Simbar Appreciation Post
Day 2//Sept. 5: Favourite episode.
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Simbar Appreciation Post
Day 2//Sept. 5: Favourite episode.
Not to many scenes with Simbar, but this is my favourite(and 61 heh)
Capitulo qlo bueno!! Casi lloro😍😍 #Capitulo60 #DragonBallSuper #Hakai (en Villa Bahía Catalina)
Capítulo 60
É tão ruim quando você acorda e vê que tudo não passou de um sonho. Eu acordei com a luz do sol que invadia a sala através da porta da sacada. Ainda de olhos fechados eu senti a brisa do mar invadindo o cômodo e penetrando meu pulmão. Eu não estava sonhando, eu estava vivendo. Eu estava vivendo um sonho.
Antes que eu precisasse abrir os olhos eu pude sentir o calor da Rafa ali, deitada do meu lado. Senti a pele macia dela encostando-se à minha, e ouvi sua respiração calma frequente no mesmo ritmo. Nós não usávamos nada, a única coisa que nos cobria era o edredom branco que eu havia buscado meio da noite.
Abri os olhos e a primeira coisa que eu vi foi o relógio pendurado na parede, ao olhar a hora me senti decepcionada por não ter me lembrado de fechar a cortina antes de cair no sono.
Virei meu rosto para olha-la e o cheiro inconfundível de cereja chegou até mim. Apoiei-me no cotovelo com a maior delicadeza que consegui para não acorda-la e fiquei a admirá-la.
Ela parecia completamente apagada, exausta eu diria. Ela era tão linda e tão minha, tão delicada e forte ao mesmo tempo. Parada olhando seu sono eu não conseguia parar de pensar em como aquilo era reconfortante pra mim. Não conseguia entender por que o mundo não podia ver o quão lindo era os meus sentimentos em relação a ela.
Durante vários períodos da minha vida eu pensava constantemente naquela frase: Por que eu? Nunca achei respostas para as coisas acontecerem comigo, e por isso sempre achei que só aconteciam comigo. Agora lá estava eu de novo, pensando, por que eu? Dessa vez não era porque não conseguia aceitar algo ruim, mas porque não conseguia entender algo tão bom. Por que eu? Por que logo eu? Entre tantas pessoas ela havia se rendido a mim e permitido que eu tomasse conta da sua vida, da sua alma, da sua rotina, do seu coração.
Comecei a sorrir observando o ritmo calmo da sua respiração. Quase em câmera lenta, tomando o mesmo cuidado de antes, eu aproximei meu rosto do seu, afundando meu nariz no seu cabelo e me deliciando com seu cheiro.
Eu ainda sentia meu corpo formigando, sentia as mãos dela, sentia o toque, o beijo. Ainda estavam queimando em cada parta da minha pele onde ela tocara. As imagens tão vivas do nosso momento tão natural piscavam na minha mente sem esforço algum. Ainda apoiada no cotovelo eu usei a mão que estava livre para acariciar-lhe o rosto. Não aguentei apenas toca-la então comecei a beijar seu rosto delicadamente. Cada vez que eu senti seu cheiro e sua pele, mas eu queria, mais eu precisava. Comecei a descer com a minha boca pelo seu queixo, indo em direção ao pescoço.
Senti imediatamente quando o corpo dela estremeceu e uma risadinha suave chegou aos meus ouvidos.
- Opa – Parei subitamente e me afastei para olha-la – Bom dia.
Ela abriu os olhos devagar se espreguiçando em baixo de mim. Lentamente sua visão se acostumou a claridade e ela me deu um largo sorriso.
- Bom dia – Respondeu em meio a um bocejo.
Seus olhos cor de mel penetraram o meu com a mesma intensidade de antes. Eu sabia que assim como eu sentia meu corpo e minha mente gritando nossa noite eu sabia que isso acontecia com ela. Não consegui não ficar sem graça.
Ela percebeu minha mudança de humor, porque ao invés de admiração seu olhar passou a expressar curiosidade. Tentei voltar a me deitar, mas ela havia se arrastado para mais debaixo do meu corpo.
- Não precisa ficar com vergonha de mim – Sussurrou sem disfarçar o sorriso.
- Eu não estou... – Percebi que estava mentindo muito mal – É só que, eu não sei se eu...
Ela levou um dedo a minha boca me interrompendo. Eu fiquei quieta e como de costume ela contornou meus lábios, e depois meu queixo.
- Ontem foi a melhor noite da minha vida. – Ela beijou meus lábios subitamente – Minha vida toda.
- Da minha também – Respondi quase sussurrando.
Ela ficou em silencio ainda me penetrando com o olhar. Comecei a acariciar seu rosto e seus olhos se fecharam, sentindo meu toque.
- Rafa – A chamei e ela imediatamente abriu os olhos – Você acha que a gente pode viver assim pra sempre?
- É o que eu mais quero – Ela sussurrou em resposta.
Mais uma vez seus olhos se fecharam e eu voltei a chama-la. Prontamente suas pálpebras se abriram dando espaço a um olhar curioso.
- Que horas você vai levantar para fazer o meu café?
Ela começou a gargalhar. Uma risada tão gostosa.
- Mas já acabou o romantismo? – Ela perguntou ainda rindo.
Comecei a rir da sua própria risada e lhe beijei, brecando seu nossa bagunça.
- Temos que ir andar de chapéu americano daqui a pouco. – Comentei assim que afastei nossas bocas.
Ela olhou de esgueira para o relógio e resmungou baixinho.
- Acho que ainda da pra dormir mais um pouco. – Ela se arrastou mais um pouco para baixo de mim.
Assenti em silencio e me aconcheguei em seu corpo, não demorou muito e eu já havia apagado.
Acordei de acordo com o relógio duas horas depois e para minha tristeza ela não estava mais deita ao meu lado.
Rapidamente meus olhos encontraram uma bandeja de café em cima da mesinha de centro e um papel rabiscado. Relutante eu levantei meu corpo para que eu pudesse pegar o papel.
“Tenho uma coletiva para fazer. Não consegui te acordar. Encontro-te na praia. Te amo”
Sem muita opção eu levantei, tomei o suco e o pão que ela havia preparado para mim e tomei um banho. Mais uma hora e eu já estava encontrando com a minha família na praia.
- Olha só quem chegou – O Renan debochou a me ver indo em sua direção – Estávamos esperando por você e pela Rafa para fechar o passeio.
Agradeci mentalmente a Rafaela por ela ter que ir a coletiva.
- Vamos ter que esperar então, porque nossa campeã vai se atrasar um pouco.
Ele fechou a cara na hora sem mede de esconder a decepção.
- Hey – O Ramon gritou ao longe – Vamos voltar a jogar então.
Ele segurava uma bola de vôlei na mão. Em volta dele estava o Léo, o Gustavo, a Mari e a Lahis, eles pareciam estar em uma competição acirrada, já que nenhum dos outros tiravam os olhos da bola.
Ele suspirou bravo na minha direção e eu levantei as mãos na altura do rosto me defendendo. Antes de me dar as costas ele sorriu debochado. A praia estava deserta, por ser tão longe da civilização não havia muitas pessoas por ali, na verdade alem de nós parecia que havia mais umas seis famílias espalhadas pela orla.
Quando cheguei perto dos mais velhos, todos sentando confortavelmente em torno de vários guarda-sol avistei a Paloma brincando de desenhar na areia com a Helena. Elas não notaram a minha presença e eu não quis chamar atenção delas.
O Pablo estava lá, ao lado delas parecendo participar da brincadeira. Era a primeira vez que eu o vi sem uma peça de roupa preta.
Me sentei na areia ao lado dos meus pais sem falar nada. Depois de um tempo sentindo a brisa do mar e olhando as ondas, vi pelo canto de olho minha mãe se sentando ao meu lado.
- Fico feliz que esteja aqui – Comentei assim que ela se sentou.
Ela respirou fundo olhando atentamente o mar.
- Pelo menos uma de nós duas fica feliz com essa situação. – ela falou com rispidez.
Metade do meu coração se partiu ali. Parece que metade da minha noite passada era realmente um sonho. Eu não ia responder, eu sabia que o silencio era a melhor resposta, cheguei até a morder o lábio tentando me controlar , porém não aguentei.
- Se está tão insatisfeita por que tá aqui? – Perguntei com seriedade.
Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, e depois de um tempo em silencio seus olhos encontraram os meus.
- Eu vou tentar. Mesmo sem entender e sem aceitar, mesmo achando isso um absurdo eu vou tentar. Não quero te abandonar pelos mesmos motivos que a minha mãe me abandonou.
Era tudo que eu precisava ouvir. Não era nada bom, nada mesmo, mas pelo menos, era uma chance.
- Não leve a mal se eu fracassar – Ela completou por fim.
Afirmei com a cabeça, sem responder mais nada. Sempre que o assunto era a Rafaela as nossas trocas de sentenças eram breves, eu preferia assim, ela também.
Depois de algum tempo a Rafa apareceu, já vestida em um vestidinho de praia e com uma expectativa admiradora no olhar. Eu sabia que ela estava ansiosa para andar no tal brinquedo, mas era mais que isso, ela se sentia feliz por poder estar em torno da minha família.
A mãe dela estava ali também, com o pai dela, desde que o festival acabou nós não os vimos, mas só de observar a aproximação dos dois parecia que a noite tinha rendido, assim como a nossa.
Ela se sentou do meu lado, e isso foi a deixa pra minha mãe voltar a se sentar-se à mesa. Assim que ela se sentou ao meu lado eu sorri, completamente feliz por ela estar ali. Seu rosto se aproximou do meu e eu gelei, achando que ela fosse tentar me beijar ou algo do tipo na frente da nossa família, mas não ela virou meu rosto para frente e se aproximou do meu ouvido.
- Acho que meus pais tiverem uma noite se não mais animada que a nossa pelo menos igual.
Ri baixinho percendo que ela notara exatamente a mesma coisa que eu.
- O que achou disso? – Perguntei sussurrando.
- Se melhorar estraga – Ela riu.
Acompanhei sua risada que logo foi interrompida pela chegada do Renan impaciente para andarmos no tal chapéu.
Depois de muita briga eu os convenci de que ficar em terra firme era mais seguro para mim, porém me arrependi dessa escolha assim que vi o Ramon todo atencioso para cima da Rafa. Eu sabia que ele não fazia por mal, mas eu não gostava disso. Não gostava de ver faíscas de esperando no rosto dele.
Eles ficaram um bom tempo andando pra lá e pra cá no brinquedo enquanto eu gastava meu tempo com a minha família dois. Assim que eles voltaram meu pai nos chamou para voltar para o apartamento em que eles estavam hospedados para dar inicio no churrasco.
Não era muito longe dali, então eu a Rafaela decidimos ir andando.
A gente foi caminhando tão descontraída na nossa própria conversa que me assustei quando esbarramos com duas meninas, e fiquei surpresa ao ver que uma delas era a Julia.
- Oi meninas – Ela falou visivelmente animada.
Enquanto a Rafaela fazia o papel simpatia de sempre eu simplesmente sorri. Ela explicou que estava ali para a final e que havia conhecido a menina que estava ao seu lado. Uma ruiva, de pela branca e um pouco mais alta que eu.
- Vai rolar uma festa na casa de um amigo nosso. Então se vocês quiserem vir – Ela lançou um olhar sensual na direção da Rafa – Vai ser divertido.
- Hum, eu não me dou muito bem nesse tipo de evento – Interrompi a investida dela – Então...
Pelo canto do olho vi a Rafa me olhando.
- Ah Hanna, qual é... Pode ser divertido.
Ela estava se divertindo ao me provocar. A menina ruiva que não havia falado nada deu um passo na minha direção, seus dedos gelados se apoiaram no meu ombro e descerem pelo meu braço, até chegar na minha mão. Os dedos dela agarraram os meus.
- Ela tem razão... Vai ser bem divertido.
Fiquei muda, sem reação. Eu não tinha o costume de receber olhares interessados tão diretamente.
- Querida – A Rafa falou pegando na mão dela e fazendo-a se soltar de mim – Não vai ser divertido.
Comecei a segurar a vontade de dar risada. A Rafa revirou os olhos para mim e me ignorou por completo.
- Agradeço o convite, mas quem sabe outro dia.
Eu não falei mais nada, gostava de vê-la brava, porém eu tinha juízo o suficiente para não cutucar a onça.
As meninas se mostraram decepcionadas.
- Tá legal, mas... Se mudarem de ideia. – A mais ruiva falou.
- Claro – Respondi – Qualquer coisa a gente apare...
A Rafa bateu na minha costela com o cotovelo. Nós voltamos a andar e assim que as meninas se distanciaram eu aproveitei.
- Ui, querida – Zombei.
Mais uma vez ela revirou os olhos mais irritada do que antes.
- Para de graça – Ela olhou por sobre o ombro observando as meninas se afastarem – Que meninas mais exibidas.
Dessa vez eu tinha que concordar. Ela chegou ao hotel ainda de cara fechada sem falar nada. A carne já estava na churrasqueira e algumas garrafas de cerveja já estavam de lado. O pai da Paloma também estava lá, assim como o tio Max e a nova família dele.
Nós nos sentamos-nos à mesa para acompanhar uma historia que a Lahis estava falando, porém subitamente ela se calou.
Olhei para trás tentando descobrir o que ela estava olhando e me surpreendi ao ver a Gabriella parada ali.
A irmã da Paloma estava mais atrás, vindo à nossa direção.
- Será que nós podemos nos juntar a vocês? – Ela perguntou um pouco mais baixo que o normal.
Capítulo 6O
— Está mais aliviada agora que conversou com Tassiana? — Lucas perguntou assim que chegamos na minha casa.
— Acho que fiquei ainda mais preocupada. — respondi.
— Por que?
— Porque ela disse que me ama, estava toda carinhosa e ela não é assim.
— Uai amor, isso deve ser por causa da saudade. Vocês são tão grudadas uma a outra e devem estar sentindo muito a falta de ficar juntas.
— É, deve ser isso. — falei.
Lucas e eu almoçamos e mais tarde um pouco resolvemos nadar, pois estava muito calor. Fui até o meu quarto, coloquei um biquini, passei protetor solar e desci para a área externa da minha casa, onde ficava a piscina. Lucas já estava dentro da piscina e assim que me aproximei ele começou a jogar água em mim.
— Para Lucas, a água está gelada. — falei, ou melhor, gritei.
— A água está uma delícia, vem nadar. — Lucas falou rindo de mim.
— Está gelada sim e eu não vou entrar nessa piscina de jeito nenhum.
— Ah, vai sim.
Lucas saiu da piscina e veio se aproximando de mim, eu sabia exatamente o que ele estava querendo fazer então sai correndo em volta da piscina e Lucas correu atrás de mim, claro que o meu esforço foi em vão, afinal Lucas corria bem mais rápido que eu e em menos de um minuto ele já havia conseguido me pegar. Ele me pegou em seu colo e foi se aproximando da borda da piscina.
— Não amor, eu não quero entrar, a água está muito gelada. — eu falava em um tom de súplica.
Lucas parecia não me ouvir e quando ele finalmente chegou na borda da piscina, pulou comigo no colo e nós dois caímos naquela água gelada. Fomos até o fundo da piscina devido a força do salto e logo voltamos para a superfície.
— A água está muito gelada. — falei batendo os dentes superiores nos inferiores.
— Larga de frescura, vem aqui que eu te esquento. — Lucas falou, me encostou na borda da piscina e começou a me beijar.
Os beijos do Lucas são sempre intensos demais e em poucos minutos eu realmente já havia me esquentado. Ficamos a tarde toda na piscina, brincando de guerrinha de água e nos beijando na maior parte do tempo. Quando mamãe chegou a noite já havia chegado, então ela veio até a área da piscina e pediu para entrarmos, tomarmos banho e nos preparamos para o jantar. Lucas e eu obedecemos sua ordem, então subimos e tomamos banho. Coloquei uma roupa super larguinha, que me deixa a vontade e fui até o quarto do Lucas ver se ele já havia tomado banho. Ele já estava pronto, então descemos as escadas. Papai estava sentado no sofá da sala assistindo jogo de futebol, Maria estava na cozinha terminando de preparar o jantar, e como não vi mamãe ali deduzi que ela estava lá em cima tomando banho. Lucas e eu nos sentamos no sofá junto com papai e ficamos aguardando mamãe descer para que pudéssemos jantar todos juntos. Depois de um tempo, mamãe desceu e finalmente jantamos em um clima bastante descontraído. Depois do jantar ficamos jogando um jogo de cartas na sala e quando deu 23:00 horas eu senti que o sono estava aparecendo.
— Bom, acho que vou subir, estou com sono. — falei.
— Ok filha, só não esquece que amanhã você tem que ir no hospital pegar o resultado dos exames. — mamãe disse.
— Nossa, eu até tinha me esquecido disso.
— Pode deixar sogrinha, eu vou junto com ela. — Lucas disse.
— Ok então Lucas, obrigado. — mamãe falou.
Me despedi de todos e subi as escadas. Entrei em meu quarto, peguei meu celular e dei uma breve conferida nas minhas redes sociais e logo depois, adormeci.
Capítulo 60
Chegamos no consultório, Silvia foi para sua sala e eu fiquei na recepção. Depois de uns quinze minutos, chegou uma garota dizendo que tinha horário marcado e eu pedi para que ela aguardasse alguns minutos.
– Para tudo, você é a Yasmin, namorada do Lucas? – Ela perguntou quase gritando.
– Sou sim, como sabe disso? – Falei imensamente envergonhada.
– Sou fã do Lucas. – Ela respondeu dando de costas e indo sentar em uma das cadeiras que tinha ali.
Ela ficou o tempo todo mexendo no celular, e vez ou outra me olhava de cara feia. Diante dessa situação eu cheguei a conclusão que ela era uma das fãs do Lucas que me odiava. Silvia deu autorização para que ela entrasse. Ela entrou e eu fiquei pensando em como ela tinha reagido, até que Silvia me chamou para dentro de sua sala. Achei isso estranho, afinal ela nunca havia me convidado para ir até lá enquanto estava atendendo alguém.
– Yasmin, essa garota disse que você a tratou mal. O que realmente aconteceu?
Assim que Silvia disse isso, eu perdi meu chão. O ódio que ela sentia por mim era bem maior do que eu imaginava.
– Dona Silvia, se a senhora não se incomodar eu gostaria de falar a sós com a senhora. – Falei.
– Tudo bem Yasmin, depois conversamos.
– Com licência. – Falei me retirando da sala.
Eu estava me sentindo péssima. Por que aquela fã tinha feito isso? O que eu fiz de tão ruim para que ela tentasse me prejudicar? Segurei para não chorar mas foi em vão, algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto. Alguns minutos depois escutei barulho da porta se abrindo e limpei as lágrimas rapidamente. A garota simplesmente passou por mim rindo com cara de ironia. Meu sangue ferveu, minha vontade era tirar satisfação com ela, mas eu sabia que não valia a pena, portanto penas a ignorei. Assim que ela se retirou, fui até a sala de Silvia e bati na porta.
– Pode entrar. – Ela falou lá de dentro.
Abri a porta e entrei.
– Sente-se Yasmin. – Silvia falou e sua expressão era séria.
– Silvia, posso explicar? – Perguntei.
– Não só pode como deve. – Ela respondeu.
– Bom, como a senhora sabe eu namoro com o Lucas e ele é um cara famoso, repleto de fãs. Quando nós anunciamos nosso namoro, inúmeras fãs nos apoiaram, só que teve algumas que não gostaram nada da situação e consequentemente passaram a de certa forma me odiar. Assim que aquela garota chegou, ela já olhou em mim e perguntou se eu era a namorada do Lucas. Respondi que sim e perguntei como ela sabia disso, e ela respondeu que era fã do Lucas. Depois disso ela ficou o tempo todo me olhando de cara feia, e eu percebi que ela é uma das fãs que não apoia o meu namoro com o Lucas. De certa forma eu até entendo o fato de não gostarem de mim, afinal eu ocupo o lugar que elas queriam ocupar, mas eu nunca pensei que fossem capazes de tentar me prejudicar. – Quando terminei de falar, percebi que eu estava chorando.
– Calma Yasmin, desde o momento que ela falou que você tinha a tratado mal eu percebi que ela estava mentindo, mas eu não podia ter deixado de te chamar aqui. Não precisa ficar assim. – Silvia disse, veio até mim e me abraçou.
Agradeci por ela ter me entendido e me retirei da sala. Eu ainda estava me sentindo mal, mas estava um pouco aliviada. O dia continuou e nada de importante aconteceu. Ainda não havia dado 18:00 horas, mas Silvia disse que eu poderia ir para casa pois não tinha mais nenhum paciente.
Meu porto seguro – cap 60
Doutor Carlos pediu para que eu e Luan caminhássemos pelo jardim do hospital, ele disse que faria bem para a coordenação motora de Luan voltar ao normal.
Luan estava tão ‘’lindo’’ com toda aquela roupa de hospital. Uma calça de moletom verde clara e uma blusa da cor da calça. Aquela blusa parecia mais um vestido (risos).
Luan ainda estava fraco e carregava contigo aqueles soros para poder manter as forças.
Andávamos devagarzinho e Luan respirava aquele ar tentando absorver o máximo de energia possível.
Luan: Sabe Luna tudo isso que aconteceu me fez ver que a vida sempre nos surpreende. Sempre dá um jeito de mudar tudo. A partir de hoje eu sou um novo homem. Vou em busca dos meus sonhos e vou ajudar a realizar vários deles.
Olhei para Luan e sorri. Como era bom vê-lo com tanta garra e determinação. O sol estava nos aquecendo depois de tantos dias frios e chuvosos.
Olhei para frente e vi Giulia conversando com doutor Carlos. Olhei para Luan e ele parecia uma criança que acabara de achar o brinquedo perdido. Seus olhos brilharam e eu tenho certeza de que seu coração acelerou.
Luan olhou para mim e tentou disfarçar a emoção de ter a visto.
Olhei para Luan e fiz um gesto com a cabeça para que ele fosse em direção a ela. Ele beijou minha face e foi até ela.
Doutor Carlos os deixou a sós e eu fiquei ali de longe vendo o que realmente o fazia feliz.
Os dois se abraçaram e então pude ver Giulia conversando algo com ele:
Giulia: Eu tive tanto medo da gente te perder , medo de que você não acordasse. Eu senti tanta falta desse seu abraço,falta desse olhar parado em mim,falta de poder ouvir sua voz. Pensei que você não iria sair dessa.
Luan: Mas saí. E estava morrendo de saudades de você. Saudades do seu perfume,do seu sorriso. Saudade dos seus beijos.
Giulia sorriu sem graça.
Giulia: Você não tem ideia do que sua mãe e a Bruna passaram nesses dias. Seu pai foi forte até o ultimo segundo.
Luan: Eu posso imaginar. Minha vida daqui pra frente vai ser diferente. Vou valorizar cada segundo dela.
Os dois ficaram se olhando por algum tempo. Luan tentou beijar Giulia mas ela desviou o rosto.
Luan: Aconteceu alguma coisa?
Giulia: Luan a Luna é minha melhor amiga, não posso fazer isso com ela. Luan eu to completamente apaixonada por você, mas ela é muito importante pra mim,talvez eu seja só mais uma em sua vida.Não estraga a amizade de vocês por isso não,ela salvou sua vida, ela te ama Luan.
Luan: Mas eu gosto de você Giulia. A Luna tem que entender isso,ela vai entender isso. E essa historia de que ela é apaixonada por mim? Nada a ver Giulia. Nós dois somos amigos. Amigos de infância. O que rolou entre a gente foi só atração física.
Giulia: Atração física só pra você. Mas pra ela rolou sentimento Luan. Você pode ate conhecer ela há mais tempo do que eu,mais ta na cara dela que rolou mais do que atração física.
Giulia saiu andando e então Luan se sentou em um banco próximo que havia ali.
Fui até ele e perguntei:
Luna: Tá tudo bem?
Luan: Tudo sim – sorriu tímido e sem graça.
Percebi que Luan estava tremendo e então perguntei novamente:
Luna: Tá tudo bem mesmo?
Luan: Eu to um pouco fraco. Me leva pro quarto de novo?
Luna: Ah sim,claro.
Luan se levantou e então fomos em direção aos quartos quando de repente ouvimos um grito.
xX: Luaaaaaaaaaaaan!
Olhamos para trás e era uma fã na grade do jardim.
Olhei para Luan, eu sabia que ele queria ir ate ela.
Luna: Luan o doutor Carlos disse pra você não ter contato com ninguém lá fora, pode atrapalhar a sua recuperação.
Luan: Mas só tem uma fã.
Revirei os olhos e disse:
Luna: Fiquei aqui que eu vou lá falar com ela.
Fui até ela e então ela me implorou.
Fã: Luna pelo amor de Deus deixa eu ver ele, pelo amor de Deus.
Luna: Calma, calma. Vamos fazer um trato tudo bem?
Fã : Que trato?
Luna: Como você se chama?
Fã: Diovana.
Luna: Então Diovana, o Luan não pode ter contato com o pessoal aí de fora por causa da recuperação dele. Eu vou trazer ele aqui rapidinho pra você ver ele mas você não pode contar pra ninguém se não o medico do Luan me mata ta bem ?
Diovana: Tudo bem. Eu não conto.
Busquei Luan e pela grade ela agarrou sua mão e fez uma linda oração pra ele. Fez juras de amor eterno e de que estaria para sempre com ele.
Ela pediu uma foto e então eu bati a foto. Não entendi muito bem porque ela queria a foto com o Luan naquele estado, mas eu tinha certeza de que ela nunca iria mostrar a ninguém e guardaria aquilo pra sempre com ela.
Luan agradeceu o carinho e então subimos para o quarto.
Dangerous Love - Capitulo 60
Me intente levantar pero estaba demasiado débil, lo único que conseguí fue volver a caer en la cama.
—Ni te levantes. — Nicholas seguía ahí.
— ¿Que no te cansas de hacerme enojar? Vete por favor— dije desganada.
—No lo hare. — gire mi cabeza para verlo, estaba sentado en la cama con la mirada perdida. —Llame a tu doctor y me dijo que tienes principios de anemia, y te falta peso, necesitas comer mejor.
—Me duele verte Nicholas, por favor hazlo, deja de torturarme. — lo ignore y él volteo a verme, pero lo único que hizo fue acercarse.
—No me voy a ir, no puedo estar sin ti.
—Vete.
—No es culpa (tn) — tomó mi mano —Te amo... — me fue imposible no interrumpirlo con una débil risa.
—Claro Nicholas. — fiel sarcasmo.
—Escúchame primero. — me miro. —Sabes de donde vengo, sabes lo que hago, en primera instancia escuchar que esperas un bebé me aterro. No es justificable mi reacción, mi ausencia y lo que hice de traerte ese dinero. Pero solo te pido comprensión. No sé lo que un padre hace o tiene que hacer, lo único que me enseñaron a mi es que debes esperar lo peor de todas las personas. — Suspiró —Quiero ayudarte, quiero estar contigo, quiero hacer mi parte... Pero no quiero arruinarlo, hay cientos que harían un mejor papel que yo...
—Pero yo quería que tú hicieras ese papel.
— (tn) soy una basura.
—Algo así.
— (tn) déjame ser su papá. — me miro a los ojos y puedo jurar que vi los suyos cristalizarse al tocar mi vientre. —Te juro que dejare todo y si me ayudas tal vez pueda ser un buen…— se quedo mudo.
—Un buen padre. — complete su frase, sin poder evitar soltar mis lagrimas, no tenía tanta fuerza como él.
—Deja de hacerme mejor persona. — me tomo de las mejillas uniendo su frente con la mía.
—Te amo.
—Perdóname (tn), por favor.
*
No podía creerlo, simplemente no podía. No estaba hecho para esto, no había tenido un padre y mucho menos iba a poder serlo, pero lo iba a intentar. No me iba a dar el lujo de perder a (tn).
— ¿Y cuando les diremos a tus padres?
—No quiero ni pensar en eso.
-
Llegue a la 'oficina' de Joseph, tenía que avisarle que solo seguiría trabajando con él un mes o dos.
Al llegar el imbécil que cuidaba la cabaña, no me dejaba entrar, cosa que no me puso nada contento. Después de estrujar ligeramente al imprudente sujeto, prefirió marcharse, sin duda era nuevo.
Golpeé un par de veces, y la abrí.
—Mierda Nicholas, necesitas modales. — rodé los ojos, la pelirroja que tenía en las piernas se puso de pie acomodándose la blusa.
—Mi culpa— dijo levantando un poco la mano mientras se dirigía a la puerta, pero se detuvo justo a mi lado. —Así que tu eres el tal Nicholas. — tendió su mano hacia mí, pero de inmediato la volvió a quitar. —Mejor no, no está muy limpia la mía. – rió volteando a ver a Joseph.
—Vete ya Tam. — Le ordeno Joseph y esta sonriente asintió con la cabeza antes de desparecer de la habitación — ¿Es importante? — pregunto acomodándose en su amplio sillón.
—Mucho, considero yo.
—Dime.
—Me voy a retirar. — Joseph soltó una carcajada.
—Si claro, dime ya a lo que venias. — dijo incrédulo.
—Es eso, me retirare.
— ¿Motivo?
—Es hora.
— ¿Con quién te asociaste? Recuerda que esta es mi zona. — enfatizó.
—No me asocie con nadie y si así fuera, créeme que no me interesaría si es tu zona o no. Es tan mía como tuya.
—Por favor Nicholas, tu bandita y sus delitos menores no tienen nada. — reí comenzando a fastidiarme.
—No vine a hablar de eso, solo vine para que te prepares, porque con ese equipo que te cargas para los delitos 'menores' no funciona muy bien que digamos.
—Pues gracias. — se puso de pie —Te daría la mano pero bueno, ya escuchaste a Tam. — reí dándome la media vuelta.
—Sí, es mejor así.
Regrese al departamento de (tn), tenía que hablar con ella, muy seriamente.
Además también tenía que pensar que iba a seguir haciendo. No podía pasarme la vida sin hacer nada.
No me iba a faltar el dinero, contaba para vivir sin ninguna necesidad por unos más que suficientes años, tal vez para más de los que esperaba vivir.
— ¡Hola! — me saludó alegre al verme entrar.
—Hola— le respondí acercándome a ella para dar un beso en su frente.
— ¿Qué pasa? — hizo un puchero haciéndome reír en automático.
—Tenemos que hablar. — no miento, la vi palidecer.
—Claro. — se esforzó por no tartamudear. Tome su mano y camine hacia la sala. La hice tomar asiento en uno de los sillones y yo me senté frente a ella en la mesa de centro. Aun con su mano entre las mías, la mire y como si ya hubiera dicho algo se soltó a llorar.
— ¡¿Por qué lloras?! — le dije riendo.
—No lo sé... — trato de contenerse y no lo logro, las lágrimas seguían cayendo, era todo un llanto. —Estoy demasiado sensible, no puedo dejar de llorar. — Quería aguantarme la risa pero era simplemente imposible. — ¡Deja de reírte! — como si me hubiera ordenado lo contrario carcajeé.
—Lo siento, no puedo. — me senté junto con ella y la envolví entre mis brazos. Espere un poco a que se tranquilizara. — ¿Mejor ahora?
—Algo. — me asesino con sus ojos ahora rojizos.
—Hay unas cosas que tengo que decirte y creo que es necesario que lo haga ahora. Unas son buenas cosas y otras buenas también pero seguramente te molestaras.
— ¿Molestarme? — la voz se le volvió a cortar, ahí venia el llanto otra vez. —Seguramente me soltare a llorar.
— ¿Entonces no te lo digo?
—Dímelo ya. — suspiró.
—Bueno, primero ya hable con Joseph, deje todo eso. Pero eso si ni pienses que tirare toda mi herramienta, mis armas, ni nada relacionado a eso, solo dejare de atracar. ¿Bien? — sonrió y asintió con la cabeza.
—Bien.
—Segundo… El edificio donde vivo, bueno… digamos que es mío. — los ojos se le abrieron tanto que creí que se le saldrían.
— ¡¿Qué?! ¡¿Pero cómo?! ¡Lo sabia! Sabía que no podías robar tanto e invertirlo únicamente en cerveza y cigarros, ¡Lo sabia! ¿Que mas tienes? ¿Un yate? ¿Una isla? — dijo con sarcasmo, estaba molesta.
—Dos casas y un par de terrenos.
— ¡Nicholas! — grito poniéndose de pie.
—Déjame terminar...
—No puedo creer que no me lo hubieras dicho, no me tienes confianza, así de simple.
—No es eso, solo que no los uso. Los compre hace un par de años y no creí relevante contártelo, no hasta ahora.
— ¡Claro!
—Ven siéntate, no te alteres.
—Es imposible que no lo haga. — la obligue a sentarse.
—Déjame terminar… — la abracé.
—Creo que es importante esto porque si… Si vamos a… — cerré los ojos tratando de concentrarme y lograr que las palabras salieran. —Si vamos a tener un hijo y además yo no quiero que estés lejos de mi pues, Mierda. — sentí sus manos acariciar mis mejillas con una delicadeza indescriptible. —Tenemos que estar juntos, no quiero alejarme de ti, y esa cosa tiene que tener un hogar.
— ¡No le digas cosa! — me golpeo en el hombro.
— ¿Que dices cosa grande? ¿Te vienes a vivir conmigo junto con esa cosilla? — la abrace mirándola a los ojos.
—No. — se volteó. Rodé los ojos suspirando un poco.
—Mi amor, ¿Te vienes a vivir conmigo, junto con nuestro hijo? — volteo a verme y si, efectivamente, empezó a llorar.