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(me) devolva-me
rasgue as minhas cartas e, não me procure mais. assim será melhor, meu bem.
te enderecei cartas com palavras vindas do peito quando acho que tu não entendia nem o que minha boca te pronunciava, mesmo quando achei que fosse o nosso fim. escondi nas entrelinhas o medo que eu tinha de forçar meus pés a acelerar o passo, enquanto te via correr sem medo nenhum. te falei de amor vezes demais até entender que o que significava pra mim não entrelaçava em ti.
“se a gente se perder, a gente sabe o quanto perde”
o retrato que eu te dei, se ainda tens, não sei. mas se tiver, devolva-me.
capturei teu rosto em todos os cômodos da casa, pintei teus olhos iluminados pelas brechas da janela do meu quarto, e agora parece que tudo virou um grande álbum de fotografia de todas as vezes que tu riu pra mim e tua risada ecoou por cada canto do meu lar.
desenhei na palma da minha mão nosso futuro, acreditando em qualquer cigana de esquina que estávamos destinados um ao outro. logo eu, que sempre disse que nunca acreditei em algo acima de nós, e logo você… que eu nem lembro mais.
“se a gente se perder, a gente sabe o quanto perde”
de todas as lembranças, os planos, a sessão das 22h que ficou pra depois e nunca mais, o vinho que nunca vai ser aberto, o que mais perdemos foi o que nem sabíamos que podíamos perder.
e se?
o que nem teve chance de ser, o que podia ter sido, o que nem demos chance de ser. o que nem tivemos escolha de ser, ou não.
mas… e se?
e se a despedida tivesse sido diferente, se eu tivesse usado outro calçado, se as nossas esquinas tivessem se cruzado, se tivéssemos dado as mãos, se tivéssemos pegado a estrada naquele dia, se fosse em uma outra vida?
o nosso “e se” teria sido?
não sabemos. nunca vamos saber.
será que eu estaria pronta para a resposta?
não sei. se a gente se perdesse, a gente saberia o que perdeu.
eu sei o que eu perdi.
– voarias
Devolva-me
Devolva-me nanoconto
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Rasgue as minhas cartas E não me procure mais Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho Porque assim eu viverei em paz Quero que sejas bem feliz Junto do seu novo rapaz
Rasgue as minhas cartas E não me procure mais
Assim será melhor meu bem O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas, se tiver
devolva-me
Rasgue as minhas cartas E não me procure mais Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz Junto do seu novo rapaz Rasgue as minhas cartas E não me procure mais Assim será melhor meu bem O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas se tiver devolva-me
Presença "oculta" do Compositor RENATO BARROS no programa "Altas Horas"
Presença “oculta” do Compositor RENATO BARROS no programa “Altas Horas”
Durante o programa Altas Horas em homenagem à Jovem Guarda, apresentado por Serginho Groisman em 13-07-2019, Fafá de Belém interpretou a música “Você Não Serve pra Mim”, de autoria de Renato Barros. Também o grupo vocal Golden Boys apresentou a canção “Eu não sabia que você existia”, também de autoria de Renato Barros em parceria com Toni Pinheiro.
Embora o nome do compositor RENATO BARROS não…
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Devolva-me
"Será que devo fazer isso?", me pergunto mais uma vez.
"Estou errada?", me pergunto frustrada.
"Por que me sinto tão mal?", abaixo a cabeça sentindo os olhos encherem de água.
Essas são as questões que se mantém presas em minha mente. Dias se passaram e cá estou eu sem saber ainda o que fazer. O que pensar. Como agir. Estou agindo certo? Estou agindo errado? A confusão em mim é tão perceptível.
Mas sempre quando começo a me questionar, a dor aparece para me lembrar mais uma vez porque tudo aconteceu. As lágrimas percorrem meu rosto, porque não sei como impedi-las. Me sinto fraca. Vulnerável. Sem preparação nenhuma para o que pode vir a seguir.
Mesmo com todos me levantando. Dizendo coisas maravilhosas sobre mim. Fazendo de tudo pra me manter erguida. Quando fico sozinha...tudo parece que desmorona.
Olho o celular novamente. O que me espera agora? A saudade e a falta que me faz? A insônia que não me deixa dormir há dias? As lágrimas que insistem em surgir quando deito em minha cama? As músicas que vem em minha mente para piorar o clima? A falta de apetite que me atormenta a semana inteira? Ou o enjoo que vem da boca do estômago me perturbar indicando que não estou bem?
"Será que eu realmente pertenço a esse lugar?", me pergunto antes de fechar os olhos e forçar o sono a vir.
Rasgue as minhas cartas e não me procure mais, assim vai ser melhor, meu bem. O retrato que eu te dei, se ainda tens não sei, mas se tiver, devolva-me. Deixe-me sozinha porque assim eu viverei em paz.