Natalie podia dizer que estava acostumada com todas as recusas de Sérgio (porque estava; se não estivesse, não engoliria seu orgulho tão rápido para ir atrás dele novamente), mas ficava furiosa ao vê-lo dando em cima de outras mulheres. Sabendo que ela estava ali na festa, ainda? Imperdoável! Quer dizer-- perdoável, sim. Ela sempre perdoava, mas só porque o amava tanto; e porque sabia que ele a amava de volta, que ele acabaria na sua cama mais cedo ou mais tarde. Mesmo sabendo que o final feliz dos dois estava escrito em pedra, doía ser dispersada numa festa daquelas. E tão lotada, ainda! Passou muito tempo tentando encontrá-lo, mas eventualmente os saltos começaram a fazer seus pés doerem (com certeza não a melhor das ideias), então resolveu pegar uma garrafa de uísque e tomar sozinha na parte de cima do telhado (que também estava sendo ocupada por outros fumantes e pessoas que queriam pegar um ar melhor do que o abafado lá de baixo, mas na cabeça romântica de Natalie, era melhor pensar que estava Estava sentada em um dos bancos super pequenos e desconfortáveis -- que nem seu vestido brilhante --, bebendo do álcool forte quando notou uma cabeleira ruiva que já conhecia muito bem. ❛❛ —- Carla! Ai que bom que você tá aqui. Eu posso usar da companhia. Vem, vem cá, quero fofocar com você. ❜❜