Mirei na Hilux, acertei na S10!
Seria essa a S-Lux?
18/08/2026
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Mirei na Hilux, acertei na S10!
Seria essa a S-Lux?
18/08/2026
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Vivendo em constante solidão, em meio ao caos, em plena escuridão. Quando? Me diga quando isso terá fim?
Desenferrujando a caderneta e esquentando a caneta!
Chevrolet Impala de 1959 BatWing
15/08/2026
Minha mãe
Minha mãe me batia.
Não muito.
Não sempre.
Na verdade essas agressões quase não me incomodavam, quase nem doíam. Me machucava muito mais quando batia nas coisas que eu amava.
Meu primeiro cachorro sempre foi a primeira vítima desses ataques. Ela batia nele porque ele latia muito, porque era cachorro demais pra ela suportar, sabe? Ela costumava dar umas chineladas nele e dizer que ele estava a deixando louca. Ele nunca a mordeu, nem sequer rosnou pra ela. Tampouco deixava de latir.
Essa noite pensei muito sobre isso. Sobre o quanto eu me encolhia para ser menos criança, não com medo de apanhar, mas com medo de estar deixando minha mãe louca. Ela nunca dava carinho para o cachorro. Alimentava, dava banho, remédio, educava da maneira que acredito ter aprendido a educar qualquer coisa que respirava. Era mais ou menos assim que fazia comigo.
Minha mãe não é uma má pessoa, nunca foi. Também não é a Madre Teresa de Calcutá. É minha mãe; coisas aconteceram com ela e respectivamente comigo depois.
Ela não me dava carinho e não dizia “eu te amo”, nem no meu aniversário. Percebi depois que a ansiedade do meu aniversário sempre foi pelo momento em que acordaria e minha mãe viria sem jeito me abraçar e pedir pra Deus me abençoar e coisa e tal, o mais próximo do “eu te amo”, que eu sempre tive.
Curiosamente minha mãe mudou depois que meu cachorro morreu. Não sobrava muita coisa para enlouquecê-la, eu acho. Alguns anos depois ela ganhou uma cadela, uma rottweiler, morreu ainda filhote, tinha tumor no cérebro e precisou ser sacrificada porque nas palavras do veterinário “ela pode ficar louca e morder vocês”. Vi minha mãe chorando por alguém pela primeira vez.
Numa tentativa de colocar algo dentro dela no lugar de novo, ela ganhou uma segunda cadela, com o mesmo nome da primeira. Acredito que foi uma tentativa de fazer as coisas diferentes e foi assim. Primeira vez que eu vi minha mãe amando alguma coisa.
Quando eu saí de casa minha mãe aprendeu a mandar “eu te amo” todas as noites.
Eu tenho essa teoria de que existem dois tipos de pessoas no mundo. As que só amam e não sabem nem porquê amam e as que aprendem a amar depois que algo acontece.
Minha mãe é do segundo tipo.
Tenho sentido falta de estar fora, do quarto, de mim.
Tenho procurado o sentimento que, em um passado não tão distante, me fazia sonhar com o impossível. Sempre voei alto, imaginei cenários e enredos completos para a mancha na parede, para a sombra no piso azul-escuro do quintal, sempre como uma verdade prevista, nunca como fantasia […] Mas eu cresci e, por muito tempo, tive a mania feia de dizer que tiraram de mim essa imaginação toda. Mas a verdade, dura e necessária, é que eu me destruí todas as vezes que me encolhi para caber no normal. Talvez seja verdade, eu estou presa em uma inércia infinita por saber que quem fui não volta e o que poderia ser me assusta.
Tenho pensado muito sobre sentir que não amadureci e, talvez, seja verdade.
A criança em mim, que escrevia cartas para quem eu queria um dia ser, passou a escrever textos sem sentido, sem revisão.
A adolescente em mim parou de escrever contos e passou a escrever dores do dia a dia, lágrimas que resistiam a cair e tempestades que me rasgaram por dentro.
A verdade em mim pensa e sente pela escrita e se perde em cada linha, por medo de nada ser real o bastante. A verdadeira eu revive traumas e se esquece de celebrar as boas memórias, porque todas elas se parecem com exagero. Agradecer parece exagero, enquanto a dor parece ser aceitável.
Eu não sabia como era boa a sensação de ter alguém, porque eu nunca conheci ninguém que me amasse o suficiente para decidir ficar, mesmo me conhecendo tão bem. Você chegou sem prometer nada, e fez mais do que eu esperava numa relação, você tem cuidado do meu coração, você me escolheu desde o primeiro momento em que a gente se encontrou. Eu não sabia como era viver uma vida a dois, mas você tem me feito viver coisas novas sempre, você tem me mostrado o lado divertido da vida, você tem me conquistado todos os dias, e eu não seria tão feliz se não fosse você, você é o amor que eu sempre pedi em oração.
Caah Oliveira 04/08/2026
A sensação de querer pertencer a algum lugar, ou alguém é insuportável. Parece que ficar sozinha é um tormento.