"Ninguém passa ileso pela vida."
- Depois de Você, Jojo Moyes
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"Ninguém passa ileso pela vida."
- Depois de Você, Jojo Moyes
Sobre perdas e espaços
Para todas aquelas que estiveram na sua vida e não tiveram a capacidade de te enxergar além do que você tem: eu sinto muito.
Sinto pela escuridão sem teu sorriso capaz de iluminar toda uma cidade. Sinto por andarem tão devagar na sua moto e não terem corrido pelos seus velozes planos.
Sinto pela pobreza, pois dinheiro nenhum vale mais que um domingo com sua familia.
Sinto pelo tédio, as grandes festas são incapazes de preencher o espaço que dividimos na sua cama.
Sinto pela carência, beijar muitas bocas não preenche tanto quanto um seu na testa.
Sinto pela insegurança que é andar por ai sem seu abraço de despedida.
Sinto por mim, que enxerguei tudo isso que você é e te deixei partir.
- Menezes
Era o fim dos nossos textos, nossas ligações, nossos sonhos. O fim do nosso amor... E nada doía mais que isso.
Depois de você.
Acertar todas as 15 perguntas de um quiz sobre você foi fácil enquanto eu ouvia o som da sua voz, mas eu não saberia lidar com 1 pergunta sequer sobre quem eu me tornei ouvindo o som da sua saudade.
- Menezes
Entre o teu riso e a minha ida
A vida passou a ser dívida no dia em que eu ri de você ali sentado naquela recepção. Mexeu com a cabeça, mexeu com o coração.
E começou de verdade naquela tarde de chuva em que eu fiquei pensando no porquê eu dividi o guarda-chuva com você.
Já não era manhã sem o bom dia, nem almoço sem a companhia, a tarde eram sempre as mesmas ligações pra ouvir a voz e fazer rir. Eu gosto do seu riso.
Os conselhos de alguém que jamais imaginaria ser o problema principal, ditava o que o coração deveria seguir, qual roupa vestir, a qual lugar ir.
Foi um mês de riso, e parece que tudo só despertou com aquele um dia de choro e aquela despedida pra dizer que ainda haviam coisas para acontecer.
As mensagens, madrugas, fotos, áudios, auto ajudas. E o beijo. Depois veio o metrô e outro beijo, a preocupação, o sábado da saudade, a madrugada de domingo da discussão, a segunda-feira da reconciliação, a semana sufocante, a distância, a chuva, o filme, a familia, seu quarto, sobre nós... E adeus.
Entre o dia em que ri de você, e todos os outros dias que chorei sem você.
É tanta dor em meu peito, são tantas decepções em meus dias. Deveria ter me acostumado com tua ausência, já que você nunca quis permanecer, de fato, ao meu lado. Não sei porquê ainda dói, estava claro que daríamos errado, mas quis apostar, pagar pra ver até onde isso nos levaria...É que não me canso de amar sabe? Muitos são os danos que meu pobre coração já enfrentou e as cicatrizes que nele existem, só me fazem recordar que mesmo pequeno, ele é forte. Desisti de você, passar a madrugada inteira imaginando teu cheiro, vivendo para que o nosso encontro acontecesse, então correria feito criança para os teus braços. Mas não deu amor, desistimos um do outro e de todos nossos projetos. Só não desisti de amar. Porquê mesmo machucado, meu coração é sempre capaz de amar outra vez.
É, lá se vai mais uma noite que não consigo dormir, pensando em você.
Depois de você.
Me encontrei no chão, sem forças, sem sonhos, sem esperança, sem você. E aqui, nesse frio, não via motivos para levantar, colocar o sorriso no rosto e seguir. Pois todo esse tempo, meu maior motivo para sorrir era a sua presença. Mas eu fui embora, cansada de tudo e principalmente desse tal de amor. Jurei a mim mesma, que depois de você, amor era só história de filme. Não nasci para viver um. Os dias foram passando e ainda doía, mas não me matava mais, ver suas fotos, suas postagens, doía, mas aquilo não dilacerava meu peito. Não, não te esqueci e talvez isso jamais aconteça. Mas preciso deixar o que passou, todas as mágoas e dores, preciso sorrir novamente, sem fingimento, apenas sorrir por coisas simples. O amor existe sim e a melhor maneira de encontrá-lo é viver o amor próprio.Ou talvez, viver o próprio amor...
Depois de você...