Plantas tóxicas: como identificá-las e que cuidados tomar em casas com crianças
Flores exuberantes e coloridas, belas folhagens... Cuidado: as aparências enganam. Por trás da delicadeza podem existir substâncias altamente tóxicas para humanos e animais – e, como as crianças são mais suscetíveis a reações alérgicas, preste muita atenção às plantas que você tem em casa.
Isso não significa que as crianças devam ser mantidas longe do verde e da natureza. Muito pelo contrário! Precisamos desse contato e, com ele, de informação. Conheça os nomes das plantas e pesquise sobre suas características antes de colocá-las em sua casa. Compartilhe seu conhecimento com as crianças e ensine a elas, desde cedo, a jamais ingerir ou levar à boca flores, folhas e outras partes de plantas ornamentais. No caso de bebês e crianças muito pequenas, tome sempre muito cuidado em parques e jardins.
No Brasil, existem dezenas de plantas potencialmente tóxicas, com efeitos que podem ir de irritações cutâneas a asfixia.
Conheça algumas das mais comuns e perigosas:
- De modo geral, precisamos tomar cuidado com toda planta que solte látex, uma seiva leitosa que pode causar reações nos olhos, nas mucosas e na pele. Em caso de contato, lave o local do corpo com água corrente e, se a inflamação persistir, procure um médico. Uma das plantas mais perigosas com essa característica é a avelós, um tipo de arbusto cuja seiva pode levar à cegueira.
- Espirradeira ou oleandro, uma planta ornamental comum em jardins, mas considerada uma das mais perigosas do mundo. Sua ingestão causa dores abdominais, taquicardia, vômitos, diarreia e pode levar à morte.
- Comigo-ninguém-pode, cujas folhas podem causar asfixia, problemas gástricos e distúrbios cardíacos em caso de ingestão.
- Flor-de-natal, poinsétia ou bico-de-papagaio, que também libera látex. Em contato com a pele, causa coceira e inchaço; se ingerida, produz náusea, vômito e dores abdominais.
- Outras plantas tóxicas: antúrio, alamanda, camará (ou lantana), mamona, copo-de-leite, coroa-de-cristo, saia-branca, tinhorão, aroeira, urtiga, cinamomo, pinhão-roxo, entre outras.
Tome cuidado também com plantas que tenham espinhos, pontas ou superfícies serrilhadas, que podem provocar lesões graves na pele e nos olhos.
Em casa, tente deixar as plantas em locais distantes dos alimentos e sempre no alto, impossibilitando o acesso de crianças e animais domésticos. O ideal é que haja uma superfície intermediária entre os vasos e o chão – uma pia ou bancada, por exemplo – para que folhas e flores não caiam diretamente sobre o piso e acabem ficando ao alcance dos pequenos.
Em caso de ingestão de plantas tóxicas, não dê líquidos para a criança nem tente provocar vômito – são atitudes que podem intensificar o efeito do veneno. Vá ao hospital imediatamente e leve parte da planta junto com você; assim, a equipe médica poderá identificar o potencial de intoxicação e qual o melhor tratamento.
Se houver dúvidas, também é possível ligar para o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), serviço de orientação da Fiocruz que funciona 24 horas: 0800 722 6001.
Por fim, alguns links para quem quiser saber mais sobre o assunto:
Plantas venenosas: os perigos e o que fazer em caso de intoxicação - Programa Bem-Estar, da Rede Globo
Saiba quais são as plantas venenosas que podem estar no seu jardim -Revista Pais & Filhos
Texto exclusivo - Equipe Sense Nanny