Degrau.
Sentei naquele degrau hoje, contei as casas uma por uma até encontrar a nossa, não faz frio a um tempo mas sinto que estou congelando, você grita que tudo acabou mas eu dou risada.
Esse dinheiro todo não salvou nos dois, seus murros na parede não te salvaram, eu seguro sua mão enquanto o vizinho arrebenta nossa parede.
Nenhum deus vai mudar isso.
Você vê o estrago.
Vê os lençois bagunçados.
As conversas trancadas,os ataques de pânico que aqueles malditos comprimidos não curam.
Os copos sujos na pia que eu finjo não contar, quantas bocas pra acabar com um vinho ruim.
Você não vê a verdade, nem o céu desabando sob nossas cabeças.











