Dear Niall,
Como vocês toparam e eu adoro inventar moda, cá está a primeira parte do especial inspirado em Para todos os garotos que já amei... Espero que gostem! Beijos ❤
Seus dedos passeavam pelos meus cabelos em um carinho lento; seu sorriso demonstrava que ele havia encontrado o amor da sua vida, mas quando eu me olho no espelho vejo a imagem de Rose e acordo em um sobressalto.
- (S/A), você precisa me ajudar com a redação antes que eu coloque fogo nos papeis.
- Estou indo, Cher! - Eu murmuro afundando a cabeça no travesseiro. - Apenas vou termina esse capítulo.
Pego o livro parcialmente fechado e quase choro ao ver que perdi a página que estava lendo.
- Querida, você precisa ler mais se quiser escrever como sua irmã. Não é assistindo filmes que você vai criar vocabulário. - Fecho os olhos já imaginando a cara de choro de Cher.
- Se você não quiser uma inundação na sala, essa é a hora. - Rose, minha irmã mais velha diz na porta do quarto.
Suspiro e fecho o livro, deixando o mesmo sobre a cama.
Calço os chinelinhos e arrasto os pés até chegar à área de estudo de Cher.
- Vamos, em que parte da redação você precisa de ajuda? – Pergunto puxando uma cadeira da cozinha para sentar próximo da menina de cabelos escorridos que me encara com os olhos cheios de lágrimas. – Ei, não dê atenção ao que o papai diz, às vezes ele só não sabe como ajudar.
- Eu sei que ele não faz por mal, mas ele podia segurar a língua de vez enquanto. – Ela murmura e eu desisto de repreendê-la por saber que já está chateada com ele.
- Bom, vamos ver o que você já escreveu. Sobre o que é o assunto mesmo? – Eu pergunto segurando uma folha de papel abarrotada de tópicos.
- Temos que contar como foram nossas férias. Ai, eu listei tudo que eu fiz nesses meses. – Ela aponta para a lista e dá de ombros.
- Nossa, que meses agitados. – Eu digo quando viro a folha do avesso e continuo vendo itens.
- Bom, compromisso é o que não me falta. – Eu a vejo erguer o queixo e acabo sorrindo.
- Certo. Bem, vamos começar.
As seguintes horas, passo ao lado de Cher que pacientemente ouve todas minhas ideias e anota aquelas que realmente gosta.
A iluminação natural que vinha da rua começou a sumir e as luzes da casa começaram a serem acessas; ao fundo, conseguíamos ouvi a voz de papai cantando baixinho enquanto preparava o jantar.
- Venham, está na mesa. – Vou com Cher até o banheiro onde lavamos as mãos e ainda voltamos a tempo de ver Felipe entrando na casa. Depois de abraçar Cher, beijar Rose, ele faz um aperto de mão estranho comigo e vai cumprimentar nosso pai.
Sentamos na mesa, um em frente ao outro, e ele tinha Rose ao seu lado, segurando sua mão e beijando seu rosto.
Papai coloca na mesa um potinho para cada um de nós com uma mistura bem estranha, mas comemos sem fazer muitos sons e Cher fazia algumas caretas.
- Essa comida está horrível! – Ela diz baixinho para mim.
- Preparada para começar a dirigir? – Ouço a voz de Felipe longe e levanto os olhos até ele.
- O quê? – Eu largo o garfo.
- Perguntei se já está pronta para começar a dirigir, já que Rose vai deixar o carro em casa. – Ele fala pausadamente como se eu tivesse algum problema.
- Não pensei sobre isso ainda. – Eu bebo um pouco de água e tento mudar o assunto. – Mas e o que vamos fazer para o almoço de ação de graças, eu sei que ainda falta bastante tempo, mas como Rose só vem para o feriado, acho que legal já ver as opções com ela...
- Sinto muito, (S/A), mas Rose só vem para o natal... – Eu fico estática quando ouço meu pai falar essas palavras.
- Bom, Rússia não é o lugar mais perto do mundo, por isso, vale mais a pena ela vir para o recesso de final de ano.
- Mas vamos ficar tanto tempo longe dela... – Olho para meu pai que está aparentemente tão chateado quanto eu.
- Eu sei querida, mas há coisas que realmente precisamos abrir mão... – Ele estende sua mão para segurar a minha.
- Imagino o quanto você está triste, (S/A), mas eu gostaria de dizer que comprei isso para nós. – Ele estende um papel bem dobradinho para Rose. – Vou ir visitar você no feriado de ação de graças.
- Você vai o que? – Ela pergunta em um tom esganiçado.
- É, eu pensei em ir visitar você para que não se sinta tão sozinha...
- Ah, entendo.
A partir desse momento, o jantar vira um silencio absoluto. Apenas o barulho do garfo raspando o restante do macarrão é ouvido na sala de jantar; eu estava triste e me sentindo culpada pela briga dos dois, mesmo sabendo que não tinha nenhuma relação comigo.
Mais tarde, quando eu estava tentando arrumar meu quarto, ouvia os berros de Rose com Felipe e a minha tristeza só fez questão de aumentar.
- É o fim, Felipe! Chega! Eu prometi que não o faria sofrer e é por isso que eu coloco um ponto final nessa relação.
Eu me assusto quando ouço a porta da frente bater com violência, mais ainda quando a vejo entrar no meu quarto e deitar na minha cama.
- Sinto muito por ter arruinado o jantar. – Eu murmuro.
- E eu sinto muito por me afastar demais.



















