A urgência de não sentir
Às vezes, eu queria um botão. Um botão sórdido, pequeno, antigo, como os de uma máquina de escrever em ruína. Um botão escondido atrás da nuca, talvez — pressionável com um suspiro. Que ao toque, dissolvesse a avalanche.Porque, sinceramente, tem dias em que estar viva é sentir demais. E eu já não sei se isso é dom ou maldição.Tudo me atravessa como se a pele tivesse sido arrancada, centímetro por…










