Beba meu nome entre os travesseiros Com o perdão azedo Por amenidades bélicas E condições neons ruivos O blefe como rotina A oratória ritual Lustrada por vós Por décadas passadas Isso mesmo, tanto eu como você As faces de um punhado de moedas Entregues a sorte de Caronte Filo público, com teores hegemônicos Sigo as linhas brancas tortas Do dito ditado eufórico Costurado entre os pares de olhos verdes Que tragavam-me assuntos mornos O primeiro beijo com gosto de ferrugem Solvido em sangue coagulado Diretamente da ferida recém aberta Encoberto por sobras de pele Provável anca vens de uns labirinto Puxada por fios vermelhos Para o temor de feras de calabouço A anca atenderia pelo nome de anjo Gabriel Formigas em teus dentes Baratas em teus vestidos Odor naftalina de besouro Misturada ao colorau desbotado Um pouco mais de caputs Em fraseio de arrestas Autentificando a primavera-outono Em cântico pop de casa cheia
O Colchão e a Confissão na Lista Das Dez Coisas Prediletas, Pierrot Ruivo

















