A artista desenha e pinta desde os 12 anos, quando iniciou o seu contato com as massas de cores, as quais privilegia até hoje em seu trabalho. Com elas entrou numa sucessiva busca por maneiras diferentes de torná-las importantes e harmoniosas entre si, sem ofuscar a forma. Desenvolveu várias técnicas de execução , inserindo e experimentando materiais diferenciados. O resultado disso é uma arte alegre, colorida e intensa. Saiba um pouco mais da artista nessa entrevista para a DemocrArt:
1. Como é o seu processo de criação ? Meu processo de criação é iniciado pela elaboração de um desenho. Quando nasce uma ideia desenho-a em um papel, mesmo que ainda embrionária, para aprisiona-la e desenvolvê-la. O próximo passo é passar esse desenho para uma tela com a ajuda de um computador, considerando as proporções e materiais envolvidos .A partir daí esse desenho vai sendo aprimorado, passando por processos de simulação e transformação, envolvendo pesquisas de cores e suas combinações, tipos de materiais a usar, visando sempre o equilíbrio das massas de cores ate chegar na elaboração completa da obra. Necessito sentir o amadurecimento da obra, e sua personalidade ir se delineando ate atingir sua plenitude. Nasce então, uma obra. 2. Como você define o seu estilo ? Vejo em meu estilo uma forma livre e simbólica de expressar fatos, momentos, pessoas ou situações. È difícil pra mim, rotular com poucas palavras. Depende da obra que quero fazer. Posso pintar um afresco da Toscana com muitos detalhes ou ir para um canvas com intensas massas de cores, sem formas ou mensagens definidas, mais gestual. Com certeza é um estilo bem contemporâneo, com maior tendência ao abstrato que figurativo, e muita intensidade e contrastes de cores, massas de cor e materiais. Gosto de fornecer diversas alternativas às pessoas. 3. Quais são as principais influências no seu trabalho ? A principio, na fase figurativa, onde pintava à óleo, Van Gogh, e suas paisagens. Depois de experimentar e introduzir novos materiais em meu trabalhos, migrei para o acrílico onde ai já me identificava mais com Pollock e sua liberdade de expressão emocional e psíquica. 4. Oque você tenta comunicar com sua linguagem, e o que você gostaria que seu trabalho despertasse nas pessoas. Gosto de questionar o meu “interlocutor”, estimular sua percepção, convidando-o a refletir sobre como represento fatos, pessoas, objetos sendo essa representatividade através do material que eu uso ou pela forma que a represento. Despertar novas formas de olhar é estimular novas visões o que acho muito interessante sempre. Acho que este é convite que sugiro... 5. Como você acha que a iniciativa de oferecer arte de maneira mais acessível se encaixa no mercado hoje ? Oportunamente.. Hoje temos um mercado absorvedor e eclético com muita oferta de produto e preço, e muita sede de consumo e mais receptivo à arte de maneira geral. Visando qualidade, torna-la mais acessível é sempre muito importante. Desmitificar a arte que aparentemente só esta em Museus, feita por artistas inatingíveis e trazê-la para o cotidiano das pessoas, é muito importante para a formação de novos conhecedores despertando suas criatividades e habilidades e por que não também toda uma cultura acumulativa da arte e como a mesma influenciou e acompanhou o mundo e seus processos. 6 . Qual a importância do giclee no mercado da arte atual ? O seu papel é de extrema importância, em vários aspectos, desde que, fundamentalmente seja um giclê de excelente qualidade, pois ele torna possível uma única obra ser compatível com ambientes variados, torna possível uma compra que poderia ser economicamente inviável e divulga mais o nome de um artista que dele se apropriar. 7. Fale um pouco sobre as suas obras que estão na Democrart. Acho que minhas obras são alegres e quentes, muitas, são próprias para decorar ambientes e a Democrart democratizou as mesmas espalhando-as em mais lares e escritórios. Fiquei muito satisfeita em ver minhas obras em vários ambientes com medidas proporcionais ampliadas e reduzidas trazendo alegria e conforto às pessoas., tornando uma simples obra em várias, o que eu não conseguiria com tanta fidelidade. O artista tem essa característica, de não conseguir fazer duas obras iguais ou idênticas, mas a Democrart esta ai para isso. Tornar possível a mais pessoas apreciar uma única obra a cada ambiente, sendo sempre única.