Capitulo 39 – E será para sempre.
"Não deixe que alguém, lhe diga que você deve ser feliz com o que têm. Sempre há mais, e não existe motivo para que você não tenham tudo."
Mais algumas semanas haviam se passado. Depois de aquela ultima proposta definitiva que Justin havia me feito, os dias que se passaram a seguir nós começamos com os preparativos de nosso casamento. Seria algo mais fechado, simples e natural. Não iríamos nos casar numa igreja, pois nenhum de nós tínhamos alguma crença, mas teríamos alguém para falar em nossa cerimônia.
E em um piscar de olhos, o dia de nosso casamento enfim chegou.
Eu já estava acordada, porque mal consegui dormir a noite. Sabe como quando você esta muito ansioso pra uma coisa acontecer que você nem consegue pregar os olhos? Você só fica com toda essa energia reinando em seu corpo, horas e horas, como se tivesse bebido litros de café pra poder estar tão energética.
Ri sozinha com esse pensamento, mas me calei quando vi meu noivo se mexer ao meu lado e abrir então os seus lindos olhos castanhos.
– Bom dia meu amor. - Falei lhe dando um selinho, e depois o olhei e sorri. – Ah, hm, desculpe se eu te acordei.
– Não tem problema. É ótimo acordar ouvindo a sua risada. - Ele também sorriu. – O quão feliz você está?
– Muito! Eu esperei tanto por esse dia, e agora que está finalmente acontecendo é como se eu ainda estivesse sonhando. - Foi a vez dele de rir.
– Bom, mas pode acreditar que essa é a realidade. A nossa realidade. E eu te prometo que irei fazer de tudo para me tornar o melhor marido do mundo pra você.
– Nem precisa. Você já é. - Lhe dei outro selinho, e em seguida me levantei da cama. – Agora não temos tempo a perder. Temos muito o que fazer hoje.
– Legal saber que pelo menos um de nós acordou com muita energia. - Ele disse enquanto me analisava e riu. – Eu ainda to cansado, acho que vou dormir por mais uma ou duas horas.
– O que? Não, você não pode! - Me sentei na cama ao seu lado, e meu olhar já estava se tornando desesperado e pidão. – Você vai acabar se atrasando, e você sabe que a única que deve se atrasar nisso tudo sou eu, né? Não roube meu papel de noiva, Sr.Bieber! - Fiz bico, e mais uma vez pude ouvir o som de sua gostosa risada.
– Tudo bem, eu só estou brincando. Já vou me levantar, Sra.Bieber. - Sorri ao ouvir suas ultimas palavras.
– Sra.Bieber? Hm... Isso soa muito bem.
– Isso soa ótimo! - Percebi que ele já ia se aproximar de mim para me beijar mais uma vez, e eu me levantei da cama rapidamente.
– Primeiro se levante e se arrume. Como eu disse, ainda temos muito a fazer e não podemos perder tempo. Então, sem beijos e agarrações até eu estar nós estarmos oficialmente casados.
Ele fez uma cara de indignação e surpresa, que de certo modo foi até fofa pra mim.
– Sério mesmo? Não acha que esta pegando um pouco pesado com isso?
– Hm... Não, não acho. Agora vamos levantando, sim? - Ele revirou os olhos com um sorriso divertido no rosto, e então se levantou.
O lugar em si estava maravilhoso. Não iríamos nos casar na igreja, na verdade, meu pai quem escolheu o lugar de meu casamento. E foi isso que tornou tudo mais especial...
Ele havia escolhido o local onde ele conheceu minha mãe. Era uma grande área, a maior parte gramada, havia árvores normais e algumas árvores floridas. O tempo estava colaborando, fazia um pouco de sol e o vento havia se transformado numa brisa quentinha e gostosa. A decoração era branca e azul clara. Fizemos uma trilha de rosas que seria por onde eu passaria, e ao redor, ao lado esquerdo e direito haviam fileiras de cadeiras, ambas decoradas. Seria uma simples cerimônia, mas pra mim, nada podia estar mais perfeito.
Havíamos montado algumas tendas fechadas da cor branca um pouco longe do altar, que seria onde eu e mais algumas pessoas nos arrumaríamos. E inclusive, já estava na hora de isso acontecer...
As pessoas já iriam chegar a qualquer instante. Por enquanto, só estava aqui os decoradores, seguranças, meu pai, Justin, Demi e Joe.
Eu puxei Joe de canto, logo depois de dizer que precisava falar com ele.
– Eu provavelmente estou um pouco atrasada, mas mesmo assim eu preciso te dizer algo...
– Claro. O que foi, Sel? - Ele me olhou um pouco preocupado.
– Joe, você sabe que a Demi te ama. Assim como ela sabe que você ama ela. Eu só quero pedir que você não pise na bola... Ela pode ser uma mulher forte e independente, mas também é frágil. E você sabe... Eu sou a melhor amiga dela. Se você quebrar o coração dela, eu quebro a sua cara. - Sorri de lado, e ele riu com a ultima frase.
– Não se preocupe com isso... Eu conheço Demi muito bem, e te prometo que não irei estragar tudo.
– Irei confiar em você. - Joe sorriu.
– Agora, eu posso dar um abraço na noiva antes do casamento começar? - Eu também sorri e concordei. Nós abraçamos, mas logo fomos interrompidos quando uma falsa tossida soou.
– Você vai acabar se tornando a noiva mais atrasada do mundo! - Me soltei de Joe, e dei a língua pra Demi.
– Isso tudo é ciúmes? - Perguntei irônica, e ela riu sem humor.
– Não é ciúmes. Mas Joe, um abraço não precisa ser tão apertado assim, tá? Só uma dica. - Ela sorriu pra ele de modo sarcástico e eu ri. – Agora vem, você ainda tem que se arrumar, esqueceu? - Em seguida ela saiu me puxando.
Entramos em um tenda, e lá eu vi Taylor. Ela e Demi seriam minhas madrinhas, e Justin havia escolhido como padrinho Joe e Chaz. Eu sorri abertamente quando vi Tay, e corri para abraçá-la que não hesitou em fazer o mesmo.
– Quem diria que você iria se casar com aquele segurança, ein? - Ouvi ela dizer em meu ouvido, e eu ri assentindo.
– Nem eu pude imaginar isso. Ainda parece uma loucura, as vezes. - Respondi quando saímos do abraço. – Mas não escolhemos quem devemos amar.
– Se você o ama, com certeza ele é alguém que valha a pena. - Ela sorriu docemente.
– Mas e você? Cadê o seu namorado?
– Ele chegara um pouco depois. - Demi se meteu no meio de nós e me olhou feio.
– HELLOU! Nós íamos te arrumar, lembra? Vocês terão tempo de conversar depois, agora por favor Selena, se vista logo! - Eu bufei e fui me arrumar antes que Demi cortasse meu pescoço.
Coloquei meu vestido e devo admitir que fiquei feliz com o resultado dele em meu corpo. Apesar de já estar perto de meus filhos nascerem, e minha barriga estar enorme, ele havia caído bem em mim. Era um vestido branco tomara que caia, que na parte da barriga pra baixo ficava mais soltinho. No final o pano ficava mais fino e tinha duas camadas onduladas, que batiam ate meus joelhos. Eu calcei um scarpin que também era branco, e por fim já estava vestida.
Demi e Taylor me olhavam me ajudaram com a maquiagem e com o cabelo. No final, eu fiquei com uma leve maquiagem: sombra num tom um pouco mais escuro que minha pele, uma fina camada de delineador, rímel, base, pouco blush, e um batom cor de boca. Meu cabelo ficou levemente ondulado nas pontas, e a parte da frente foi presa pra trás junto com o meu véu branco.
No final, Demi e Taylor estavam me olhando com satisfação, e ambas estavam sorrindo. Quando eu me vi no espelho, também sorri.
– Muito obrigada meninas. Não sei o que faria sem vocês aqui. - Falei, enquanto Taylor estava quase chorando por me ver.
– Está tudo bem eu só preciso de um minuto. - Em seguida Tay saiu da nossa tenda, e eu ri por isso.
Já podíamos ouvir a barulheira que estava lá fora. Com certeza a maioria das pessoas já haviam chego. Eu entrelacei meus dedos entre eles.
Demi veio até mim, e sorriu de lado.
– Um pouco. - Respondi com sinceridade. – Eu vou estar mais nervosa ainda quando sair daqui.
– Eu te dou cobertura. - Ela passou uma de suas mão pelo meu cabelo. Eu respirei fundo.
– Demi... Tenho que te pedir uma coisa.
Precisei respirar fundo mais uma vez, e então a olhei nos olhos.
– Se algo acontecer... Eu quero que você tome conta de Justin. Fique de olho nele as vezes, converse com ele. Eu tenho certeza que ele vai ficar um pouco perdido. E eu vou precisar de você para se certificar que tudo vai acabar bem com ele e nossos filhos. - Ela arregalou um pouco os olhos, e vi que os mesmo já estavam se avermelhando um pouco.
Se eu aprendi alguma coisa na vida é que, às vezes, coisas entram no seu caminho e você tem uma escolha. Você pode enfrentá-las ou você pode adaptar-se e fugir, mas você tem que fazer um ou outro para seguir adiante.
– Não me peça uma coisa dessas, Sel... Nada vai lhe acontecer.
– Eu sei que não. - Menti, e lhe dei um fraco sorriso. – Mas caso aconteça, por favor... - Ela não me respondeu, e abaixou a cabeça. Eu a abracei, e ela fez o mesmo. – Eu tento pensar positivo, mas não posso agir como se estivesse certeza de que tudo ficará bem. Você precisa entender que eu posso tanto sobreviver como partir.
– Você está com medo? - Ouvi-a sussurrar, e eu assenti.
– E ainda assim quer continuar com isso? - Ouvi ela suspirar. – Você é realmente a pessoa mais forte que eu conheço. - Eu funguei baixinho, também já sentindo meus olhos arderem, e ela nos afastou. – Não, não. Sem lágrimas. Sem choro. Você tá proibida de borrar essa maquiagem que eu levei um tempão para terminar. - Eu ri, e acabei concordando.
– Tudo bem, não vou chorar. Mas você tem que me prometer fazer aquilo que eu te pedi.
– Eu prometo. - Ela sorriu fraco. Podia ver o quanto ela estava desconfortável com essa situação, mas eu precisava garantir que nem tudo ficaria perdido sem mim aqui. E que poderia contar com alguém para ajudar.
Taylor voltou, e trouxe meu pai consigo. Ele não poderia estar mais elegante, e eu fiquei satisfeita.
– Já está na hora. Estão todos te esperando. - Ela disse, e eu estremeci. Minhas mãos começaram a soar frio.
O quão nervosa eu estava agora? Santo deus.
Só pude sair do meu transe, quando ouvi meu pai me dizer.
– Você está igualzinha a sua mãe no dia de nosso casamento. - Eu olhei pra ele, e sorri de modo dócil.
– Espero que isso tenha sido um elogio. - Brinquei.
– E foi. - Ele também sorriu. – Você está tão linda quanto ela.
– Ela ficaria orgulhosa da sua escolha. Apesar de tudo, Justin é um bom rapaz. Fico feliz de você ter escolhido ele. - Já sabia que meu pai o aprovava, mas ele dizer isso me deixou feliz. E de certo modo, um pouco aliviada.
Como se já não bastasse a Demi, Taylor também começou a nos apressar. Meu pai riu, e então estendeu o braço pra mim.
– Permita-me que eu lhe acompanhe até lá, bonitona? - Eu sorri divertida pelo modo que ele falou e concordei. Cruzamos os braços, e então ouvi Demi cantar aleluia.
Ela e Taylor foram as primeiras a sair. Caminharam até o local, e mesmo estando longe, eu pude vê-las entrar.
Julie foi a “noivinha”. Estava com um vestidinho branco, e sapatilhas da mesma cor. Ela caminhou segurando um buquê de rosas, e foi jogando-as enquanto passava. Demi entrou com Joe ao seu lado. E em seguida Taylor entrou com Chaz.
A música deles parou, e deu-se lugar a uma nova. Meu pai me olhou, e eu pude ver o sorriso sincero estampado em seus lábios.
– Eu.. Eu acho que sim. - Respondi meio nervosa. Ele me olhou de modo mais seguro, e suas palavras a seguir me confortaram.
Eu respirei fundo, e assenti.
E quando eu dei por mim, já estávamos em frente aquela trilha que nos dava passagem ao “altar”. Todos os convidados estavam me olhando com admiração, e só então eu percebi como o lugar estava cheio. Ergui meu rosto até o final, e consegui ver a pessoa que mais me importava no momento.
Justin estava maravilhoso naquele terno preto. Ele sorria pra mim de um modo tão sincero e feliz, e apenas isso foi o necessário para que eu continuasse a andar com meu pai. O olhar dele ficou em mim a cada passo que eu dava, e eu já sentia todo o meu nervosismo ir embora.
Quando já estávamos próximos a ele, meu pai me entregou a Justin, e logo depois eu pude ouvi-lo dizer:
– Cuide bem da minha menina.
– Eu irei. - Meu noivo respondeu, e então ficamos frente a frente e ele segurou em minhas mãos.
O reverendo estava ao nosso lado, e começou a cerimônia.
Meu olhos estavam fixos em Justin, e os dele nos meus. Vi sua boca mexer, e li seus lábios. Ele disse:
Eu sorri meio envergonhada.
Ele voltou a mexer os lábios.
“Também está muito excitante.”
“Idiota”. Respondi, e ele sorriu de modo divertido.
Se passaram apenas poucos minutos, até eu perceber que estava na nossa hora de falarmos. Julie veio até nós toda sorridente, e abriu uma caixinha de alianças que trouxe consigo. Justin foi o primeiro a pegar.
– Selena... - Ele começou, e colocou a aliança em meu dedo. – Eu te amo desde a primeira vez que eu te vi. E esse anel e essas palavras, são apenas um modo de mostrar ao mundo o que está em meu coração desde que eu te conheci. Eu só quero estar ao seu lado, a cada dia que se passar até a eternidade. Eu te amo, e sempre irei amar.
Eu sorria abertamente e a felicidade que me invadiu não podia ser posta em palavras.
Peguei a aliança que restou, e coloquei em seu dedo.
– Justin Bieber... - Eu suspirei. – Nós passamos por tanta coisa juntos. E independe do quão confusa e perdida eu estive, você sempre estava lá por mim... Me achando, e me salvando. Você merece ser amado. E é isso que nós vamos fazer.. Nossos filhos e eu. Nós vamos te amar por anos e anos. Eu estou terrivelmente apaixonada por você. E sempre estarei.
Ele me entregou o mesmo sorriso que eu lhe dei. E nesse momento eu tive novamente a certeza de que nos amávamos, e não conseguiríamos ficar sem o outro.
– Pelo poder investido em mim, eu os declaro marido e mulher. - Ele olhou para Justin. – Justin Bieber, pode beijar sua noiva.
– Finalmente. - Ouvi ele dizer, e em seguida senti seus lábios aos meus.
Estávamos todos em um salão de Nova York onde estava acontecendo a festa, e onde tínhamos os comes e bebes.
Ashley não tinha vindo na cerimônia, mas veio nessa festa, acompanhada de Jaxon, irmão de Justin. Ela me desejou parabéns, e ficou comigo, enquanto Jaxon e Justin ficaram conversando. Não demorou muito, e logo os dois foram embora.
Já havia dançando bastante com minhas amigas, mas quando se está grávida isso é uma coisa que não se tem total disposição para se fazer.
Me sentei na mesa em que Justin estava, e ele olhou pra mim meio preocupado, e sorriu fraco.
– Como você está se sentindo?
– Como uma princesa. - Ele riu baixinho, e eu acompanhei-o nisso.
– Olha... Eu sei que não foi exatamente como planejamos
– É melhor. - Cortei-o na fala, e sorri.
– Esta se sentindo bem mesmo? Quero dizer, o médico disse …
– Eu estou bem. - Respondi, e segurei em uma de suas mãos. – Se quer saber, eu estou melhor do que bem. - Começou a tocar uma música um pouco mais lenta, mas era adorável. – Dance comigo?
– Sel... Você sabe que o médico não quer que você se gaste muito... - E ele continuava com toda a preocupação.
– Dance comigo seu bobo, ou eu vou procurar o Chaz. - Ameacei, e ele riu. Tinha certeza de que ele lembrava muito bem da primeira vez em que me viu dançar com Chaz naquela boate. Ele havia ficado super nervoso nesse dia.
– Tudo bem, princesa. Vamos lá.
Ele se levantou e estendeu a sua outra mão pra mim, que eu peguei sem hesitar. Fomos até a pista, e então uma de suas mãos foi para a minha cintura, enquanto nossas outras ainda estavam coladas. Começamos a dançar, e não demorou muito para os outros casais se juntarem conosco.
As horas passaram novamente, tão rápido como um piscar de olhos. As pessoas já começavam a dar os parabéns, e se despedirem. Então eu e Justin decidimos ir embora também.
O salão não era longe de nossa casa, então não demorou para que chegássemos.
– Bom, você devia se deitar. Eu fico com você. - Eu o olhei, e fiz bico. – Foi um dia longo.
– Foi um dia perfeito. - Ele sorriu, e voltamos a andar.
Mas antes que pudéssemos subir para o andar de cima onde ficava nossos quartos, ele me parou.
– Hm, eu acho que talvez você aguente mais uma surpresa...
– O que? Mas eu não te arrumei nada. - Ele riu.
– Não importa. - Me deu um leve selinho, e continuou: – Espere aqui, está bem? - Eu assenti enquanto sorria, e então o vi subir as escadas.
Eu nem imaginava que surpresa era essa que ele iria me mostrar, mas podia dizer que estava ansiosa. Independente do que fosse, eu sabia que iria me deixar mais feliz ainda.
Eu suspirei um pouco cansada, e continuei esperando ele voltar.
Agora, eu podia oficialmente dizer a quem quisesse ouvir que eu estava casado com Selena. Esse era um simples fato, mas era o necessário para fazer com que eu sentisse que nada mais faltava. Eu tinha tudo o que queria com ela ao meu lado.
A deixei me esperando no andar de baixo, e já podia imaginar o quão curiosa ela devia estar para querer saber do que se tratava a minha surpresa. Eu ri com esse pensamento, e adentrei no quarto que havia ao lado do nosso.
Antes era um simples quarto vazio... Agora era o quarto de nossos filhos.
Quando ela saiu de casa com Demi, Joe e Chaz vieram aqui me ajudar a montar todas as coisas, e a decorar o quarto. As paredes estavam pintadas em um tom azul claro, e haviam dois berços quase lado a lado. Um do nosso menino, e o outro seria o da garota. Havia um canto com bichinhos de pelúcia, outro canto onde estava o pequeno guarda-roupa deles, e mais algumas coisas pelo quarto que seriam necessárias. Havia dado trabalho fazer tudo isso, mas o resultado foi ótimo. E valeria de tudo, se no final eu apenas visse aqueles olhos castanhos de Selena brilharem, e um lindo sorriso surgir em seus lábios.
Eu fiquei mais alguns segundos no quarto, admirando com satisfação o que eu havia feito, e em seguida eu sai.
Já podia imaginar como ela ficaria feliz por ver tudo isso...
Só não podia imaginar a cena que eu vi presente em minha frente...
Selena estava desmaiada ao pé da escada, e havia muito sangue ao seu redor. Ela estava sangrando.
Eu desci as escadas correndo, e a peguei no colo.
– SELENA! - Gritei em desespero. Um forte aperto se fez em meu coração, e um nó estava se formando em minha garganta. – SELENA, FIQUE COMIGO! SELENA!
Ela estava realmente desacordada. E eu não perdi tempo em sair de casa com ela em meu colo. Abri o carro, e coloquei-a no banco do motorista, passando o cinto sobre si. Dei a volta correndo, e entrei no carro também.
Eu não podia dizer com exatidão quão rápido eu fui dirigindo. E também não poderia dizer o que eu pensava...
Cheguei no hospital em um tempo recorde, e novamente coloquei Selena em meus braços. Entrei no hospital, e não demorou nem um minuto para eu já ver para médicos se aproximarem. Eles pegaram ela de mim, disseram que teriam que fazer uma operação, e a colocaram em uma maca.
Em seguida, foram em direção a uma sala e permaneceram ali.
Um médico me guiou até o andar de cima, onde eu poderia ver a operação ser realizada, e eu fiquei ali sem hesitar.
Não conseguia derramar lágrimas, pois eu lutava para elas não caírem. O nó em minha garganta já estava difícil de segurar. E a única coisa que eu desejava, era que ela não fosse partir.
Eu tive que tomar alguma iniciativa, então fiz ligações. E em poucos minutos, Demi, Joe, Taylor, minha mãe e Brian já se encontravam aqui comigo.
Eu sabia que Selena era uma mulher forte. Mas esse tempo todo ela estava sendo forte por mim. E agora eu só queria que ela fosse forte pelos nossos filhos, e por si mesma. Não iria suportar perdê-la.
Os minutos se passaram, e assim como eu, todos continham os olhos fixos na operação. Brian estava com os olhos avermelhados, e Demi já estava chorando. Eu tinha o apoio de minha mãe, mas não me importava com apoios no momento.
O que me despertou e fez eu me sentir aliviado, porém com ainda mais medo, foi quando eu ouvi os choros de bebês. E logo em seguida, eu pude ver eles... Os meus filhos.
Uma mesinha de colo estava posta sobre ela. Selena estava deitada na maca, imóvel, como permaneceu nesses quatro dias que se passaram. Eu suspirei profundamente, e enchi de cerveja o copo que eu havia posto na mesinha de colo dela.
– Sabe... Você tem que acordar logo, se não eu vou acabar acabando com toda essa cerveja. - Brinquei, e depois revirei os olhos. – Eu estou brincando. Elas ainda estarão aqui quando você acordar. - Não me sentia totalmente confortável fazendo isso, mas era preciso. Eu precisava falar com ela, e mesmo que ela pudesse não estar me ouvindo, isso fazia com que eu me sentisse mais próximo. Era um modo de eu não me sentir sozinho. – Sabe quem mais estará aqui quando você acordar? Nossa pequena Violet, e nosso Nate. Você verá, mas eles são... Lindos. Eles precisam de você, Selena. E eu também. - Meu tom de voz havia ficado baixo e rouco. Novamente aquele nó se fez em minha garganta, e eu respirei fundo. Olhei pra ela, e ainda sem nenhum sinal positivo. Meus olhos ardiam, mas eu continuei: – Vamos. Você prometeu... - Passei uma de minhas mãos pelo seu rosto. – Você prometeu. - Repeti novamente, mais pra mim do que pra ela.
Ouvi a porta se abrir, e então Demi apareceu. Vi que havia um pouco de esperança em seu olhar, essa que sumiu assim que percebeu que Selena continuava imóvel na cama.
– Demi... Se você quiser você pode ir pra casa, ok? Você está aqui desde aquele dia, sei como deve estar cansada. - Ela me olhou, e negou com a cabeça.
– Eu agradeço, mas eu preciso estar aqui quando ela acordar. - Voltou a olhar para Selena, e eu podia ver a dor em seus olhos. – Ela vai acordar, não vai? - Seu tom de voz havia ficado baixo. Eu não sabia ao certo o que responder, mas fui pelo o que eu pensava.
Um curto silêncio se fez, até eu ouvir Demi fungar baixinho.
– Eu... Eu vou buscar um café pra mim e já volto. Você quer algo?
– Não, obrigado. - Neguei. E em seguida ela saiu do quarto.
Voltei a ficar a sós com Selena...
Tire a mesa de colo que estava sobre ela, e coloquei-a no chão.
– Sabe... Eu estou um pouco confuso aqui. - Admiti enquanto ainda olhava para minha mulher, e peguei em uma de suas mãos. – Eu levei eles pra casa, e estou fazendo o que eu posso, mas eles precisam da mãe deles. Eu preciso da mãe deles... - Vi que minhas forças estavam indo embora quando senti lágrimas caindo. – Eu não posso fazer isso sem você... E eu estou com medo de que iremos te perder, e então seremos só nós três. Você nem chegou a ver a surpresa que eu iria te mostrar... Não deveria ser assim. - Eu abaixei minha cabeça, e respirei fundo. Isso tudo era mais do que eu conseguia aguentar. Não podia continuar sem ela... Simplesmente não podia.
– M-Me desculpe... Me desculpe por não ter visto a sua surpresa, tudo bem?.
Eu ergui minha cabeça, e os seus olhos estavam um pouco abertos. Sua voz havia saído fraca e baixa, mas eu consegui ouvir o que ela me disse. E ela estava acordada.
Eu não podia descrever o quanto isso havia me aliviado, e me feito feliz.
Eu beijei o topo de sua testa, e olhei pra ela sorrindo.
– Deus, você me assustou! Por favor nunca mais faça isso. - Ela sorriu fraco, e riu baixinho.
Ouvi a porta do quarto novamente ser aberta, e então Demi apareceu.
Ela arregalou os olhos quando viu Selena, e a mesma riu de novo.
– Selena! - Ela disse, e então deixou um longo suspiro de alivio escapar de seus lábios.
– Você disse que se mataria se eu morresse. - Ela disse, provavelmente se lembrando de alguma conversa que teve com a sua amiga, e Demi sorriu de lado.
– Sim, eu disse. E eu sei que sou a sua primeira pessoa favorita, mas estou prestes a ser a terceira quando você conhecer os dois primeiros. - Olhei pra Selena, e ela arregalou levemente os olhos, surpresa com o que havia ouvido.
Ela me olhou um pouco preocupada.
– Eles estão bem? - Eu assenti.
– Estão sim. E eles são lindos.
– Eu posso vê-los? - Ela perguntou agora olhando para Demi, e a mesma concordou.
– Eles estão ali fora, irei buscá-los. - Sua amiga saiu do quarto, e Selena voltou seu olhar pra mim.
– Você quer que eu chame o médico? - Perguntei, e a mesma negou.
– Não. Eu só quero que tenhamos um momento a sós. Eu, você, e os nossos filhos.
– Tudo bem. - Eu sorri de lado, e beijei mais uma vez o topo de sua cabeça.
Quando a porta foi aberta novamente, minha mãe entrou segurando Violet, e Brian entrou segurando Nate. Nossa garotinha tinha um cabelinho super curto da cor marrom, e seus olhos eram castanhos, e o nosso menino tinha os cabelos mais claros e os olhos cor de mel. Eram realmente lindos. Selena os pegou, e sorriu grande. Eu podia enxergar o quão feliz ela estava por vê-los, e eu me sentia do mesmo jeito olhando pra ela.
Eu já estava finalmente em casa. Estava no quarto dos meus filhos, sentada em uma cadeira segurando Nate em meu colo. Violet estava com Justin na sala, acompanhada de seus amigos. Eu já sentia que ele iria mimar muito ela...
A porta do quarto estava aberta, mas eu ouvi alguém bater. Ergui minha cabeça, e vi Pattie. Ela sorriu, e caminhou até meu lado.
– Você quer que eu fique com ela pra você poder descansar um pouco?
– Não. No momento eu só quero segurá-lo pra sempre. - Ela riu baixinho, e ficou observando Nate em meu colo, até abrir a boca para dizer:
– Você será uma grande mãe, sabia? - Eu sorri por ouvir isso.
– Obrigada. - Olhei pra ela. – E Pattie... Obrigada também por ter cuidado de Justin, e ter feito com quem ele seja esse homem que é hoje.
– Eu estava apenas sendo uma mãe... Você verá.
Mais um sorriso dócil apareceu em seus lábios, e então ela saiu do quarto. Como sempre, Pattie era muito compreensível e amável. Eu a adorava. Quando eu estava no hospital, ela e Demi que cuidaram dos meus filhos junto com Justin. Não podia por em palavras o quanto eu ficava agradecida por isso.
Algumas horas depois, Demi veio me visitar. Agora eu estava com Violet em meu colo, sentada no sofá da sala, e minha amiga se sentou ao meu lado.
– Ela é tão linda... - Ouvi ela dizer, e eu sorri em concordância. – Eu posso segurá-la?
– Claro. - Coloquei Violet no colo de Demi, e os olhos da mesma brilharam.
– Oi. - Ela disse pra bebê. – Eu sou sua tia Demi, e pode ter certeza de que eu irei te mimar muito você, Violet Bieber. - Eu ri.
– Violet Lovato Bieber. - Eu corrigi, e Demi me olhou surpresa.
– Sim. - Ela sorriu, e eu vi novamente seus olhos brilharem. Ela voltou a olhar para Violet. – Eu sempre soube que você seria uma Lovato... E esse é um belo nome para alguém tão linda quanto você.
– É como eu sempre sonhei... - Pensei alto, enquanto um sorriso aparecia em meus lábios. – E quanto aos seus sonhos, Dems?
– Bom... Eu e Joe vamos morar juntos. Isso já é um começo.
– É um belo começo. - Afirmei, claramente feliz por ela.
Mais tarde naquele dia, Violet e Nate já estavam dormindo, e eu estava de pé em frente ao berço deles, olhando-os. Suspirei, e eu percebi que sorria fraco.
Quem diria que toda a minha história viria para essa direção?
Aconteceram tantas coisas desde a morte de minha mãe... Tantas coisas.
Eu nunca imaginaria que minha mãe iria partir. Não imaginava que correria perigo de vida, e que iria ser procurada. Também não imaginava que meu pai acabaria contratando um segurança pra mim, e muito menos que eu iria me apaixonar por ele. Claro que talvez não tenha sido paixão imediata da parte de ambos, mas já tínhamos a atração. E isso só acabou se intensificando.
E agora, aqui estávamos nós...
– No que está pensando, meu amor? - Ouvi sua doce voz sussurrar em meu ouvido, e seus braços passarem pelo meu corpo por trás.
– Em você. - Respondi, me virando para ele e então entrelaçando meus braços por seu pescoço. – Pensando em quando nos conhecemos...
– Ah sim. - Ele riu baixinho. – Você era uma rebelde sem causa, super ignorante, e chata.
– Como se você fosse super legal né? - Eu também ri. – Falou o Sr. “Eu sou seu segurança e se você não for me obedecer por bem, sofrerá as consequências. “. - Eu fiz um tom másculo e autoritário imitando-o, e Justin revirou os olhos.
– Eu não disse isso … Desse jeito. - Fez uma careta.
– Disse sim! - Eu ri. – E ainda completou dizendo pra mim não te desafiar. Você se achava demais, e agia de modo pior que o meu pai. Não sei como te aguentei...
– Me aguentou porque desde sempre sabia que me amava.
– Haha, só que não. - Rimos.
– Então como você começou a gostar de mim?
– Hmm... Eu comecei a me importar com você, e ver que na verdade você não era só mais um babaca insensível. Que na verdade você era um homem forte, seguro, e protetor. - Ele sorriu, e então me deu um selinho.
– Fico feliz que você tenha mudado sua opinião sobre mim. Eu com certeza também mudei a minha sobre você.
– Será que algum dia vamos mudar?
– Eu não acho que as pessoas possam mudar tanto. Você sabe que no fim do dia será quem você sempre foi, e provavelmente quem você sempre será. E isso é ótimo, porque eu te amo exatamente desse jeito.
– Mesmo eu sendo extremamente chata e impulsiva as vezes?
– Claro. Você é a minha princesa. - Eu ri, e ele sorriu divertido. – Independente de tudo o que você acha que são os seus defeitos, eu irei te amar pra sempre. - Sorri mais uma vez, e já podia sentir meu coração se amolecer novamente. Ele sempre iria ter esse efeito sobre mim.
– E eu te prometo que farei o mesmo.
Talvez não sejam laços de sangue que formam uma família. Talvez sejam as pessoas que saibam nossos segredos, mas nos amam mesmo assim. Para que possamos ser nós mesmos.
Nunca fui do tipo que precisava de atenção, de ser amada por todos, de precisar de um namorado pra ser feliz. Sempre passei a imagem de ser forte. Mas só por isso as pessoas achavam que eu nunca chorei, que eu nunca sofri, que eu nunca amei. E esse foi o maior erro delas, achar que por ser forte eu não tinha um coração.
Mas eu mudei. E fiz as pessoas mudarem o modo pelo qual elas pensavam sobre mim. E agora tudo estava resolvido novamente. E eu estava feliz.
E lembrando que cada final feliz é apenas um novo começo.
Por ter sido um capitulo final, podia ter ficado mais bonitinho e tals.. Realmente não sei se ficou do agrado de vocês, mas espero que tenha sido o suficiente :C ~~medo/
Essa é a minha segunda fic que acaba no capitulo 39, então provavelmente a próxima também irá acabar no 39, pq isso tá parecendo mais um fato. '-'
Olha... Vou admitir que me emocionei um pouquinhoo, e quem me conhece sabe que eu sou dura como uma rocha, então vou culpar vocês por terem me emocionado, pq na real, vocês que me incentivam a postar, a não desistir da fic, a atualizar rápido (tanto é que quando eu demoro pra atualizar vocês quase arrancam meu pescoço né, ops) enfim... Vocês são realmente o motivo de a fic ter ido até o final! Não me arrependo de nada que eu escrevi até aqui, e tenho orgulho de dizer que eu inventei essa história toda dentro de um ônibus, ouvindo musica depressiva, e indo a destino pra um hospital. ~~trágico/
Mas a historia colou. E agradeço aos poderes do universo por terem conspirado a meu favor sdhjshdshdsj hihi.
(* Os ultimos capitulos tiveram influência e foram inspirados na sexta temporada da minha série favorita: One Tree Hill <3)
Agradeço novamente a vocês minhas leitoras lindas, divas e maravilhosas por não terem desisto de ler apesar de toda a minha demora de atualização, e apesar de alguns capítulos não estarem cem por cento interessantes e etc. Todos os meus agradecimentos nos comentários de "Obrigada" (repetitivos) foram realmente honestos. Nunca vou me cansar de agradecer vocês por serem tão amáveis e lerem minha fic.
Assim como nunca vou me cansar de dizer que amo vocêes eternamentee <33
Agora pra finalizar, um recado rápido de que minha próxima fic talvez já saia daqui a uma ou duas semanas, e se quiserem mais detalhes vou deixar aqui meu ask.fm (que eu reativei), e meu twitter.
E pras leitoras fantasmas que talvez tenha uma possibilidade de existir, poooor favor, apareçam e comentem nesse meu ultimo capitulo, huh? Venham pra luz, não vou matar vocês sjhdsjhd <33
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É isso, amo vocês minhas lindas s222 xoxo.