Ser o que se precisa O instrumento cardinal Por uma terra mais bela Não superior à ela e sim sua extensão Me esgueiro entre tuas saias Escondo-me nas sola dos sapatos Mastigo tuas roupas como traça Perfumo-me em teu caos naftalina Meu corpo é um portão Que verte-se em um paraíso E antes disso, lhe sopram infernos Hei de lhe proporcionar o equilíbrio Embebido do cálice ânfora Não encontro o mal, pelo contrário Vejo Iara, solvida na borda do copo E todo o seu corpo, enviado da fluidez Os temores em jaula Expostos a sabe-se lá quem Com dilemas do submundo A.k.a entendido como Inconsciente O eu carcereiro te apesenta Às vísceras e seus diabos Lhe transporto em maré baixa Onde, enfim pôde lavar-te os pés do barro Confiro castigos, conto caudas Alimento Cérberos Faço o inventário das almas E só depois, posso pensar em ir Turismólogo aos turistas velhos Entretenimento aos novos Hermes transitando entre os três mundos Pendendo ao lar dos auto flagelos...
Plutão, Pierrot Ruivo









