Não consigo externalizar o que sinto, como se as glândulas lacrimais estivessem desistido de mim e se destruíram. Às vezes tento usar as palavras, mas parece tudo bobagem e não acredito que alguém vá me entender ou me apoiar de alguma forma. Me sinto sozinho não porque não gostam de mim, mas porque não consigo me abrir como eu queria. E tudo que escrevo está desconexo, uma lista do que eu quero falar e não consigo descrever. Sei que a chave é a terapia, mas não tenho coragem de pedir por isso. Tento permanecer, mas já parti há muito tempo.
Callebe Carneiro












