Colin Firth, 55 anos !!! Sem maiores legendas...acho que não precisa. #colinfirth #homenagem #cinemanamesa #mammamia #magiaaoluar


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Colin Firth, 55 anos !!! Sem maiores legendas...acho que não precisa. #colinfirth #homenagem #cinemanamesa #mammamia #magiaaoluar
Dos mesmos diretores de Intocáveis e com o mesmo Omar Sy no elenco, ao lado de Charlotte Gainsbourg e do excelente Tahar Rahim, "Samba" é o retrato honesto da situação dos imigrantes na Europa, especialmente na xenofóbica França.
Mesclando humor (o filme traz ótimas sacadas) e muito drama, SAMBA nos contagia com sua história simples e tocante sobre um senegalês (o Samba a que o título se refere) que apesar de viver há 10 anos na França nunca conseguiu a autorização de residência e sobrevive de pequenos trabalhos enquanto tenta regularizar sua situação. O filme tem passagens emocionantes ao mesmo tempo que doídas e nos faz rir e refletir o quão duras são as realidades destes imigrantes que vivem à margem da sociedade francesa. De quebra temos Jorge Ben Jor na trilha sonora e um certo samba pra descontrair smile emoticon
Filme assistido no Festival Varilux de Cinema Francês. IMPERDÍVEL!
Sobre “Sam”
Sam é a história de um garoto de uns 8 anos que mora com sua mãe desde o divórcio dos seus pais e que um certo dia, a pedido da mãe, tem que passar a morar temporariamente com seu pai, de quem é muito distante. Um escritor sem inspiração, que nunca cuidou desse filho e que aos olhos de todos que estão a sua volta, não tem nenhuma capacidade para tal tarefa.
Aos poucos Sam vai mostrando a esse pai os caminhos do afeto e luta como ninguém por essa aproximação. Entramos em sua angústia, no vazio que sente por não ter aquele pai de quem sempre sentiu falta. Mas ele não desiste. Seus olhos dizem muito e esse é um grande mérito do filme, que nos transporta diretamente pra dentro de Sam e nos faz acompanhar esse turbilhão de emoções em que passa o menino no dia a dia da convivência com o pai. Ora seus olhos abaixam de tristeza, ora se iluminam de esperança nas pequenas coisas. E nessa via de altos e baixos vamos conhecendo um pouco esse pai e entendendo os limites daquilo que ele pode dar e das escolhas que ele faz. Nesse sentido o filme nos faz refletir também sobre expectativas, sobre o que se espera de um pai.
Simples, este longa que nos chega da Suíça, vem pra nos lembrar que nunca se deve desistir de uma criança. Vem pra mostrar o quão sensível são as relações familiares e como a infância, mais do que tudo, deve ser olhada com atenção e com toda delicadeza que ela merece.
O Festival
Foi com enorme prazer que assisti a quatro curtas metragens da programação do projeto Ciranda de Filmes. O prazer vem de se saber que estes filmes foram cuidadosamente escolhidos pela curadoria do festival e que cumpriram (uns mais que outros) com a proposta da mostra que é a de provocar em nós o exercício da reflexão, da escuta, do olhar para a infância e a educação. Proporcionar um espaço de aprendizagem, inspiração e de efetivo movimento de transformação.
Infâncias "roubadas" pelo sertão
Quando nos deparamos com a realidade do nosso sertão, o fantasma da seca como vemos em “Águas de Ramanza”, ou a situação de pobreza vivida pela família de “A Menina Espantalho”, não temos dúvida em qual terrenos estamos entrando e quais são estas motivações. Aproximar o espectador da realidade social do país, introduzindo a criança e sua infância – por vezes “roubada”- como meio de reflexão e crítica, é uma escolha feliz pra começarmos a conversar sobre o assunto.
Em determinado momento escutamos uma avó explicando a neta porque não chove na região: “o céu é grande....não dá pra lavar de uma vez só...” Entramos junto com a criança na fantasia criada pela avó, como uma forma de explicar o inexplicável. Como fazemos quase sempre com nossas crianças. Esta passagem do filme é especialmente bonita pois nos traz de volta a infância e o que representa o lúdico, o brincar, a imaginação. E nesse sentido, o final de Águas de Ramanza apenas completa o que já foi dito antes nesta linda passagem da história. Lançar mão do artifício da água para que a criança possa vivenciar o que é tomar um banho de chuva (ela tinha 6 anos e nunca tinha visto a chuva cair onde morava) é estarrecedor. Bonito e doído ao mesmo tempo.
A prisão do espaço do outro
Em comum os filmes trabalharam com a imaginação e a fantasia infantil, entregando resoluções criativas, inesperadas e provocando suspense na medida. No fundo de cada filme, um mundo possível, a crença na humanidade.
Em especial, fui fisgada pelo “A Conquista do Espaço”, que diferente dos demais, nos brindou com um retrato realista da classe mais privilegiada do país, fazendo o uso esperto da metáfora que nota-se desde o título da obra. Conquistar o espaço, pode ser entendido como a conquista do espaço do outro, a abertura pro desconhecido, a tolerância com o diferente, a apropriação, inclusive, do espaço urbano, do futebol de rua. O menino é privado o tempo todo de atravessar as janelas, as grades, as portas e portões deste outro universo. Em sua fantasia de astronauta, nos asfixiamos com ele. Sentimos a prisão (com o verniz da proteção) em que se encontra o garoto e torcemos para que ele saia daquela bolha, que fuja, que conquiste o espaço, o seu espaço.
Bem executado, com ecos de “o Som ao Redor” (há uma cena da babá e do menino jogando bola dentro da quadra do condomínio, que me fez recordar a obra de Kleber Mendonça), A Conquista do Espaço é um filme que diz muito com pouco e que nos faz, em última instância, pensar sobre o nosso propósito de vida enquanto sociedade.
Sinto-me gratificada pela riqueza das obras apresentadas. A mobilização já começou. E este post é só sobre o primeiro dia do festival!
Em cada palavra um rosto, uma história, um sonho, uma tristeza, uma alegria. Coutinho (um mestre das câmeras que nos fará muita falta) entrega, por meio de entrevistas com jovens alunos de escolas públicas, mais uma obra prima. Temas como religião, abuso, conflitos familiares, bullying entre outros compõem as narrativas muito humanas que revelam um Brasil em transição, assim como os adolescentes retratados no longa. Tocante e fundamental, Últimas Conversas vem com maestria pra fechar o ciclo das obras de Coutinho que não dá pra não ver.
Sobre As Melhores Coisas do Mundo
As Melhores Coisas do mundo é um filme baseado na série de livros Mano, de Gilberto Dimenstein. O roteiro foi escrito pela Laís, por seu marido Luis Bolognese e contou com ajuda de depoimentos e entrevistas realizadas com adolescentes em escolas de classe média de SP. Pra entender a linguagem, as gírias, as questões existenciais. Ele mostra uma São Paulo sob ângulos diferentes. Gostamos da fotografia e das locações. A escadaria no centro, a casa de prostituição, a praça do por do sol, o trajeto de bike.
Caldo (Reflexões)
Como a tecnologia afeta as nossas vidas, especialmente a geração de nossos filhos. Como se fazer o bom uso da internet e redes sociais. Em contrapartida lembramos da garota que carregava um diário, objeto raro nos dias de hoje.
Falamos de escolhas e da construção de Identidade. Do turbilhão de emoções que envolve este período da vida adolescente. Como é difícil acordar todos os dias pela manhã e enfrentar os desafios que a vida apresenta nesse momento. Construir identidade; conquistar o amor da vida; se envolver com as questões da escola e dos amigos; enfrentar os problemas de casa, com pais e irmãos; lutar por um ideal; autoafirmar-se; desenvolvimento da sexualidade; tomar decisões. Ufa...que tormento! Uma enxurrada de desafios espera essa geração, justo no momento mais vulnerável da vida deles. Não é pouco.
Comentamos sobre a realidade em que vivia o garoto. Estaria ele numa espécie de bolha, por conta do filme não tratar de nenhuma ferida social. A realidade maior da sociedade não aparece no filme. O foco é no menino de classe média alta e na escola que frequenta. Uma opção da diretora, ainda que os sentimentos da adolescência sejam universais. O que o garoto atravessa, qualquer outro de sua idade, em qualquer lugar do mundo, também vai enfrentar.
Refletimos essa geração do ponto de vista do relacionamento com os pais. É uma geração mais próxima. Há mais diálogo. Falamos muito do nosso papel como pais, que mesmo com maior abertura e dialogo, ainda somos os pais e devemos nos comportar como tal.
Lembramos o papel da mãe (ótima) e suas entradas em cena. Quando ela pede pra ele parar de ver pornografia na internet e ele esboça um sorriso maroto, super bacana; quando a cumplicidade tá ali na nossa cara, na cena do ovo na cozinha; quando ela está no carro e tenta conforta-lo a respeito do relacionamento homossexual do pai e diz “o que você sabe da vida, garoto?”. Uma mãe que além de ter que lidar com a dor, o desprezo do marido, ainda cuida, educa e acolhe os meninos.
Por falar no relacionamento do pai, comentamos do papel do parceiro, seu orientando, que no fim, foi quem alertou sobre o blog do irmão. Aliás neste ponto, fizemos nossa crítica. Se soubéssemos que nossos filhos tivessem um blog, não teríamos entrado vez ou outra pra olhar? Seria invasão de privacidade? Acredito que não, nesse caso. E a caixa de remédios que ele tomou que eram da mãe? Não serve de alerta?
Sobre o irmão, lembramos a cena do violão, bonita e como eles se davam bem. Como o Mano admirava o irmão e como era carinhosa e afetuosa a relação deles. Assim como era verdadeira a relação do Mano com a amiga Carol.
Entrando na Carol, agora, fica a questão Ética colocada no filme. Debatemos bastante sobre a postura do professor. Entramos em detalhes, se estavam dentro da escola ou não, se aceitou o beijo porque não tinha saída, ou se foi conivente com tudo aquilo; se aproveitou sua condição de professor pra seduzir a garota; se não deveria nem aceitar o café. Qual o limite? Qual a distancia que se deve colocar neste tipo de relação onde há uma hierarquia. Pode tomar café com a aluna? E beijar, sim ou não? A menina tinha condições de fazer essa escolha? Era maior de idade? Acho que no filme, ela tinha 16. E se ela fosse maior, tudo bem? Discutimos muito esse assunto. Deu um bom caldo.
Falamos das mães da escola, inclusive da mãe do Mano que contou pra amiga o caso do marido e a amiga contou para o filho e aí a fofoca se espalhou. Tivemos opiniões diversas sobre esse assunto; recordamos que a mãe do Mano foi uma das que desaprovaram a conduta do professor.
Por fim, o amadurecimento do menino. A dor e os desafios que enfrentou, possibilitaram seu crescimento. Ele ganha confiança dos colegas, luta pela chapa Mundo Livre (e curiosamente ganha a chapa “Grana”), desenvolve um olhar tolerante para com a colega homossexual e para com o parceiro do pai; conhece o amor com a Carol, começa a criar uma identidade própria. Um filme que fala de muitos temas e consegue ser divertido e sério ao mesmo tempo: sexualidade; drogas; suicídio; separação; inocência; bullying; hipocrisia; segredos; homossexualidade; preconceito; ética; amor.