Conjugações homófonas: A língua estrangeira com duas pernas Estrangeiríssima agora como vós Ao mundo e da boca de Roma E por mais que palavras que criam versem, dancem e pesem São feitos das impurezas egoístas do homem Quiçá, a mais bela arte seja a novíssima novidade: Uma paisagem tom Picasso solto em corrida pelo mundo... Um reino silencioso para afogar-se Não que nada tenha a dizer Porém, muito a ouvir de si E das composições da mãe terra O véu que cobrira o rosto Não era renuncia, ou prenuncio de casório Era uma neblina que dançava também pela manhã Apanhando teu rosto para uma leitura abstrata O pigmento sol lhe faz tela Os pés são prosas valsando sobre pedras As mãos, poemas a serem escritos Em versos livres para terror de parnasianistas Reverbera a verve vida Que passeia por cortinas e lhe beija cílios Convidando-lhe para danças na relva morna A imaterialidade da presença ainda não faz-se ausência O éter que vais paralelamente aos lábios de Ulissses Em um dia de intertextualidade Funde-se matéria, poética e selva Dando a luz em pupilos de Marcianos Toda a celebração de Clarices Em peso verbo Narciso Que nem sempre nos engole Vens para lembrar-nos de um afago solo...
Cotidianidade, Pierrot Ruivo










