O sorriso de Dante Em um por do sol funil A lágrima quente de Dante Não se sabe se é alegre ou desesperada As moedas são teus olhos Mais valiosos que toda a prata Conservados em um tom anil ingenuidade Nem mesmo o desleixo dos dentes apavora o barqueiro Rejeita o espírito e o barro Despreza a paz dolorosa E os caminhos dos Elísios Serve tão somente a Baco e seus caninos A lei e a madeira fora instinto As árvores e os homens, promessa Os utensílios, uma bênção O discernimento, a eterna maldição Se rio e sento a mesa contigo Mereço os céus e os júbilos da colheita Se assim, não o fizer Seriei objeto de escárnio, bruxo e demoníaco? Em tempos e templos O mal, vez ou outra Será aclamado e cultivado Como a redenção do filo cansaço Esteja pronta plateia Menina dos olhos tortos Reza por um deus floreio Destemido em frases moinho O refúgio do instinto Renegado pelo romance Quando as veias sangram E os globos oculares correm
A Casa que o Desuso Construiu, Pierrot Ruivo








