We used to play outside when we were young and full of life and full of love
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We used to play outside when we were young and full of life and full of love
“Lerdo, mas você gosta.” Ela olhava nos meus olhos, seus boca entre aberta, eu não conseguia falar nada, eu a queria beijar. - Que foi ? - ela disse com um sorriso no canto dos lábios. Ô Deus, como alguém pode ser tão sexy mesmo com essa cara de criança de 5 anos em uma sala de primeiro ano em uma aula de matemática. - Que foi o que? - falei eu voltando a mim. - Você é lerdo! - ela caçoou. - Não mais - eu disse em uma voz baixa, e antes que ela pudesse falar eu a beijei, minha mão em sua cintura eu conseguia sentir sua pele pelo o espaço que a sua blusa não tampava, e segurava seu cabelo forte ao mesmo tempo sutil. - Graças a Deus, não aguentava mais - disse ela em sussurro após puxar meu lábio com os dentes , e apertar as unhas em minhas costas, voltando a me beijar. Eu caminhei com ela até a parede, encostando-a na mesma com até um pouco mais de força que o suficiente, mas ela não se importou, minha mão subiu até um pouco mais alto na sua cintura levantando sua blusa, e puxei um pouco seu cabelo a fazendo levantar um pouco a cabeça tirando sua boca da minha, roçando minha boca em seu rosto eu ia em direção ao pescoço. - Então por que não me agarrou antes? - disse eu sussurrando ao pé do seu ouvido mordiscando o pé de sua orelha. - E deixar você se sentindo? Jamais - Ela disse colocando meu rosto entre as mãos, e me olhando nos olhos, seu sorriso era safado. - Pensei que fosse uma feminista, onde as mulheres podem fazer o mesmo que os homens - sorri desafiador. - Você não conhece nada de mulheres - ela riu, fazendo sinal de reprovação com a cabeça. - Mas conheço de você - eu sussurrei a puxando pela cintura e colando a parte da frente do seu corpo no meu, e a encarando - Discorda? - Nunca saberá - ela me segurou firme meus cabelos e me beijo, não vi, mas aposto que tinha um sorriso vencedor em seu rosto.
Você existe? eu me perguntava. Cassmon, Leo Miranda
“Você é o sal da minha batata.” Estávamos sentados no sofá, assistindo pela milésima vez o filme que eu mais gostava, e era engraçado como ela não se importava de ver repetidas vezes o mesmo filme. — Amor, como vai ser nossa casa quando nos casarmos? — Provavelmente vai ser um caos, eu vestindo as fraldas das crianças de cabeça pra baixo, você deixando a comida queimar, a gente brigando por causa da coberta, definitivamente um caos. — Ia ser tão lindo — ela disse isso com um sorriso nos lábios e com o pelo dos braços ouriçados. — Você é maluquinha mesmo, esse caos ia ser "lindo" para você ? — Além de idiota é surdo? Foi exatamente isso que eu disse. — ela disse gargalhando. — Como sempre sendo um doce de pessoa né? Mas acredite se quiser, gosto disso em você. — apertei a ponta do nariz dela de leve — Mas vem cá, o que torna esse caos tão lindo para você? — trouxe ela pra mais perto de mim, a envolvendo em um abraço apertado. — Deixa eu pensar... — ela arqueou a sobrancelha como se estivesse se esforçando para pensar em alguma coisa — Pensa comigo, o que você faz quando suas batatas fritas estão sem sal em um restaurante? — Coloco sal é logico — a olhei intrigado — mas o que isso tem a ver com o nosso caos ser "lindo" para você? — Por que é exatamente assim, o nosso caos se torna bonitinho por eu ser uma batata frita sem sal, e você ser o meu sal. A beleza do nosso caos está em que, mesmo que toda a bagunça e desordem estejam me deixando louca, ainda sim estarei completa por estar com você — Ao dizer isso os olhos dela brilhavam, e um sorriso bobo nem por um minuto se desfez em seu rosto, era o mais lindo que eu já tinha visto simplesmente por ser o dela. — Hey, sua conversa me deu fome, e já que você é uma batata frita, posso te comer? — eu ria, sabia que ela iria me chamar de insensível e grosso mas era tão lindo quando ficava brava. — Você é um grosso, idiota e insensível, nem sei o "por que" de eu ainda namorar você — ela disse isso cruzando os braços e se sentando do outro lado do sofá. Ela tinha correspondido exatamente a minha expectativa, então sorri como quem diz "eu venci". — Você não vai me fazer ir até ai vai ? — olhei para ela com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso no rosto. Ela me respondeu com um "Hunf" e uma encarada, aquele era o sinal de "além de grosso, idiota e insensível ainda é preguiçoso? Levanta logo essa bunda dai e vem até aqui me convencer a voltar". — Tudo bem, eu te dei a chance de correr, agora vou fazer do meu jeito, arque com as consequências — me levantei devagar e fui até ela cruzando meu braços — e então senhorita, mais algumas palavras antes do castigo? — a olhei com um sorriso de lado. — Sim, gostaria de dizer que te odeio com todas as minhas forças — ela falou bravinha, do jeito que eu gostava. — E eu gostaria de dizer que te amo, ainda mais "brabinha" minha oncinha. — abri os braços e com cara de cachorro que cai da mudança disse — então oncinha, vem aqui pro seu tigrão vem? Ela se levantou, lhe deu um soco no ombro de levinho, junto com o abraço forte que veio a seguir rolou uma mordida no ombro como ela sempre fizera, e confesso era algo que eu adorava. — Você é um idiota, mas eu te amo meu tigrão — disse ela sussurrando. — E você sabe que posso bancar de tigrão que sempre ganha, mas você me amansa e faz eu me tornar um gatinho doméstico em suas mãos — eu disse sussurrando. Ela me deu um selinho. — Dessa vez você se rendeu aos meu caprichos, você foi o perdedor. — ela sorriu como quem diz "eu ganhei, você não". — Tá, digamos que eu perdi, mas vai, você é um belo premio de consolação. — Idiota. — Mas não qualquer idiota, mas sim o seu idiota
Dos meu arquivo secreto de delírios, Leo Miranda