E o ciúme?
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E o ciúme?
Devocional Mulheres-Exemplos
Exemplo 7: As duas prostitutas de Jerusalém (1 Reis 3:18-26)
Um dos casos solucionados mais conhecidos da sabedoria do rei Salomão foi sobre a disputa de duas mulheres por seu filho. No entanto muitas vezes somente a audiência em si é mencionada e não sobre quem eram aquelas duas mulheres. Quem eram? O que podemos aprender com elas? Sabemos que ambas moravam juntas e foram apresentar-se perante o rei para lutarem pela maternidade de uma criança. A história é narrada por uma das duas dizendo que primeiramente uma teve o bebê e três dias depois, a outra também teve. O bebê mais recente acabou morrendo acidentalmente porque a mãe se deitou sobre ele e, segundo a mulher que narra, ela diz que o bebê morto foi trocado.
Nesse impasse generalizado, o rei decide dividir a criança a fim de apelar pelo sentimento materno da mulher e uma delas sente seu ‘amor materno aguçado’ preferindo deixar a criança com a outra em vez de dividí-la, enquanto a outra mulher dizia ‘nem meu nem teu; seja dividido.’ Essa passagem ressalta muito a sabedoria do rei para fazer justiça, no entanto, as ações de ambas as mulheres nos apresentam ações que muitos executam atualmente. Quais exemplos aquelas mulheres nos deixam?
A primeira lição é sobre a inveja. A mulher que perdeu o filho não desejava que a outra fosse feliz com a criança viva porque mesmo após sentir a dor da perda, ela desejou que a outra sentisse também. Ela não queria somente não ter um filho morto como invejou a felicidade alheia. A mulher poderia facilmente se lamentar e esperar por ajuda, mas preferiu armar uma armadilha para entristecer a outra. Como você se sente ao ver seus conhecidos serem abençoados e você ainda não ter alcançado sua bênção? O que você deseja a eles? Você se alegra com o irmão da igreja vendo-o receber do Senhor Sua vontade?
A dor nos impossibilita de pedir ajuda. A mãe que perdeu a criança não procurou por ajuda, mas desejou o bebê da outra. Em vez dela recorrer ao auxílio da companheira de trabalho, preferiu ir diante do rei e pedir a morte da criança. A mulher preferiu esconder a dor (trocando os bebês) do que admitir o que fez. Ao sentir uma grande perda ou angústia, a melhor opção não é esconder esse sentimento e tratá-lo sozinho. Pois, Deus enxerga nossas mágoas e dores mais ocultas e também envia pessoas para nos ajudar a superá-las. O que você tem feito com a sua dor? Tem a escondido ou tem buscado por ajuda? A ferida pode doer, mas a melhor maneira de sará-la é primeiramente admitir que ela existe, entregar a Deus e buscar NEle cura e restauração através de Sua Palavra e de Sua Presença sem menosprezar os irmãos e amigos que o Senhor põe em nossa caminhada para que orem por nós.
A última lição e não menos importante: o amor verdadeiro liberta. A mãe da criança viva escolheu deixá-lo com a outra do que vê-lo morrer. Perceba o sentimento de ‘dona’ que a outra mulher teve em dizer: ‘nem meu nem teu’, ou seja, ‘se não ser meu não será de ninguém.’ Era isso o que ela quis dizer ao aprovar a divisão da criança. Quem pensa dessa maneira não ama verdadeiramente porque prefere que haja morte do que a liberdade da outra pessoa. Isso não é amor, mas obsessão. Aonde isso também acontece? Nos relacionamentos atuais. O verdadeiro amor não deseja ou causa algum mal para que seu parceiro (a) ou quem você ama permaneça, antes o amor se alegra com a justiça deixando-o ir.
A falta de entendimento do que é o amor (1 Co13) é a razão de muitos cederem às investidas de outras pessoas que dizem amar, mas também não sabem. Quando não se conhece totalmente o amor de Deus é fácil ser iludido com o suposto amor que a sociedade oferece. A sociedade proclama um amor de mentira, de fornicação, de obrigações, de violência, de ciúmes e traições, mas clama pelo amor da Bíblia sem perceber. Ela busca pelo amor de verdade e luta para encontrá-lo algum dia, mas não procura na Fonte.
Que você conheça o verdadeiro amor, que é Deus em Cristo, para a partir disso saber amar.
Eu estou devastado!
Como pode duas pessoas se amarem tanto e não viverem juntos? Como pode haver tanta promessa de amor sem nenhuma realização? Isto está errado, em uma proporção que minha indignação jamais vai conseguir descrever. Não é justo! Não deve ser desta maneira! Não pode acontecer assim! Como posso amar alguém que nunca vi, nem senti, e nunca nem se quer pude beijar? Como posso realizar meus sonhos com este alguém, se ele também é um sonho? Eu estou indgnado com isso. E se acontecer algo com você? Eu nunca saberia. E todas as noites que você precisou de mim? Nunca permitiu que eu estivesse ao seu lado. Por que? De nos dois, restou apenas desejos e vontades. O amor que transborda em mim, se esvai pelos seus dedos, e você nem se quer pensa em segura. Você abre mão da felicidade e mesmo sem correntes, me sinto preso a você. E pior de tudo, é que ainda sonho com um final feliz para nós.... O tempo está passando e você está acomodado onde está. Meu amor para você, é um detalhe sem importância... E isso me causa essa indignação.
O que os olhos não vêem, o ciúmes imagina três vezes pior.
A ingratidão
Então foi para isso que eu servi? Apenas para te ajudar no momento difícil e depois você virar as costas? Parece que sua ingratidão é enorme. Eu já sei o resultado disso no final, o resultado vai ser a mesma coisa que aconteceu antes, porque toda vez você virou as costas. Estávamos bem, caminhando junto. Quando você precisou eu estava lá, estive lá quando ninguém mais esteve com você, nem você mesmo estava consigo, mas eu sim e é assim que sou retribuído, um foda-se bem grande? Espero ingratidão do povo, mas não esperava sua. Já sei o que vem a seguir e logo você volta pedindo ajuda e mais uma vez eu vou olhar e falar “eu avisei”. Espero estar errado, porque desejo sua felicidade, mas eu esperava bem mais de você, mesmo que fosse um obrigado ou um pedido de desculpas.
Eu amo seu ciúme, mas amo mais ainda a forma que você tenta se controlar.
Fecha a cara, fica um tempo sem falar, quando peço o que foi, você diz sem mostrar os dentes: 'Nada'. Como se eu não soubesse que você está se remoendo por dentro.
Seu ciúmes é daquele que eu gosto de provocar, só um pouquinho, só até eu sentir o quanto sou importante para você. Aí dá um tempinho e o seu verdadeiro eu reaparece, conforme você vai falando seu rosto fechado vai ficando para trás, eu lhe toco cada vez mais, lhe abraço, beijo e faço novamente você sentir que não preciso de mais ninguém. Então surge aquele olhar em ti, a satisfação de saber que não importa quanto me desejem, pois eu desejo só você.
Eu amo esse teu falso autocontrole, essa sua forma de mostrar segurança mesmo morrendo de medo de me perder.
Pode ter ciúmes sim, mas lembre sempre do mais importante: Eu escolhi você.
( Felipe Sandrin )
Caption: My friend's daughter just met her new baby brother. Source: https://imgur.com/gallery/dwemD
Acredito nas minhas paranóias, as vezes elas fazem sentido.
-Cleiton Souza