Em particular, haverá um tempo Para peculiares partituras Rimando-me à dois por três Haverá um tempo de esperar o maestro Prepara-te os olhos enganados Para encontrar Esfinges do que amas Dirão lhe dilemas e poemas Lixarão teu rosto ao próprio rigor do amor Na estrada encontrarás viúvas porcelanas Que lhe farão adjetivo e xale Lhe levarão como paparico decorativo Ao desfile das cinzas de cigarros Ao brinde de casamento, Um brinde de locomotiva O carvão deverás extasiar-te O ranger regente, uma discussão para os próximos vinte e cinco anos... Dialoga com o polígrafo Em tua defesa, o leão está solto O coliseu amorfo implora teu sangue Não é mais o manto do amante que lhe amou A mão mumificada lhe afaga Trazendo bênçãos e joias Coma-te do ventre de meu bem Ouvindo o que o dilúvio tem de tão espetacular Vice e versa Vício e verso Vala e valsa Herói e primogênito Eu tive confissões entre champanhes E autógrafos em guardanapos Engoli a ambos e cuspi um artista Anúbis estaria orgulhoso, contudo, fora meu braço antropofágico... Talhei cupins, capinei corvos Que teimavam em chover nos carpetes Esta veste não custa luto Pare lamentar-se sob a peça e areje-se ao deus sol...
A Balada Da Comunhão, Pierrot Ruivo












