Abri meu peito e libertei tudo o que estava me aprisionando.
No começo, foi um choque, como se rasgasse o silêncio que eu mesma tinha imposto para proteger aquilo que era valioso dentro de mim. Mas depois, veio o alívio. Alívio de saber que eu não precisava mais carregar, sozinha, o peso de sentimentos bons que nunca encontraram morada do outro lado.
Guardar carinho, lealdade, cuidado, tudo isso é bonito, mas quando não é bem acolhido, vai criando um nó, uma dor que cresce quieta. E é contraditório: porque amar, admirar, querer bem, não deveria doer. Mas dói quando não tem onde pousar, quando não encontra braços abertos para descansar.
Soltar é o ato mais leve e, ao mesmo tempo, mais corajoso. É dizer: “Eu não vou me negar. Não vou me calar. Mas também não vou insistir em ficar onde não há espaço para o que sinto.”
Eu entreguei tudo de forma limpa, meu afeto, minha verdade, minha paz. E agora deixo livre. Porque o que é sincero não se tranca mais dentro de mim.
- expondo sentimentos.


















