O palhaço perdera a máscara A maquiagem escorrera A lábia voltara-se contra si A árvore gracejo secara Eu sou os modos à mesa Esquecidos e reinterpretados Tudo bem, agora pouco importa Sou tão somente as sobras do banquete Ontem verti-me em náusea Anteontem vesti-me de buquê Amanhã serei-lhe a memória Anti pão e circo dentro do miolo do próprio pão Eu sou a língua do imperador emperrada Em portas e outras bocas tediosas Eu sou os três poderes na mente entreaberta As neuras, os neurônios e a eutanásia Eu interpreto o carregador de corações Que pode transmutar-se em mesa, Apoio aos braços e adequações da coluna Sirvo também como arara de suas peles Ele teme os versos desleixados E se entretém em desleixos manipulados Era abominável o discurso objeto-dejeto Enquanto isso, ele inventa pulsões fálicas Em suma, apresento-me em caputs Em notas de rodapé, leia o sumário Primavera, o romance floresce Outono e inverno, era apenas carnificina O sal e o sagrado O berço e o bélico A ferida e a saliva O estômago e os pares de bolsos
Vox Populli, Pierrot Ruivo








