-São 02:26 da madrugada e é com muita precisão que venho à Terra contar meu sonho: Sonhava com aquela "uma direção".
Meu encontro seria completo, mas não cheguei a concluí-lo . Lembro-me de me perder de alguns amigos que, não faço ideia do motivo, mas eram japoneses.. estávamos em uma escada. Grande, de extensão e com corredores largos, uma verdadeira escadaria real. Nela, perdida, ouvi Harry por uma gravação, que sonorizava algo como seu clássico "Hiii" e que, provavelmente isso anunciaria sua chegada. Era certo, ele seria minha primeira visão.
Estava escuro e de repente me encontrava no corredor de casa (algo tão estranho quanto esta resenha). Harry saiu de onde, na minha concepção, era o banheiro de meus pais. Com calção preto, boné, tatuagens e suas vergonhas de fora. Vergonhas estas que me levaram a loucura. Eu dizia apenas 'please', numa forma de expressar minha indignação ao me deparar com essa cena, tão esperada. No calor do momento, a única coisa que lembro de ter feito foi abraça-lo com todo o fervor que eu pudesse dar à ele na ocasião. Ele era um rapaz alto, recordo-me de alcançar apenas seu peito. Deveria ser 40 cm mais alto do que eu.
Em nosso abraço, algo inexplicável tomou conta de minha massa. Algo como uma sintonia entre nossos toques. Ao alcançar seu peito, eu apenas tocava-lhe as pernas, procurando entender a perfeição que estava bem ali na minha frente. Nos beijamos. Um ar quente. Um beijo quente. Foram segundos de calor. Harry logo percebeu algo errado e tentou se afastar, mas aquilo era forte. Ele venceu seus pensamentos, engoliu o compromisso que tinha assumido naquele beijo e, enfim, voltamos à estaca zero.
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