Silenciados no Carnaval: O Massacre dos Candangos
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Silenciados no Carnaval: O Massacre dos Candangos
Feliz aniversário #Brasiliavéia tu é f... mas te amamos mesmo assim. . Adorne Professional Body Piercing- A sua melhor referência em body piercing de Brasília. #brasilianpride #brasiliense Obrigado aos #candangos em especial Senhor Bezerra pelo sangue e suor valeu @juscelinokubitschekoficial O cara! (em Brasília, Brazil) https://www.instagram.com/p/Bwh1B3iFbaw/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=t4ac5nq26h9x
Uma menina cearense sai de sua terra natal e vai acompanhar seu pai na construção de Brasília. Em livro memória autobiográfica, Ana Miranda relembra sua infância no Ceará, a passagem pelo Rio de Janeiro e o céu de chuvas e trovoadas a dar-lhe medo num mês de março repleto de águas e finalmente, sua chegada à terra do barro vermelho, redemoinhos e flores típicas do cerrado.
Com a ajuda da mãe, a escritora relembra sua chegada, contos históricos sobre os primeiros candangos, a primeira cidade satélite, as superquadras, tempo recorde qual a cidade foi erguida, secas prolongadas, períodos chuvosos, chegada dos nordestinos para a construção da cidade e dentre as mais diversas lembranças, a recordação da escola parque qual frequentava, relembrando o projeto do educador Anísio Teixeira de educação integral.
O livro apresenta ilustrações, fotos de arquivo, referências históricas, glossário com os principais nomes responsáveis pelo projeto de construção da cidade e uma curiosa imagem de um diploma comemorativo, do ano de 1960, ofertado às crianças da escola, por estas serem “testemunhas vivas dos acontecimentos históricos”, a inauguração da cidade.
Em narrativa repleta de detalhes sobre a saída do Ceará, chegada ao Rio de Janeiro e a mudança para a nova capital, muitas as expectativas, curiosidades e saudades, além de lembranças sobre questões políticas e mapeamento da cidade de Brasília. Ao fim do livro, para aprofundarmos a leitura, referenciais bibliográficos utilizados para a pesquisa da autora.
Importante destacar as diversas entradas que o livro apresenta, possibilitando discussões de questões políticas e arquitetônicas, citando uma infinidade de cidades planejadas pelo mundo, ideia de interiorização da capital federal brasileira desde 1749, a intromissão internacional constante, desde portugueses, italianos e incursões norte-americana, mediante mapeamentos para a escolha do local onde seria a nova capital, especulações sobre superfaturamento na construção da cidade, constantes acidentes de trabalho durante as obras, processos migratórios e de modo contundente, apresenta a Era Vargas como ditadura militar, abandonando ideias de que em tal período houve revolução.
Ana Miranda cursou artes plásticas na Universidade de Brasília, recebeu inúmeros prêmios, considerando uma vasta obra com trinta livros publicados, dentre contos, romances, poesias e biografia.
Ana Miranda, “Flor do cerrado: Brasília”
Coleção Memória e História
Ed. Companhia das Letrinhas, 2004
Ilustração – Maria Eugênia
Literatura infanto juvenil
Memórias autobiográficas
ISBN-85-7406-216-2
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