Regras e polêmicas publicitárias
Gente, o tempo tá passando muito rápido, tô completamente perdida nas datas das aulas D: Bem, em uma de minhas aulas de Introdução a Publicidade (deixemos a data de lado, porque, né), a prof. nos apresentou o Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), um órgão não governamental que regula as campanhas publicitárias feitas e divulgadas aqui no Brasil. Eis sua história: "O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária nasceu de uma ameaça ao setor: no final dos anos 70, o governo federal pensava em sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia à propaganda. Se a lei fosse implantada, nenhum anúncio poderia ser veiculado sem que antes recebesse um carimbo “De Acordo” ou algo parecido. A criação do departamento para controle da publicidade exigiria a contratação de algumas centenas de funcionários. As implicações burocráticas seriam inimagináveis ainda assim desprezíveis diante do retrocesso que tal controle representaria para um país que reconquistava a duras penas seu direito à liberdade de expressão. Diante dessa ameaça, uma resposta inspirada: autorregulamentação, sintetizada num Código, que teria a função de zelar pela liberdade de expressão comercial e defender os interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, inclusive os do consumidor. A idéia brotou naturalmente a partir do modelo inglês e ganhou força pelas mãos de alguns dos maiores nomes da publicidade brasileira. (...) Rápido e inimigo do excesso de formalismo, o Conar revela-se um tribunal capaz de assimilar as evoluções da sociedade, refletir-lhe os avanços, as particularidades, as nuanças locais. Não é, nem de longe, uma entidade conservadora, nem poderia, pois publicidade e conservadorismo decididamente não combinam." Para ler mais, acesse: http://www.conar.org.br/html/quem/historia.htm O código que contém as "regras da publicidade brasileira" é bem grandinho e aborda inúmeras questões que geralmente causam polêmica em propagandas, como a utilização de crianças em determinados anúncios, por exemplo. Oliviero Toscani e Benetton Aproveitando a discussão sobre o que se deve e o que não se deve fazer em publicidade, a prof. nos mostrou alguns anúncios criados pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani para a marca de roupas Benetton. São anúncios polêmicos, que deram muito o que falar na época que foram divulgados, e despertam as mais diversas reações em consumidores e até mesmo nos próprios publicitários. Ele trabalhou nessa campanha durante quase vinte anos e criou inúmeras peças. Essas são algumas das que vimos em sala de aula: (Postei só anúncios que vimos em sala de aula, mas existem muitos outros. Quem tiver interesse, é só tacar lá no Google Imagens "benetton Toscani" que vem muito material.) Uns dizem que essa ousadia é necessária na publicidade, que o politicamente correto acaba levando as campanhas para mesmice. Outros se indignam com as fotos e não aceitam que esse tipo de material seja vinculado na mídia. Ainda não formei opinião a respeito, sabe?Acho que existem maneiras de ser polêmico, de dar uma agitada no mundo da publicidade, sem ofender nem chocar tanto. A meu ver, alguns desses anúncios podem associar a marca a algo negativo. Mas, como dizem, não há má publicidade... será?













