Limites.
Fomos ensinados desde cedo a ter, mas não compreendemos como usá-los.
Quando pedíamos a nossos pais um docinho antes do almoço “não pode”, ficávamos chateados e mal sabíamos que era para o nosso bem.
“Só mais um pouquinho de TV e depois eu durmo, mamãe”.
“Não”.
Escutamos tanto essa palavra e não compreendemos como usá-la.
“Não posso dormir com você todos os dias, não somos um casal” - Era isso que eu deveria ter dito.
Não vou para o almoço da sua família, estamos só ficando.
Não vou cancelar o rolê para ficar aqui com você.
Não posso, vou me atrasar para o trabalho.
Não quero viver dessa forma. Quero algo mais intenso, mais sério.
Não. Eu não vou aceitar essas migalhas de amor.
Não.
A gente cresceu ouvindo tanto essa palavra e não compreendemos como usá-la.
Achávamos tão ruim a sensação de ouvi-la, talvez, se falássemos sim as pessoas não teriam essa sensação ruim com a gente.
Mas os limites que aprendemos não sabemos usá-los.
Os limites. É algo ruim?
Limite-se.
Limite o outro.
Não.
Não posso.
Não quero.
Não vou.
Não aceito.
Não.














