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☆Supernatural☆
Ilustração de casal dançando forró, ou melhor ralando-bucho, em estilo xilogravura.
🌵🌕🌵Cordel para Lua 🌵🌙🌵
É impossível falar do Nordeste, e não falar do sertão em seu luar, é como lembrar da flor do mandacaru, que dão vida ao meu olhar…
O sertão tem tantas coisas, tantos ensinamentos de muita valia, que não dá nem para citar.
Mas, essas poucas palavras, é uma simples homenagem que hoje, eu que quero deixar….🌵🌝🌵🌛🌵🌚
Learn more about the creation of Celebrating Cordel Literature Doodle and discover the story behind the unique artwork.
I was delighted to see that today's google doodle is celebrating Cordel Literature, an important part of Brazilian culture.
From the Brown University Brasiliana collection website:
Literatura de cordel (“string” or “cordel literature”) is a genre of popular literature characteristic of northeastern Brazil. Brought to the country by the first Portuguese colonists, the Brazilian cordel stems from the European tradition of ballad and broadside poetry, and derives its name from the cord on which the booklets are customarily suspended for display in open-air fairs. These inexpensive chapbooks or folhetos have circulated in Brazil for centuries, and are now considered an important part of Brazilian folk and popular culture. Cordel narratives presented in written form used to be sung on the streets by a poet-improviser or repentista who would create stories on the spot, using action and people around him as inspiration.It is still quite common to find repentistas performing verbal duels (“pelejas”) in contemporary Brazil, in which two singers match verses about tragicomic or historical motives with moral implications. Men of modest means, repentistas embody the fears, dreams and politics of people struck by poverty and drought in the poorest region of Brazil. Cordel chapbooks are like fables, a genre percolated by magical realism whose fantastical twists of fate seem to touch the most mundane lives. At least since the nineteenth century, they have functioned as a cheap source of news, entertainment and moral counsel in the Northeast. As rural Brazilians migrated to the more economically prosperous cities located in the southeast, the cordel became an increasingly urban phenomenon and gained popularity among middle-class readers and university intellectuals. Most chapbooks have eye-catching block print covers and comic titles. Cordel verses are almost always written in multiples of four, and explore a wide range of themes, including critiques of local and international current events, heroes, romance, religion, and social banditry, among others. The booklets are often self-published or printed by low-quality small independent presses. The Mysterious Peacock, Lampião in Hell, and Coconut and Watermelon are among the most well-known cordels in Brazil.
A FONTE DA VIDA VIM FALAR PARA VOCÊS SOBRE JESUS DE NAZARÉ CREIO QUE TODOS AQUI SABEM BEM QUEM ELE É MAS SERÁ QUE SABEM MESM
ZÉ CAMBITO & CATITA CONTRA O DRAGÃO DA REALIDADE
Zé Cambito, cangaceiro poeta, e sua amada Catita, musa pandeirista do além, seguem voando num cavalo entalhado de xilogravura com a missão de semear poesia onde a dor seca a alma.
No lombo de um cavalo de crina toda entalhada, voavam pelo Nordeste Catita — a enamorada — e Zé Cambito, poeta, com alma encantada e armada.
Vinham de longe, de longe, dos confins do não-lugar, levando verso e miragem pro sertão ressuscitar; plantando flor no lajedo, botando o mundo a sonhar.
Por cima da Caatinga de espinho, sede e calango, pairavam feito assombração com aura de orixango, até que o chão se estremece com um rugido mais que bangu.
De dentro de um mandacaru sai um bicho desgrenhado — era um dragão sem escama, ressecado e revoltado: um calango da miséria pelo sol amaldiçoado!
“Não passa ninguém aqui!” — bramou com voz de trovão — “sou o Dragão da Verdade, sou a Seca e o Coração, queimando a rima do povo com a chama da privação!”
Catita tirou o pandeiro, Zé Cambito afinou o tom: “Pois se quer barrar poeta, chegue então com seu gogó! Lhe proponho um desafio: duelo de rima e dom!”
O Dragão arreganhou sua goela esturricada e disse, batendo a unha: “Comece a peleja ousada — mas aviso: a poesia aqui não vale de nada!”
Zé Cambito se adiantou com Catita ao seu redor e respondeu no repente, com olhar firme e maior: “Quem diz que arte não serve é porque perdeu o suor!”
O Dragão cuspiu pobreza, desemprego e confusão, falou do preço do milho, da falta de educação, da casa sem reboco e do medo do patrão.
Mas Catita rebateu com um toque de claridade: “Se há dureza na ladeira, há beleza na vontade — e a poesia é a água que amansa a realidade.”
Zé cantou o riso antigo de um avô sem colher nada, mas que ao ver seu bisneto dançar verso na calçada, descobriu que a esperança também brota da enxada.
O Dragão já tropeçava, soprando fraco e cansado, e num lampejo de luz ficou meio abobalhado… Catita assoviou doce e ele virou… um cãozinho aclamado!
Com a língua pra fora e o rabo abanando a calmaria, saltou no colo da moça feito fosse uma alegria — e o sertão ganhou um oásis de poesia e fantasia.
Zé Cambito e sua amada seguiram viagem, então, com o Boca Preta ao lado e a rima no coração — que no sertão mais sofrido poesia é salvação!
*DGPT Produções
Sabe aquela mistura boa de tradição com estilo? A carranca veio do Velho Chico direto pra nossa estampa, com pegada de xilogravura e alma da cultura popular!
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