my wife's boyfriend. pipe otaño x fem! reader. (2)
fem!reader, felipe otaño x reader, smut
cw: nossa gente por onde começar vamos lá né primeiro que 18+ / um pouco de mommy kink mas só um pouquinho/ um pouco de angst mas é menos ainda / dirty talk / oral (fem! recebe) / meteção maluca
sinopse: seu marido esteban resolve contratar um acompanhante pra te fazer... companhia.
wn: segunda parte de três!!!! a primeira tá aqui ó recomendo ler antes de ler essa só pra entender o contexto e aumentar o slow burn (que nem é tão slow assim). nossa finalmente!!!! escrevi tudo de uma vez desculpem os erros
a primeira noite com pipe em casa foi extremamente tranquila. assim como a segunda e a terceira. quando anunciava que ia dormir, apesar do semblante levemente magoado do rapaz, se trocavam boas noites, cada um ia para o seu canto e prontíssimo. por sorte, não se sentiu pressionada e nem com vontade de experimentar o verdeiro motivo pelo qual o argentino estava em sua companhia - mesmo que a cada dia que passasse ele se tornasse cada vez mais atraente.
se as noites eram sem emoções, os dias eram completamente cheio delas.
levou pipe para fazer tudo que gostava: foram à praia, assistiram filmes comendo brigadeiro (legítimo brasileiro, tá, com leite moça e tudo), foram ao shopping, jantaram e almoçaram em cafés e restaurantes diferentes quase todos os dias. realmente, não foram as férias que queria (a falta do marido era constante e latente. pensava nele todo santo dia), mas foram as férias que merecia.
você e pipe se davam muito, muito bem: era como se ele fosse o melhor amigo homem que você nunca teve. tinha suas chatices sobre futebol (te levou para um ESTÁDIO, por exemplo, fato imperdoável - mas extremamente divertido), cozinhava muito mal mas topava toda e qualquer skin care que você sugeria.
conversaram sobre absolutamente tudo e nada no mundo. ficaram bêbados, chapados, sóbrios, chorões e felizes.
apesar de terem sido só cinco dias (ainda tinha mais vinte e cinco) já se sentia muito bem com aquele acordo todo. claro, quando ignorava a parte do sexo - que aliás, fazia muito bem e com maestria. pipe não se enxeria muito para seu lado, nem fazia qualquer tipo de menção, então tirando seu olhar que se perdia no abdômen sarado dele aqui e ali ou a leve marcação que via quando ele usava uma calça de moletom, tudo seguia na mais perfeita paz.
a verdade é que você estava convencida que esteban tinha sido o primeiro contratante do rapaz e você, a primeira cliente. ele ficava muito vermelho quando te encontrava de pijama. desviava o olhar quando via uma calcinha sua jogada pela casa e hesitava quando precisava te tocar para passar um protetor solar, por exemplo.
tadinho. como prostituto, pipe era um ótimo amigo.
finalmente, depois de mais um dia para cima e para baixo com felipe, já haviam trocado seus cordiais boa noites e você estava banhada, esparramada na cama e distraída no celular enquanto esperava o sono te tomar de vez. a chuva começava a engrossar lá fora e ouvia ao longe o leve ronco dos trovões. foi deslizando cada vez mais nos travesseiros e teve tempo só de colocar o telefone para longe antes de se entregar totalmente.
dormia pesado faziam horas quando a batida desesperada na porta te arrancou com tudo dos lençóis. ergueu-se de uma vez, checando o horário no reloginho vintage da mesa de cabeceira.
três da manhã.
o corpo grogue se arrastou confuso, em um estado de quase sonambulismo, até a porta e o barulho insuportável das batidas. fortes, urgentes. quando abriu, pipe com o olhar desesperado. sem camisa. uma samba-canção claramente velha com o elástico lutando para permanecer na cintura bem marcada do mais novo.
"pipe?"
"desculpe. nossa, me desculpa mesmo. é que..." um trovão se fez soar, dessa vez, bem perto de vocês. pipe soltou um grito desesperado e encolheu o corpo.
"você tem medo de trovões? ai, tadinho!" não se conteve. que tipo de acompanhante era aquele? parecia um gatinho assustado! deixou que ele entrasse no quarto.
"que vergonha. sério. é que eu morro de medo de trovões. não consigo dormir sozinho de jeito nenhum. você..." ele olhava para baixo, os olhos azuis quase enevoados. eram lágrimas nos cantinhos dos olhos? meu deus, que adorável! "você se incomodaria se eu dormisse com você essa noite?" pipe estava tão vermelho que podia facilmente estar queimando de febre.
"claro, pipe! que bobagem. é um medo super comum, sabia?" você caminhou até a cama grande e confortável, retomando seu lugar, se enrolando nas cobertas. quando viu que pipe ainda estava imóvel na porta, deu algumas batidinhas no colchão para chamá-lo.
o argentino veio se arrastando com cuidado, subindo na cama e deitando ao seu lado. depois que se cobriu com a mesma coberta e encaixou-se no travesseiro, te olhou com os olhos extremamente suplicantes. "você... você me protege?" ele mordeu o lábio, franzindo as sobrancelhas grossas.
seu coração perdeu uma batida. a frase foi diretamente para sua buceta. engoliu seco, nervosa. "claro, bobão."
"então não vai se incomodar se eu chegar mais pertinho, né?" o rostinho do rapaz continuava tão angustiado que você não teve como negar. levantou o edredom para que ele pudesse se aproximar mais.
sentia-se muito mal. pipe naquele estado de fragilidade e você pensando besteira. quando ele se aproximou e deixou a cabeça sobre seu peito, a boca a milímetros do mamilo, teve que segurar firme a respiração.
sua buceta latejava. que tipo de amiga era você? com muito esforço, envolveu os ombros do rapaz com o braço, deixando que ele se aninhasse com mais conforto.
"muito obrigada por cuidar de mim tão bem, cariño."
epa.
cariño?
não.
aquele apelido quem te chamava era esteban. e especificamente quando estavam transando e você pedia que ele fosse mais manhoso.
tudo clicou de uma vez.
e fez mais sentido ainda quando um trovão ainda mais alto chacoalhou a casa e pipe continuou deitado no seu peito, abrindo e fechando a boca como se bocejasse. tranquilo.
pipe estava sendo brifado pelo seu marido.
de repente, tudo vez sentido: não é que pipe fosse um acompanhante iniciante. na verdade, ele era extremamente bom no que fazia. esteban provavelmente havia comentado algo sobre você sentir tesão quando ele assumia uma posição mais submissa. e ali estava pipe, que vez por outra parecia um menino. não é que ele parecia, é que ele propositalmente se fazia parecer para te dar tesão.
"olha, não sei o que o esteban te disse. mas eu não tenho nenhum interesse nisso. vou te pedir pra você voltar pro seu quarto agora." estava muito magoada e deixou que isso transparecesse. tirou a mão que abraçava o rapaz com alguma violência.
pipe se afastou com um suspiro cansado.
"ai, nena. não faz isso. estávamos indo tão bem. o esteban só me deu uma dica e eu resolvi aplicar, ué. tava dando certo!" ele levantou o torso, mas permaneceu na cama. sentou de pernas cruzadas na sua frente, o olhar suplicante. "você sabe pra que que eu estou aqui."
a frase foi um tapa. você se contraiu, levando o edredom ao corpo para se esconder. se sentia exposta, nua, mesmo que estivesse vestida. "sei, sim. mas pensei que a gente tava virando amigo, sabe?" essa era a merda da história toda. não é que você se esquecia que felipe era um homem pago pelo seu marido pra te fazer companhia, é que você pensou que, já que não estavam transando, pelo menos estava fazendo um novo amigo.
"mas somos amigos, nena. você é incrível e tudo que vivemos juntos esses dias foi real. pelo menos pra mim. poxa, eu contei um monte de coisa sobre a minha vida pra você." pipe parecia constrangido, coçando um ponto imaginário no bíceps trabalhado. de fato, ele tinha comentado muito sobre sua infância e adolescência. e exposto coisas que pareciam muito pessoais.
"e eram verdade?" respondeu com escárnio, embora começasse a baixar a guarda.
"você acha que eu ia inventar aquela história sobre eu ter vomitado segundos depois de beijar minha paixonite do colégio? agora você quem me ofende!" felipe abriu aquele sorriso brincalhão que você tanto gostava. ele percebeu sua abertura e se arrastou com cuidado para mais perto de você, estendendo a mão no ar. apesar de não o acompanhar no sorriso, deu o braço a torcer e segurou. "o enzo bateu a foto do casamento de vocês, certo?"
concordou levemente com a cabeça. tinham ficado um espetáculo digno de museu. na época vocês não tinham dinheiro o suficiente e o pagamento foi quase simbólico.
"bom, é a mesma coisa. o enzo bate foto. e eu fodo." ele apertou sua mão com um pouco mais de força, os olhos antes tão brilhantes ficando quase escuros de tesão. a atmosfera do quarto mudou completamente. "e nena..." com cuidado, colocou sua palma sobre o tecido da cueca. ele estava muito duro. "eu tô com uma puta vontade de te comer faz dias."
bom, não é como se você tivesse muita escolha, certo? também estava com vontade de dar faziam dias. se tocou várias vezes durante aquele período, pensando no marido, pensando em pipe, pensando em pipe e no marido ao mesmo tempo. era melhor parar a hipocrisia e se abrir (literalmente) para o que podia ser uma boa experiência. e não é como se precisassem fazer aquilo de novo.
suspirou, de olhos fechados, baixando o queixo para o peito. tomou coragem. encarou pipe nos olhos. "quer me foder, pipe? pois quero ser comida. mas eu quero que me coma como um prostituto." e para deixar claro sua posição, abriu a mão e espalmou o pau de pipe com cuidado, friccionando o tecido da cueca.
"seu pedido é uma ordem, senhora kukuriczka" o argentino riu, pinando levemente na sua mão. antes que você tivesse tempo de reagir, ele içou o corpo sobre o seu, te fazendo deitar na cama e abrindo suas pernas com as próprias canelas.
tomou seus lábios em um beijo, invandindo sua boca com a língua sem pedir permissão. era urgente, selvagem, bruto. você se deixou ser tomada. era muito esquisito beijar um homem que não fosse o marido e teriam demorado um pouquinho mais para encaixar se pipe não fosse tão habilidoso com a língua.
depois de uma mordida particularmente cruel no lábio inferior, ele começou a trilhar um caminho de beijos pelo seu pescoço, deixando chupões leves. arranhava a pele com o dente, passava a língua em todas as curvinhas que você nem sabia que te davam tanto prazer.
você arfafa, gemendo baixinho enquanto as pernas se contorciam sozinhas. com a mão firme, ele segurou sua cintura na cama.
"se você soubesse o quanto que eu queria isso, tinha me dado a porra da buceta no primeiro dia. que cu doce da porra." felipe vociferou, tão diferente da voz gentil do dia a dia, colocando as mãos grandes por dentro da sua blusa e levantando o tecido até os seios. "puta merda. se você não tivesse feito uma ceninha, eu tinha te mamado tão gostoso." como que para ilustrar, ele desceu a cabeça e encaixou a boca no seu mamilo direito. sugava sem o menor cuidado, com violência mesmo. você gritou, a estimulação sendo demais para o pontinho que já estava tão sensível.
mas antes que pudesse se acostumar com a sensação, pipe desceu a boca para sua barriga, beijando com cuidado até a barra do seu short. com maestria, mordeu o elástico e arrastou o tecido e a calcinha para o meio de suas coxas, expondo sua buceta.
o ar frio na área já tão maltratada foi um estímulo a mais. quis fechar as pernas, mas as mãos hábeis do rapaz chegaram primeiro, afastando bem suas coxas.
não teve tempo de dizer nada.
pipe começou com calma. deu beijinhos de borboleta na área interna da sua perna, passando a pontinha do nariz até chegar bem perto da sua entradinha. você tremia de excitação. finalmente, sentindo que já tinha te provocado o suficiente, ele beijou sua buceta como quem beija uma boca. enfiou o rosto sem cuidado, a face toda melada pelo seu prazer que já lambuzava tudo.
ainda bem que lavaria os lençóis na manhã seguinte.
concentrou as linguadas em toda extesão da sua buceta, subindo e descendo com calma, tocando no clítoris com o nariz ou os lábios distraídos. te penetrou algumas vezes com a língua.
ele parecia estar tendo um momento tão dele que a você coube apenas abrir mais e mais as pernas para acomodá-lo melhor.
"'tá gostoso, nena?"
"s-sim!" você não conseguia falar nada. era demais. ele te linguava com uma violência, com uma urgência - como se sua buceta fosse o próprio ar que ele respirava. estava completamente desfeita em tesão. burra. sem saber como falar.
"então geme, porra. geme pra eu saber que 'tá bom."
e você gemeu. gemeu até sentir as paredes se contraírem. não conseguiu nem avisar que ia gozar, o prazer te tomou de repente com um gemido quase grito que escapou dos seus lábios.
deitou novamente, arfando agora de cansaço. seu coração batia tão acelerado que ficou com medo de ele sair do peito. mas ainda não era suficiente para pipe.
ele se levantou, te beijou com a boca melada. se afastou brevemente para pegar alguma coisa encaixada na parte de trás da cueca que surpreendentemente ainda estava usando. você não reconheceu de primeira e de verdade? também não quis reconhecer. fechou os olhos, se concentrando na própria respiração, tentando voltar ao planeta terra.
foi tirada dos devaneios quando sentiu o pau encapado de pipe se encaixando na sua entradinha. era uma camisinha! que bom que ele era responsável mas ele estava muito enganado se achava que ia te foder contigo naquele estado.
"pipe, calma!" tentou alertá-lo, não estava em nenhuma condição de qualquer coisa naquele momento. sua buceta estava extremamente sensível do orgasmo tão forte que teve. ele que esperasse ao menos você recuperar o fôlego.
"calma é o caralho, nena." e riu, enfiando o pau com tudo.
ele era bem mais grosso que esteban, mas, por sorte, menor.
apesar da marra, esperou com paciência seu corpo se ajustar ao redor dele. as investidas começaram devagar, movendo o mínimo possível, criando espaço aos pouquinhos.
mas você estava muito molhada. em poucos segundos, ele deslizava para dentro e para fora com alguma facilidade. e você, já estava morrendo de tesão de novo. o rosto dele estava relaxado, os olhos fechados, a boca levemente aberta enquanto ele parecia sentir cada centímetro de pele dentro de você.
aos poucos, foi perdendo o ritmo. sentia o pau dele contrair de leve dentro de você. algo te dizia que ele estava próximo.
"diz que eu sou melhor que o corno do seu marido."
você foi pega de surpresa. balbuciou alguma coisa mas não conseguiu completar a frase.
"diz. que eu. sou melhor. que o corno. do seu. marido." cada pausa uma estocada mais forte.
"você é melhor que o corno do meu marido!" gritou, forçando a voz para ficar o mais manhosa possível.
era o que pipe precisava. com mais uma estocada violenta, ele gozou. o corpo desabou em cima de você, a respiração mais descompensada que a sua. ficou só alguns segundos assim antes de se levantar rapidamente.
bom, fazia sentido, né. tem uns que nem beijam na boca... então normal que ele não quisesse fazer um after care. ficou triste, mas não se deixou levar pela emoção. tinha tido um dos melhores orgasmos da sua vida e...
pipe voltou do banheiro com uma toalha molhada. abriu suas pernas e passou com delicadeza na sua área tão mal tratada, deixando um beijinho nos seus joelhos.
"posso dormir contigo hoje?"
não teve como negar.
"claro."


















