Doutor, um palpite à minha coluna? Onde vende uma cor alegre para minha gaiola Os postais deste tempo estão de folga? O cheiro deste milênio é sangue encardido Tudo é sobre guerra Até mesmo o sexo Até mesmo a busca pelo poder Até mesmo a violência naftalina Diga-me que sou belo Como um Adônis talhado por Hefesto Diga que sou o mistério canonizado Nos olhos mortíferos de São Sebastião Paraíso fiscal, corpo astral Atraso e embate clássico Bem material e benfeitoria espiritual Digladiando por corpos, mentes e devoções Magia bruta Ordem das rosas Lâmina enferrujada na alquimia O simbolismo vadio de espelhos reciclados Movimento e manifesto Espiritualidade de cortinas rasas e frias Abrigos em páginas marcadas Amores em castelos de cartas Esotérica-loteria Escolhendo assombro Por um viés dadaísta Evoé caos ordenado Doutor e assistentes, despeço-me Entretanto, o apego não desprende-se Este corpo me dado era um condição paliativa Anti-horária à anti-medicina...
Sobre os Mistérios de Asclépio, Pierrot Ruivo













