CANTORA LAURA BRANIGAN NESTA NOITE DE DOMINGO ESPECIAL 22/06/25. #laurabranigan #cantora #Canceriana #anos80 #sucesso
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CANTORA LAURA BRANIGAN NESTA NOITE DE DOMINGO ESPECIAL 22/06/25. #laurabranigan #cantora #Canceriana #anos80 #sucesso
No fim de tarde de uma terça qualquer, sentada na calçada vendo o tempo passar, vi uma coisa engraçada e lembrei de você, mas você não estava lá para eu te contar.
Que os ventos sequem minhas lágrimas e leve um sorriso até onde quer que você esteja.
Sarah Lima.
Mãe...
Definição de abrigo forte, porto-seguro e coração que ama sem medida.
Sinônimo de amor infinito que nunca acaba. 💖
Feliz Dia das Mães!
#DiaDasMães #AmorDeMãe #MãeÉAmor #Gratidão #PortoSeguro #FelizDiaDasMães #AmorInfinito #Mãe #Homenagem
Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: Uma Homenagem e um Chamado à Consciência
por Neemias Moretti Prudente “Eu e você também poderíamos estar lá — porque a vida é frágil, e a rua é o espelho cruel da nossa própria vulnerabilidade.” A linha fina entre o teto e o concreto Qualquer um pode cair. Eu, você, qualquer pessoa.A vida é frágil: uma doença, um desemprego, uma separação, uma depressão. A rua está logo ali. Eu sei porque já estive na beira. O álcool, drogas-Z,…
ZÉ CAMBITO & CATITA CONTRA O DRAGÃO DA REALIDADE
Zé Cambito, cangaceiro poeta, e sua amada Catita, musa pandeirista do além, seguem voando num cavalo entalhado de xilogravura com a missão de semear poesia onde a dor seca a alma.
No lombo de um cavalo de crina toda entalhada, voavam pelo Nordeste Catita — a enamorada — e Zé Cambito, poeta, com alma encantada e armada.
Vinham de longe, de longe, dos confins do não-lugar, levando verso e miragem pro sertão ressuscitar; plantando flor no lajedo, botando o mundo a sonhar.
Por cima da Caatinga de espinho, sede e calango, pairavam feito assombração com aura de orixango, até que o chão se estremece com um rugido mais que bangu.
De dentro de um mandacaru sai um bicho desgrenhado — era um dragão sem escama, ressecado e revoltado: um calango da miséria pelo sol amaldiçoado!
“Não passa ninguém aqui!” — bramou com voz de trovão — “sou o Dragão da Verdade, sou a Seca e o Coração, queimando a rima do povo com a chama da privação!”
Catita tirou o pandeiro, Zé Cambito afinou o tom: “Pois se quer barrar poeta, chegue então com seu gogó! Lhe proponho um desafio: duelo de rima e dom!”
O Dragão arreganhou sua goela esturricada e disse, batendo a unha: “Comece a peleja ousada — mas aviso: a poesia aqui não vale de nada!”
Zé Cambito se adiantou com Catita ao seu redor e respondeu no repente, com olhar firme e maior: “Quem diz que arte não serve é porque perdeu o suor!”
O Dragão cuspiu pobreza, desemprego e confusão, falou do preço do milho, da falta de educação, da casa sem reboco e do medo do patrão.
Mas Catita rebateu com um toque de claridade: “Se há dureza na ladeira, há beleza na vontade — e a poesia é a água que amansa a realidade.”
Zé cantou o riso antigo de um avô sem colher nada, mas que ao ver seu bisneto dançar verso na calçada, descobriu que a esperança também brota da enxada.
O Dragão já tropeçava, soprando fraco e cansado, e num lampejo de luz ficou meio abobalhado… Catita assoviou doce e ele virou… um cãozinho aclamado!
Com a língua pra fora e o rabo abanando a calmaria, saltou no colo da moça feito fosse uma alegria — e o sertão ganhou um oásis de poesia e fantasia.
Zé Cambito e sua amada seguiram viagem, então, com o Boca Preta ao lado e a rima no coração — que no sertão mais sofrido poesia é salvação!
*DGPT Produções
Leonardo da Rati chegou atrasado, no entanto ainda assim veio parabenizar todos os desenhistas!
@helen1artes @juntapacai @dehagua
O Banquete da Agonia
Por Cleyton França
Em meu peito, a podridão floresce,
Não há sol que aqueça a vida que me resta.
A carne, lenta, se desfaz e apodrece,
Sou o banquete, e a morte a minha festa.
A alma, infectada pela sina vil,
Vaga por este corpo em ruínas,
Onde o sopro de existir é febril,
E a doença, astuta, caminha em minhas sinas.
Oh, verme! Que de mim te alimentas,
Não sou mais do que a tua ração!
Cada dor que em minha carne inventas
É a prova viva da minha condição.
No silêncio denso que me invade,
Há um grito sepulcral sem voz,
O eco do que um dia foi vontade
Perdido no abismo entre nós.
Sim, a doença me devora sem clemência,
E eu, mísero, aceito a sua fome.
Ela corrói minha última essência,
Enquanto apaga, lentamente, meu nome.
Sou o espectro de um corpo decadente,
Um fardo que o mundo rejeitou.
A doença que em mim se faz presente
É o reflexo de tudo o que sou.
A carne arde em febre indizível,
Os ossos rangem ao peso da dor,
A mente, outrora invencível,
Rende-se ao império do torpor.
Cada célula é um cântico sombrio,
Um hino à morte que me habita,
O corpo é o altar do sacrifício frio,
Onde a vida, impassível, hesita.
Oh, que inferno íntimo e sagrado,
Onde a alma se curva ao mal irremediável!
O tempo, esse carrasco desalmado,
Faz de minha existência um fardo insustentável.
No âmago, há um vazio que tudo consome,
Um eco oco, pulsante e corrosivo,
A doença não tem mais nome,
Mas é em cada célula que eu ainda vivo.
Eu sou o cadáver antes da cova,
O suor fétido da própria desgraça.
Cada suspiro é uma morte nova,
Cada olhar no espelho é quem me ultrapassa.
Vejo em meu rosto a marca da decomposição,
A vida se esvai sem pressa ou sentido.
Aceito o destino, sem súplica ou oração,
Pois até o sofrimento me deixa esquecido.
Sou o banquete dos vermes que nunca dormem,
A lenta dança de quem já morreu.
Nos olhos, há sombras que se contorcem,
E no peito, o inferno de quem sou eu.
Oh, tu que me olhas com desprezo ou pena,
Não vês que a doença sou eu mesmo,
Que cada fibra de mim, vil, envenena,
Até que reste somente um abismo a esmo.
A carne apodrece, e a alma, corrompida,
Abraça o fim que já se faz destino,
Pois viver é estar à beira da partida,
E morrer é libertar-se do divino.
Aceito, enfim, a doença e o seu beijo,
O abraço mortal que há muito me chama.
O fim não é dor, é puro desejo,
E no silêncio eterno, a alma se inflama.
Sou eu a própria enfermidade,
O corpo que a vida abandonou.
Na morte, encontro minha liberdade,
No abismo, o repouso que me buscou.
Agora, sou nada, sou pó, sou vento,
A existência dissolvida em sua última dor,
E no banquete do sofrimento,
Aceito ser o prato principal do horror.