora promoveu. Ainda lembro que tive que imprimir uma parte do livro para enviar. O concurso foi cancelado, mas eu recebi um e-mail da editora perguntando se eu não tinha interesse em fazer uma publicação com eles – provavelmente paga –, mas o que me pegou foi que escreveram o nome do livro errado. Juro! Ai me diz: você não pensa que tem algo errado com você quando acontece algo assim? Eu fico encucada até hoje com as duas situações! Claro que, não era 100% certo de que eu ia ganhar, talvez fosse mais uma vez que ia perder... Enfim, espero que tenham entendido o meu ponto!
Só uma representação do concurso simplesmente "sumindo" e eu seguindo o baile.
Hoje eu só desencanei mesmo e vida de que segue
Nessa altura já cheguei à conclusão de que eu não sou autora de prêmios e está tudo bem! O reconhecimento pode vir de outras maneiras além de algum concurso ou prêmio. Por outro lado, sempre surge aquela maldita comparação com os outros autores, ainda mais aqueles que acumulam algumas dessas vitórias e reconhecimentos. Você ter o título é relativamente importante e tem gente que realmente liga para isso. Antes, eu ligava e até pensava que minhas histórias só teriam valor se eu tivesse também estes títulos, estes reconhecimentos, estas validações. Porque um prêmio é justamente isso, é uma validação daquilo que você faz. Que aquele seu texto, conto, história ou livro teve algo a mais e que despertou a atenção de outros que te gratificaram com isso. E nos meus longos anos de terapia (e seguindo também como autora) é de que nem sempre é preciso fazer algo buscando alguma aprovação ou validação dos outros. Por isso que eu realmente parei de tentar, porque eu senti que realmente não precisava disso.
Um prêmio, na real, nem significa tanto assim...
Ou será que eu digo isso só por que eu não tenho um né? Brincadeiras à parte, mas ninguém “menos autor” ou “mais autor” só porque nunca recebeu algum prêmio ou ganhou algum concurso. Obviamente, receber um tem importância e significado... Não estou invalidando isso! (Se não daqui a pouco o povo vem com todas as pedras na mão!) Nós autores já lidamos com tanta coisa negativa que um reconhecimento desse tipo é sim algo a ser comemorado. Só que, como eu falei acima, o reconhecimento do nosso trabalho pode vir de outras formas sem ser alguma vitória em algum concurso. Nem tudo precisa ser uma disputa! Nós estamos juntos nessa corrida, cada um no seu próprio ritmo. Para mim, tem bastante significado quando uma pessoa comenta o quanto gostou do livro, que adora minhas obras, que te me acompanha já tem alguns anos. São algumas pequenas validações e que também valem a pena. Pode até parecer um pouco simplório, mas realmente se algum livro meu deixa uma pessoa feliz, mesmo que essa pessoa seja eu mesma, para mim já está de bom tamanho. O que importa é que eu gosto do que eu faço e sei que um dia, de uma forma natural, essa coisa vai alcançar a muitas outras.
Eu feliz e seguindo um dia de cada vez!
Com esse clima de otimismo, o que é um milagre, vou terminando por esta edição do Boletim de Anelândia. Só espero que não me odeiem depois de tudo o que eu falei, porque a gata aqui adora cutucar em vespeiro em assunto literário. Até a próxima!