The catacombs of Saint Callisto (II century) are the best known, most explored and the most spectacular in Rome. Along 20 km of galleries it is estimated that half a million people were buried.


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The catacombs of Saint Callisto (II century) are the best known, most explored and the most spectacular in Rome. Along 20 km of galleries it is estimated that half a million people were buried.
Catacumbas da Via Latina, Roma
Funeral | Catacumbas | 2021
Chilean Raw Black Metal
Artwork by Avinagrada
https://murderrecords.bandcamp.com/album/catacumbas
Nuestro mayor problema esta en creer en todo aquello que nos dicen en la cúspide del amor, y cuando caemos al hoyo mas profundo, simplemente se marchan con excusas baratas, dejándonos ademas de hundidos, con el corazón roto, el amor de verdad lo conocemos en las catacumbas más oscuras de la vida.
Señorita Candela
Les Catacombes, Paris 🇫🇷
From the "Lempíre de la Mort" / Catacombes of Paris / Photo by #f1castudio / #paris #skull #bones #catacombes #catacumbas #death #morte #lempiredelamort #craneos #human #humanskull #photography #blackandwhite #travel #trip #france #fear #dark #darkness #calaveras #cementery #cementerio #skeleton #esqueleto #osario (en Catacombs of Paris)
O Culto nas Entranhas de Alfama
O século XIX em Lisboa era uma época de contrastes brutais. A cidade velha de Alfama, com o seu traçado medieval imutável, permanecia um labirinto de sombras, um mundo à parte da Lisboa pombalina e ilustrada que se expandia para o oeste. Nas ruelas estreitas e íngremes, a lei era maleável e a noite pertencia aos contrabandistas, figuras espectrais que evitavam os impostos e a autoridade do governo liberal.
Horácio era o líder de uma dessas quadrilhas. Um homem de barba cerrada e olhos de aço, ele conhecia cada beco, cada escadaria e, crucialmente, cada passagem subterrânea que serpenteava por baixo das fundações de Alfama, um legado de séculos de construção, reconstrução e esquecimento. Para Horácio e o seu bando, esses túneis eram o sistema nervoso do seu negócio, permitindo-lhes transportar vinho do Porto e seda inglesa do cais para os armazéns clandestinos sem nunca ver a luz do dia.
A existência de passagens secretas era um segredo aberto no bairro, mas a sua extensão e profundidade eram desconhecidas da maioria. Eram apenas "os canos", um caminho mais rápido e seguro.
No entanto, o negócio de Horácio estava ameaçado. Um novo chefe de polícia, de métodos modernos e implacáveis, estava a fechar o cerco. As rotas habituais tornavam-se perigosas e Horácio precisava de uma alternativa desesperada: o caminho mais profundo, o caminho antigo.
Afonso, o membro mais jovem e instruído do bando, que sonhava em ser engenheiro civil e tinha estudado os mapas antigos da cidade, avisou o chefe. "Horácio, o caminho para a Sé não é seguro. Os velhos do bairro dizem que por ali estão as catacumbas dos penitentes. Coisas antigas, que é melhor deixar adormecidas."
Horácio riu-se, um som seco e áspero. "Penitentes? O único castigo aqui é a forca do Marquês. São apenas túneis velhos. Vamos por ali esta noite. É a nossa única hipótese."
Afonso, movido pelo medo, mas mais ainda pela lealdade e pela necessidade do dinheiro, concordou.
O grupo de cinco homens desceu por um alçapão disfarçado sob um monte de lixo numa viela sem saída. O ar na adega era frio e pesado, com um cheiro a terra húmida e a algo mais subtil, fétido, que Afonso não conseguia identificar. Velas de sebo iluminavam o caminho.
A passagem que escolheram era diferente das outras que usavam. Não era um simples túnel de esgoto ou de serviço, mas uma galeria de pedra trabalhada, com arcos baixos e símbolos estranhos gravados nas paredes, que as velas faziam dançar. Não havia cimento moderno, apenas a pedra bruta do subsolo de Lisboa.
À medida que avançavam, o silêncio tornava-se opressivo, quebrado apenas pelo som abafado das suas botas e pelo gotejar constante de água. Sentiam-se observados, não por homens da polícia, mas por algo mais antigo e silencioso.
Chegaram a uma câmara maior, uma sala circular que parecia um templo subterrâneo. No centro, havia um altar de pedra com manchas escuras e secas. Em volta, nichos nas paredes continham ossos humanos empilhados em padrões macabros, um verdadeiro ossuário. Afonso reconheceu a iconografia dos antigos cultos clandestinos que adoravam a morte e o renascimento, anteriores até à Inquisição.
"Afonso tinha razão," sussurrou um dos homens, a voz a tremer. "Isto não é lugar de vivos."
"Peguem nas caixas e avancemos," ordenou Horácio, tentando manter a compostura. "O caminho continua em frente."
Mas foi então que os sons começaram. Não eram passos, mas um arrastar surdo e oco vindo da escuridão para além da câmara. Seguiu-se um murmúrio, um coro de vozes sussurrantes que recitavam uma litania num idioma que ninguém compreendia, um som que gelava o sangue nas veias dos homens.
As velas começaram a falhar, a piscar erraticamente, lançando sombras monstruosas nas paredes cheias de ossos.
Horácio, o líder destemido, sentiu o pânico a subir-lhe pela garganta. "Para trás! Para trás!" gritou.
Os homens largaram a carga e correram desordenadamente na direção da saída. Mas a escuridão parecia estender-se e engoli-los. As vozes sussurrantes tornavam-se mais altas, mais urgentes, cheias de uma malícia antiga e faminta.
Afonso, o último da fila, olhou para trás. No limiar da câmara escura, viu formas: figuras encapuzadas, os seus rostos escondidos na penumbra, mas os seus olhos brilhavam com uma luz sinistra e sobrenatural. Não eram homens de carne e osso. Eram os penitentes, os membros do culto, ou algo que eles tinham deixado para trás, despertado pela profanação do seu santuário.
Um dos homens de Horácio gritou e desapareceu na escuridão, a sua voz cortada abruptamente.
Afonso correu como nunca antes, o medo alimentando os seus passos. Chegou ao alçapão ofegante, com Horácio e outro homem logo atrás. Fecharam a entrada com um baque final, bloqueando o mundo de cima do terror lá em baixo.
Nunca mais usaram os subterrâneos. O negócio de contrabando ruiu. O chefe de polícia eventualmente apanhou Horácio e os seus homens, que foram presos e enviados para o degredo nas colónias.
Afonso sobreviveu. Contou a história num manicómio anos depois, um homem quebrado, mas livre do terror das catacumbas. A polícia nunca acreditou nos seus relatos de cultos antigos e figuras encapuzadas. Os túneis foram eventualmente selados durante obras de saneamento no século XX, mas a lenda permanece.
Nas noites de nevoeiro cerrado, os moradores de Alfama, ao passarem pela viela sem saída, dizem que ouvem um coro de vozes sussurrantes vindas de baixo, a recitar a sua litania antiga, guardando os segredos sombrios das catacumbas do culto, um submundo que Lisboa esconde debaixo do seu traçado labiríntico.