Aula: Educação popular, história da doula e relações de trabalho.
O dia começou com aroma de luta e o sabor da educação popular, o professor nos conduziu a reflexão sobre os saberes tradicionais, a ancestralidade e outros tipos de saber que nos conduziram ao saber da doula. Um encontro que acalmou o coração de muitas alunas que não se sentiam contempladas somente pelo fazer segundo as evidências científicas. No meu caso, pensei sobre a experiência da mulher, sua intuição, seu autoconhecimento, seu instinto, a espiritualidade, de que forma essas vivências e dimensões se encontram no processo da maternidade. Há um saber que atravessa o corpo, que é individual e que nos diz sobre a existência. Como podemos integrá-lo em nossos processos de atuação e trocas com outras mulheres?
A dinâmica de relacionar o saber científico com o saber popular foi um exercício de perceber sobre a ciclicidade, as fases lunares, as ervas, o corpo, outras mensagens e outros sinais que são fundamentais para a doulagem.
Um encontro costurado com a presença de um ser de outra dimensão: Fadynha – a primeira doula do Brasil com suas palavras mansas e certeiras nos apontou a História da Doula e do movimento no Brasil- apresentando a presença da doula em diferentes momentos históricos, lugares e culturas. Seu pioneirismo é tão grande quanto sua simplicidade, a cada página da história um esforço para alinhar habilidades, fraternidade e coletividade em prol do direito das mulheres parirem de forma digna e saudável. Autonomia não é uma ideia ou utopia, mas uma busca dela enquanto pessoa e profissional e um legado que nos deixou pela estrada.
E em seguida, Morgana nos apontou sobre a diferença entre tutela e construção coletiva quando faz referência ao plano de parto. O plano deve ser feito pela gestante, a ideia é que ela construa a partir de informações e pesquisas, de forma autônoma e independente. Cabe a doula apresentar modelos, orientar a busca por informação para que desta forma a gestante consiga fazer suas escolhas de forma consciente e criteriosa.
Após a confecção do plano de parto ele poderá ser discutido, mas a ideia é que a mãe se envolva e seja protagonista desse exercício que diz respeito as decisões e escolhas em nome de sua saúde e da integridade da sua família.











