Capítulo 73
Eu não acreditava no que estava vendo. Será que devido a minha falta de lucidez eu estava tendo alucinações?
— Lu-Lucas... — falei com a voz meio mole devido ao meu grau de tonteira.
Lucas não falou nada, apenas continuou me puxando pelo braço e assim nós andamos no meio da multidão.
— Me solta, eu deixei o Eduardo sozinho. — eu gritava, mas devido ao alto volume do sol com certeza Lucas não estava ouvindo.
Assim que chegamos ao lado de fora, Lucas me colocou dentro de um carro preto e saiu de lá.
— Para o carro. — eu falava em um tom alto.
Lucas não falava nada e eu via uma expressão de decepção em seu rosto. Fiquei falando várias coisas durante todo o caminho, mas Lucas continou em silêncio. Depois de um tempo paramos em frente a minha casa, Lucas olhou em meus olhos e começou a falar:
— Eu suporto qualquer coisa, suporto até mesmo ficar longe de você, mas eu não suporto te ver nos braços de outro. — ele falou.
— Engraçado que eu tive que suportar te ver deitado na cama com outra. — falei sem nem pensar.
— Eu não fiz nada com aquela garota, tudo não passou de um mal entendido, e um dia eu vou te provar isso.
— Não acredito em você.
Lucas não falou nada, apenas ficou encarando o volante do carro.
— Como você sabia que eu estava naquele lugar? O que você foi fazer lá? — perguntei.
— Hoje de manhã conversei com seus pais e eles prometeram que me ajudaria a te ter de volta, eu iria vir aqui na sua casa agora a noite conversar com você, mas sua mãe me ligou e disse que você tinha saído. Fui até lá e me deparei com você agarrada em outro, você não podia ter feito isso comigo.
Então era por isso que mamãe, papai e Maria estavam estranhos durante o dia todo. Não é possível que eles queriam ajudar o cara que me traiu, o cara que não me respeitou.
— Eu não podia fazer isso com você e você pode me trair, quanto machismo.
— Eu não te trai! — Lucas disse gritando.
— Vai mentir pra outra, vai enganar outra, eu vi Lucas, eu vi. — falei gritando também.
— Você não confia mesmo em mim?
— Eu confiava em você mais do que em mim mesma, mas você fez questão de quebrar a confiança que eu tinha em você. Você é um cara digno de pena, digno de dó. O que você fez não é atitude de homem, é atitude de moleque.
— Brenda, eu juro que não fiz nada. — ele disse com a voz mansa.
— O que eu vi aquele dia foi o que? Coisa da minha imaginação? Ah, me poupe Lucas.
— Me perdoa. — Lucas disse e dessa vez ele olhava dentro dos meus olhos.
— O que você fez, não tem perdão. Você teve a mesma atitude do meu ex, depois que conseguiu o que queria não deu mais valor no nosso relacionamento. Será que todas as vezes que você dizia que me amava você estava mentindo, assim como meu ex? Será que você também fez alguma aposta com seus amigos, assim como meu ex? Homem é tudo igual!
Assim que terminei de falar, fui surpreendida por um beijo. Lucas selou nossos lábios de maneira rápida e deu início ao beijo que eu estava precisando. Poder sentir novamente o gosto do seu beijo era tudo que eu queria. Se eu estivesse sã, eu jamais continuaria o beijo, mas eu estava bébada, então continuei o beijo e fui cada vez o deixando mais intenso. Poder tocá-lo novamente, poder sentir sua pele encostada na minha me trazia uma sensação de paz e felicidade, mas depois de alguns segundos percebi que eu estava cometendo um erro, então parei de beijá-lo, desci do carro e falei:
— Eu não quero te ver nunca mais!
Sai correndo, entrei em casa sem nem olhar para trás. Subi para o meu quarto com certa dificuldade, tive que me segurar no corrimão da escada. Assim que cheguei em meu quarto, peguei a toalha e entrei no banheiro, eu precisava tomar um banho gelado para aliviar o porre e para espantar os inúmeros pensamentos que atormentavam minha mente. Fiquei debaixo do chuveiro durante aproximadamente meia hora e eu não conseguia para de pensar em tudo que Lucas havia dito e principalmente no beijo que ele havia me dado. Sentir o beijo dele me fez sentir ainda mais saudade e uma imensa vontade de tê-lo novamente ao meu lado, mas eu não podia passar por cima do que tinha acontecido, eu não podia perdoá-lo. Assim que sai do banheiro, vesti um pijama e deitei em minha cama, mandei uma mensagem para Alex dizendo que eu havia ido embora e não tive como avisá-lo. Depois de alguns minutos, adormeci.














