Folha ao vento.
Deixei, ali mesmo, lírios brancos. Imaculados somente na queda agora com toda maestria aprenderam a beijar o chão. Quase piso, quase sem querer, quase sem aviso. E como faz o homem comum, quando não tem uma fortaleza no Ártico, ou Antártico, se gostar de pinguins? Mesmo assim ainda não mobiliaram um lugar onde posso me livrar de meus pensamentos. De um constante martelar. É como ser vizinho de uma constante reforma, martelos, poeira, atrasos, tempo, dinheiro, tudo sendo gasto. Resultado, nulo.
Parece desnecessário dizer que me sinto doente, mesmo completamente vivo, minha hipocondria esconde-se no submundo das invenções enfermas, à espera do cadeirante telepata que decifrará esse labirinto.É perfeito como espero que Cassandra decifre meu futuro e mesmo assim me entristeceria saber. A angústia da curiosidade com o sentimento pungente que sinto em minha volta quando tudo o que consigo pensar é: "Informação demais, informação demais, eu não queria saber disso, seria melhor não, melhor não, mas é melhor saber, melhor e não é melhor."
Loop infinito é um conceito que pode ajudar a explicar os ciclos de um humor instável, de uma caixa de nitrogênio que me torno à nitroglicerina que me tornam.
Me desculpe ouvinte em vermelho, mas se estou um tanto introspectivo hoje, ali em cima pra você só tem um sopro de ar, respire hoje, morra hoje. Assim como eu pensei.
















