Me enteré que van a hacer una nueva adaptación de ONE DAY de #davidnicholls la que ya existe la protagoniza #annehathaway y aunque me parece un golpe bajo de la trama la última vez que la vi lloré como maricona de barrio. ••• #romancemovies #dramamovies #bookadaptations https://www.instagram.com/p/ClhRyCVrhMV/?igshid=NGJjMDIxMWI=
15 de julho de 1988. Emma e Dexter passam uma noite juntos e daí em diante se constrói uma relação única. Todos pensam que seriam o casal perfeito, mas não é assim tão simples: Ao longo dos anos eles seguem caminhos opostos, vez ou outra com algumas discussões, mas sempre se apoiando. Entre viagens, sonhos, namoros fracassados, empregos com glamour ou sem nenhum futuro, os dois lutam para encontrar o próprio lugar no mundo, manter a complexa amizade e, ao mesmo tempo, afastar a sombra de romance que permeia essa relação, algo que se mostra tanto inevitável quanto impossível de finalmente se concretizar.
Não existia outra maneira para David Nicholls contar uma história que se passa ao longo de quase 20 anos que não fosse pulando de ano em ano, caso contrário seria monótono. É um exercício mental tão comum, muitos de nós fazemos o tempo todo: olhar pra trás e pensar "nossa, estávamos assim há um ano, como foi que viemos parar aqui?" ou "daqui há um ano, o que será disso tudo que estamos vivendo?". Alguns detalhes passam, curiosidades sobram, mas o autor consegue que o essencial sempre esteja lá.
É claro que a construção da narrativa é uma sacada genial, mas não é só isso que faz a história brilhar. Emma e Dexter, acompanhados de outros personagens orbitando ao seu redor, são personagens tão complexos e nos deixam tão confusos e preocupados que no final a gente torce menos por cada um, individualmente, e mais para que os dois estejam juntos de alguma forma, e logo. Nenhum dos dois é perfeito (apesar d'ele ter bem mais defeitos), mas o pobre do leitor, quebrando a cabeça para pensar no que cada situação vai reverberar, só quer que eles fiquem bem.
Para falar a verdade, não sou muito fã de romances, desde que eles transcendam. Por isso, em certos aspectos esse livro me lembra tanto outro favorito, A mulher do viajante no tempo (AQUI), provavelmente por acompanharmos em ambos o amadurecimento dos personagens ao longo não de alguns semestres de faculdade ou um verão qualquer, mas sim no decorrer de muitos anos, atravessando diversas fases da vida, diversos dramas comuns do cotidiano, das implicações da vida.
Não que eu condene nenhuma das seguintes coisas, pois uma comédia-romântica-clichê bem feita é sempre bem vinda, mas essas eu deixo mais para os filmes que para os livros. Nas minhas histórias de amor favoritas não existem vilões, disputas femininas/masculinas infantis, cenas desesperadas de corridas até o aeroporto, rodoviária ou coisa parecida. Os obstáculos são as próprias pessoas, com suas boas e más escolhas, as consequências disso, e aqueles infortúnios e dilemas aos quais ninguém está imune.
Além de tudo isso, é impossível não comparar também com o filme. Aliás, tenho a sensação de que o autor já escreveu pensando numa adaptação, inclusive se observamos como a estrutura do desfecho se manteve praticamente a mesma nos dois. E são poucas as vezes que levar um livro às telas resulta em algo positivo; entretanto, no papel de quem viu o filme primeiro e depois – e justamente por isso – leu, acredito que quase nada se perdeu. O próprio autor ter produzido o roteiro ajudou? Com toda certeza, mas mesmo assim... é normal exagerar numa coisa ou outra para gerar um clímax, porém não perder a essência dos personagens é algo divino!
Um dia é um daqueles livros que nos marcam para sempre, como uma épica história de amor deve ser. Sem dúvidas um dos maiores romances desse tempo. Talvez você não saia querendo um Dexter ou uma Emma na sua vida (no entanto, eu gostaria sim, um pouco, de SER ela), mas você imagina o quão mágico e maravilhoso seria se uma história como essa acontecesse na sua própria vida. Depois de ler, todo 15 de julho nunca mais será o mesmo.
Aaron: As pessoas te amam, Dex, de verdade. O problema é que elas te amam de uma forma irônica, meio sacana, uma espécie de mistura de ódio e amor. O que você precisa é de alguém que ame você sinceramente...
[…] Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade
O que vocês acham do David Nicholls? Já leram esse livro? O que acharam? Outra coisa, já perceberam que o David tem uma tara por bicicletas? Da até medo 🚲 #intrinseca #intrínsecos #umadortãodoce #davidnicholls #sweetsorrow #romance #livros #bookstagram #booklovers #booklover #englishliterature https://www.instagram.com/p/CCzAe5wjMO2/?igshid=4255royoajhw