oi, gente bonita! sou a xexy (+18/ela/dela) e assim como muitas de nós estou doente pelo cast da sociedade da neve.
vi muitas hermanas escrevendo em espanhol (e muitas gringas em ingles) e como sei que esse fandom também está presente no brasil, resolvi deixar meus dois centavos por aqui.
meus pedidos estão semi-abertos! podem mandar que eu demoro mas vou responder <3
sou terrível em formatar as coisas do jeito bonitinho que vocês fazem, mas o carinho está aqui. haahah
Oi diva!!!! Fico muito feliz que voltou, quando entrei no tumblr você já era desaparecida, mas sua escrita me encantou e me inpirou a escrever, que bom que voltou!!!!!!
meu icone <3 eu fico feliz demais lendo isso eu jurooooo
fico chega timida
mas muito feliz que agora vamos interagir pois estou de volta <3
my wife's boyfriend. pipe otaño x fem! reader. (2)
fem!reader, felipe otaño x reader, smut
cw: nossa gente por onde começar vamos lá né primeiro que 18+ / um pouco de mommy kink mas só um pouquinho/ um pouco de angst mas é menos ainda / dirty talk / oral (fem! recebe) / meteção maluca
sinopse: seu marido esteban resolve contratar um acompanhante pra te fazer... companhia.
wn: segunda parte de três!!!! a primeira tá aqui ó recomendo ler antes de ler essa só pra entender o contexto e aumentar o slow burn (que nem é tão slow assim). nossa finalmente!!!! escrevi tudo de uma vez desculpem os erros
a primeira noite com pipe em casa foi extremamente tranquila. assim como a segunda e a terceira. quando anunciava que ia dormir, apesar do semblante levemente magoado do rapaz, se trocavam boas noites, cada um ia para o seu canto e prontíssimo. por sorte, não se sentiu pressionada e nem com vontade de experimentar o verdeiro motivo pelo qual o argentino estava em sua companhia - mesmo que a cada dia que passasse ele se tornasse cada vez mais atraente.
se as noites eram sem emoções, os dias eram completamente cheio delas.
levou pipe para fazer tudo que gostava: foram à praia, assistiram filmes comendo brigadeiro (legítimo brasileiro, tá, com leite moça e tudo), foram ao shopping, jantaram e almoçaram em cafés e restaurantes diferentes quase todos os dias. realmente, não foram as férias que queria (a falta do marido era constante e latente. pensava nele todo santo dia), mas foram as férias que merecia.
você e pipe se davam muito, muito bem: era como se ele fosse o melhor amigo homem que você nunca teve. tinha suas chatices sobre futebol (te levou para um ESTÁDIO, por exemplo, fato imperdoável - mas extremamente divertido), cozinhava muito mal mas topava toda e qualquer skin care que você sugeria.
conversaram sobre absolutamente tudo e nada no mundo. ficaram bêbados, chapados, sóbrios, chorões e felizes.
apesar de terem sido só cinco dias (ainda tinha mais vinte e cinco) já se sentia muito bem com aquele acordo todo. claro, quando ignorava a parte do sexo - que aliás, fazia muito bem e com maestria. pipe não se enxeria muito para seu lado, nem fazia qualquer tipo de menção, então tirando seu olhar que se perdia no abdômen sarado dele aqui e ali ou a leve marcação que via quando ele usava uma calça de moletom, tudo seguia na mais perfeita paz.
a verdade é que você estava convencida que esteban tinha sido o primeiro contratante do rapaz e você, a primeira cliente. ele ficava muito vermelho quando te encontrava de pijama. desviava o olhar quando via uma calcinha sua jogada pela casa e hesitava quando precisava te tocar para passar um protetor solar, por exemplo.
tadinho. como prostituto, pipe era um ótimo amigo.
finalmente, depois de mais um dia para cima e para baixo com felipe, já haviam trocado seus cordiais boa noites e você estava banhada, esparramada na cama e distraída no celular enquanto esperava o sono te tomar de vez. a chuva começava a engrossar lá fora e ouvia ao longe o leve ronco dos trovões. foi deslizando cada vez mais nos travesseiros e teve tempo só de colocar o telefone para longe antes de se entregar totalmente.
dormia pesado faziam horas quando a batida desesperada na porta te arrancou com tudo dos lençóis. ergueu-se de uma vez, checando o horário no reloginho vintage da mesa de cabeceira.
três da manhã.
o corpo grogue se arrastou confuso, em um estado de quase sonambulismo, até a porta e o barulho insuportável das batidas. fortes, urgentes. quando abriu, pipe com o olhar desesperado. sem camisa. uma samba-canção claramente velha com o elástico lutando para permanecer na cintura bem marcada do mais novo.
"pipe?"
"desculpe. nossa, me desculpa mesmo. é que..." um trovão se fez soar, dessa vez, bem perto de vocês. pipe soltou um grito desesperado e encolheu o corpo.
"você tem medo de trovões? ai, tadinho!" não se conteve. que tipo de acompanhante era aquele? parecia um gatinho assustado! deixou que ele entrasse no quarto.
"que vergonha. sério. é que eu morro de medo de trovões. não consigo dormir sozinho de jeito nenhum. você..." ele olhava para baixo, os olhos azuis quase enevoados. eram lágrimas nos cantinhos dos olhos? meu deus, que adorável! "você se incomodaria se eu dormisse com você essa noite?" pipe estava tão vermelho que podia facilmente estar queimando de febre.
"claro, pipe! que bobagem. é um medo super comum, sabia?" você caminhou até a cama grande e confortável, retomando seu lugar, se enrolando nas cobertas. quando viu que pipe ainda estava imóvel na porta, deu algumas batidinhas no colchão para chamá-lo.
o argentino veio se arrastando com cuidado, subindo na cama e deitando ao seu lado. depois que se cobriu com a mesma coberta e encaixou-se no travesseiro, te olhou com os olhos extremamente suplicantes. "você... você me protege?" ele mordeu o lábio, franzindo as sobrancelhas grossas.
seu coração perdeu uma batida. a frase foi diretamente para sua buceta. engoliu seco, nervosa. "claro, bobão."
"então não vai se incomodar se eu chegar mais pertinho, né?" o rostinho do rapaz continuava tão angustiado que você não teve como negar. levantou o edredom para que ele pudesse se aproximar mais.
sentia-se muito mal. pipe naquele estado de fragilidade e você pensando besteira. quando ele se aproximou e deixou a cabeça sobre seu peito, a boca a milímetros do mamilo, teve que segurar firme a respiração.
sua buceta latejava. que tipo de amiga era você? com muito esforço, envolveu os ombros do rapaz com o braço, deixando que ele se aninhasse com mais conforto.
"muito obrigada por cuidar de mim tão bem, cariño."
epa.
cariño?
não.
aquele apelido quem te chamava era esteban. e especificamente quando estavam transando e você pedia que ele fosse mais manhoso.
tudo clicou de uma vez.
e fez mais sentido ainda quando um trovão ainda mais alto chacoalhou a casa e pipe continuou deitado no seu peito, abrindo e fechando a boca como se bocejasse. tranquilo.
pipe estava sendo brifado pelo seu marido.
de repente, tudo vez sentido: não é que pipe fosse um acompanhante iniciante. na verdade, ele era extremamente bom no que fazia. esteban provavelmente havia comentado algo sobre você sentir tesão quando ele assumia uma posição mais submissa. e ali estava pipe, que vez por outra parecia um menino. não é que ele parecia, é que ele propositalmente se fazia parecer para te dar tesão.
"olha, não sei o que o esteban te disse. mas eu não tenho nenhum interesse nisso. vou te pedir pra você voltar pro seu quarto agora." estava muito magoada e deixou que isso transparecesse. tirou a mão que abraçava o rapaz com alguma violência.
pipe se afastou com um suspiro cansado.
"ai, nena. não faz isso. estávamos indo tão bem. o esteban só me deu uma dica e eu resolvi aplicar, ué. tava dando certo!" ele levantou o torso, mas permaneceu na cama. sentou de pernas cruzadas na sua frente, o olhar suplicante. "você sabe pra que que eu estou aqui."
a frase foi um tapa. você se contraiu, levando o edredom ao corpo para se esconder. se sentia exposta, nua, mesmo que estivesse vestida. "sei, sim. mas pensei que a gente tava virando amigo, sabe?" essa era a merda da história toda. não é que você se esquecia que felipe era um homem pago pelo seu marido pra te fazer companhia, é que você pensou que, já que não estavam transando, pelo menos estava fazendo um novo amigo.
"mas somos amigos, nena. você é incrível e tudo que vivemos juntos esses dias foi real. pelo menos pra mim. poxa, eu contei um monte de coisa sobre a minha vida pra você." pipe parecia constrangido, coçando um ponto imaginário no bíceps trabalhado. de fato, ele tinha comentado muito sobre sua infância e adolescência. e exposto coisas que pareciam muito pessoais.
"e eram verdade?" respondeu com escárnio, embora começasse a baixar a guarda.
"você acha que eu ia inventar aquela história sobre eu ter vomitado segundos depois de beijar minha paixonite do colégio? agora você quem me ofende!" felipe abriu aquele sorriso brincalhão que você tanto gostava. ele percebeu sua abertura e se arrastou com cuidado para mais perto de você, estendendo a mão no ar. apesar de não o acompanhar no sorriso, deu o braço a torcer e segurou. "o enzo bateu a foto do casamento de vocês, certo?"
concordou levemente com a cabeça. tinham ficado um espetáculo digno de museu. na época vocês não tinham dinheiro o suficiente e o pagamento foi quase simbólico.
"bom, é a mesma coisa. o enzo bate foto. e eu fodo." ele apertou sua mão com um pouco mais de força, os olhos antes tão brilhantes ficando quase escuros de tesão. a atmosfera do quarto mudou completamente. "e nena..." com cuidado, colocou sua palma sobre o tecido da cueca. ele estava muito duro. "eu tô com uma puta vontade de te comer faz dias."
bom, não é como se você tivesse muita escolha, certo? também estava com vontade de dar faziam dias. se tocou várias vezes durante aquele período, pensando no marido, pensando em pipe, pensando em pipe e no marido ao mesmo tempo. era melhor parar a hipocrisia e se abrir (literalmente) para o que podia ser uma boa experiência. e não é como se precisassem fazer aquilo de novo.
suspirou, de olhos fechados, baixando o queixo para o peito. tomou coragem. encarou pipe nos olhos. "quer me foder, pipe? pois quero ser comida. mas eu quero que me coma como um prostituto." e para deixar claro sua posição, abriu a mão e espalmou o pau de pipe com cuidado, friccionando o tecido da cueca.
"seu pedido é uma ordem, senhora kukuriczka" o argentino riu, pinando levemente na sua mão. antes que você tivesse tempo de reagir, ele içou o corpo sobre o seu, te fazendo deitar na cama e abrindo suas pernas com as próprias canelas.
tomou seus lábios em um beijo, invandindo sua boca com a língua sem pedir permissão. era urgente, selvagem, bruto. você se deixou ser tomada. era muito esquisito beijar um homem que não fosse o marido e teriam demorado um pouquinho mais para encaixar se pipe não fosse tão habilidoso com a língua.
depois de uma mordida particularmente cruel no lábio inferior, ele começou a trilhar um caminho de beijos pelo seu pescoço, deixando chupões leves. arranhava a pele com o dente, passava a língua em todas as curvinhas que você nem sabia que te davam tanto prazer.
você arfafa, gemendo baixinho enquanto as pernas se contorciam sozinhas. com a mão firme, ele segurou sua cintura na cama.
"se você soubesse o quanto que eu queria isso, tinha me dado a porra da buceta no primeiro dia. que cu doce da porra." felipe vociferou, tão diferente da voz gentil do dia a dia, colocando as mãos grandes por dentro da sua blusa e levantando o tecido até os seios. "puta merda. se você não tivesse feito uma ceninha, eu tinha te mamado tão gostoso." como que para ilustrar, ele desceu a cabeça e encaixou a boca no seu mamilo direito. sugava sem o menor cuidado, com violência mesmo. você gritou, a estimulação sendo demais para o pontinho que já estava tão sensível.
mas antes que pudesse se acostumar com a sensação, pipe desceu a boca para sua barriga, beijando com cuidado até a barra do seu short. com maestria, mordeu o elástico e arrastou o tecido e a calcinha para o meio de suas coxas, expondo sua buceta.
o ar frio na área já tão maltratada foi um estímulo a mais. quis fechar as pernas, mas as mãos hábeis do rapaz chegaram primeiro, afastando bem suas coxas.
não teve tempo de dizer nada.
pipe começou com calma. deu beijinhos de borboleta na área interna da sua perna, passando a pontinha do nariz até chegar bem perto da sua entradinha. você tremia de excitação. finalmente, sentindo que já tinha te provocado o suficiente, ele beijou sua buceta como quem beija uma boca. enfiou o rosto sem cuidado, a face toda melada pelo seu prazer que já lambuzava tudo.
ainda bem que lavaria os lençóis na manhã seguinte.
concentrou as linguadas em toda extesão da sua buceta, subindo e descendo com calma, tocando no clítoris com o nariz ou os lábios distraídos. te penetrou algumas vezes com a língua.
ele parecia estar tendo um momento tão dele que a você coube apenas abrir mais e mais as pernas para acomodá-lo melhor.
"'tá gostoso, nena?"
"s-sim!" você não conseguia falar nada. era demais. ele te linguava com uma violência, com uma urgência - como se sua buceta fosse o próprio ar que ele respirava. estava completamente desfeita em tesão. burra. sem saber como falar.
"então geme, porra. geme pra eu saber que 'tá bom."
e você gemeu. gemeu até sentir as paredes se contraírem. não conseguiu nem avisar que ia gozar, o prazer te tomou de repente com um gemido quase grito que escapou dos seus lábios.
deitou novamente, arfando agora de cansaço. seu coração batia tão acelerado que ficou com medo de ele sair do peito. mas ainda não era suficiente para pipe.
ele se levantou, te beijou com a boca melada. se afastou brevemente para pegar alguma coisa encaixada na parte de trás da cueca que surpreendentemente ainda estava usando. você não reconheceu de primeira e de verdade? também não quis reconhecer. fechou os olhos, se concentrando na própria respiração, tentando voltar ao planeta terra.
foi tirada dos devaneios quando sentiu o pau encapado de pipe se encaixando na sua entradinha. era uma camisinha! que bom que ele era responsável mas ele estava muito enganado se achava que ia te foder contigo naquele estado.
"pipe, calma!" tentou alertá-lo, não estava em nenhuma condição de qualquer coisa naquele momento. sua buceta estava extremamente sensível do orgasmo tão forte que teve. ele que esperasse ao menos você recuperar o fôlego.
"calma é o caralho, nena." e riu, enfiando o pau com tudo.
ele era bem mais grosso que esteban, mas, por sorte, menor.
apesar da marra, esperou com paciência seu corpo se ajustar ao redor dele. as investidas começaram devagar, movendo o mínimo possível, criando espaço aos pouquinhos.
mas você estava muito molhada. em poucos segundos, ele deslizava para dentro e para fora com alguma facilidade. e você, já estava morrendo de tesão de novo. o rosto dele estava relaxado, os olhos fechados, a boca levemente aberta enquanto ele parecia sentir cada centímetro de pele dentro de você.
aos poucos, foi perdendo o ritmo. sentia o pau dele contrair de leve dentro de você. algo te dizia que ele estava próximo.
"diz que eu sou melhor que o corno do seu marido."
você foi pega de surpresa. balbuciou alguma coisa mas não conseguiu completar a frase.
"diz. que eu. sou melhor. que o corno. do seu. marido." cada pausa uma estocada mais forte.
"você é melhor que o corno do meu marido!" gritou, forçando a voz para ficar o mais manhosa possível.
era o que pipe precisava. com mais uma estocada violenta, ele gozou. o corpo desabou em cima de você, a respiração mais descompensada que a sua. ficou só alguns segundos assim antes de se levantar rapidamente.
bom, fazia sentido, né. tem uns que nem beijam na boca... então normal que ele não quisesse fazer um after care. ficou triste, mas não se deixou levar pela emoção. tinha tido um dos melhores orgasmos da sua vida e...
pipe voltou do banheiro com uma toalha molhada. abriu suas pernas e passou com delicadeza na sua área tão mal tratada, deixando um beijinho nos seus joelhos.
oi filhotinhas eu nao morri ta to aqui viu só q a casa toda adoeceu e eu também mas essa semana sai a parte 2 está uma delícia e também uma parte das asks q eu to devendo 🎶
my wife's boyfriend. pipe otaño x fem! reader. (1)
fem!reader, felipe otaño x reader, fluff (?), esteban kukuricza x reader (meio que?)
cw: nessa parte um tá tudo limpo! tem menção sexual aqui e ali, mas nada muito explícito. mommy kink se vc fechar os olhos
sinopse: seu marido esteban resolve contratar um acompanhante pra te fazer... companhia.
wn: primeira parte de trêsssss!!! nossa eu não costumo escrever nesse estilo mas espero que vcs gostem :)
"pensei em contratar uma pessoa. para cuidar de você, sabe? enquanto eu estiver gravando."
você olhou estaban de cima para baixo. ele permanecia relaxado, o rosto com uma expressão tranquila. o corpo jogado no sofá, as mãos massageando seus pés sem aplicar nenhuma pressão que fosse. nada indicando que aquilo era uma brincadeira. ou que era qualquer tipo de mentira.
algo estava muito errado.
"claro, seria algo sexual também. mas você pode usá-lo como assistente, motorista... o que for mais conveniente. só não quero que você fique sozinha."
seu marido havia oferecido contratar um prostituto para te fazer companhia.
claro, aquilo só podia ser resultado direto de um draminha seu.
afinal, depois de anos tentando combinar as férias juntos, finalmente tinha calhado de estarem desocupados no mesmo período. você estava super empolgada, de planos feitos, viagem preparada.
uma pena que a agente de esteban, com uma ligação, conseguiu destruir tudo.
entendia que era o trabalho dele e que kukuriczka estava em um momento muito promissor da carreira - papéis cada vez maiores, mais importantes, mais relevantes. o dinheiro nunca tinha entrado tanto como agora. viviam em um conforto que jamais imaginaram. mas ainda sim, era injusto que caísse na sua semana de férias perfeitas planejadas com meses de antecedência.
mas jamais imaginou que seu choro fosse render aquele tipo de convite.
"isso é um teste, esteban?"
"não. é uma proposta séria, pra te dar mais conforto."
resposta simples. nem parecia que havia acabado de sugerir contratar um acompanhante (por falta de palavra melhor) para você.
"você quer abrir o relacionamento?"
"não, mí amor."
"você quer uma... acompanhante... também?"
"não, nena! você sabe que quando eu gravo fico completamente absorto no projeto. não sobra tempo nem pra você. eu só quero garantir que você não vai ficar sozinha, nem que vão se aproveitar da minha ausência. é a solução perfeita."
você suspirou, ainda incrédula. solução perfeita? coitado do seu marido.
deu de ombros.
"deixa eu pensar, tá?"
encerraram o assunto por aquela noite.
-
a verdade é que esteban continuou insistindo na proposta. comentou várias vezes sobre como ia se sentir mais seguro. como não ia ficar desconfiado, como ia se sentir melhor sabendo que você estava com alguém que ele mesmo contratou.
como aquilo até se dava um pouquinho de tesão (transaram falando sobre isso, mas não vem ao caso).
falou que alguns amigos já tinham tentado com as esposas e namoradas, que tinha dado super certo.
e também te assegurou várias e várias vezes que aquilo não era uma desculpa pra ele próprio te trair.
tanto fez, tanto falou, tanto advogou, que você não se viu com outra escolha se não aceitar.
kuku era um homem sério, apesar de todas as brincadeiras - e se ele estava pedindo, valia a pena nem que fosse para ganhar um novo amigo.
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claro que você se arrependeu amargamente de ter aceitado assim que o tal acompanhante bateu mais uma vez na porta. a ideia só ia ficando cada vez mais absurda ao seus ouvidos, aos seus pensamentos, as próprias sensações do seu corpo.
torcia os dedos nervosa, andando de um lado para outro. era melhor fingir que não estava em casa. ou mandar uma mensagem para esteban cancelar com o rapaz porque você estava com muita dor de barriga. ou então dizer que ele estava no andar errado e que você não estava esperando ninguém.
você tinha que fugir. tudo aquilo gritava "estúpido".
mas... não é como se você precisasse transar com ele, certo?
esteban havia sido claro que você poderia fazer o que quisesse. ele seria como uma espécie de assistente pessoal durante seu mês de férias: poderia ser seu motorista, te acompanhar em consultas, no shopping, jantar com você.
com um ímpeto de coragem, antes que ela escapasse novamente, você abriu a porta de uma vez.
não podia ter ficado mais surpresa quando encontrou um menino parado do lado de fora. completamente diferente do machão grande, alto, todo tatuado e bombado que você estava esperando.
era um menino. devia ter atingido a maior-idade ontem mesmo.
e, diga-se de passagem... belíssimo. lábios carnudos, olhos de um azul radiante. a pele manchada de vários sinais e sardinhas. um sorriso nervoso brincava entre os lábios. ele claramente estava tão tenso quanto você.
te fez relaxar quase que naturalmente.
mais tranquila, você se afastou da frente da porta para deixá-lo entrar no apartamento.
"boa noite, senhora kukuriczka." ele disse, olhando sem graça para o chão. usava uma roupa social muito bem passada - uma blusa de botão, uma calça de alfaiataria. nos pés, o sapato bico fino. parecia uma criança que a mãe havia vestido para ser pajem de casamento.
"por favor, não me chame assim." riu, deixando ele claramente mais desconcertado ainda. que tipo de acompanhante era aquele? um iniciante? "me chame pelo meu nome."
"ah, que nem o filme!" um riso sincero, dessa vez. viu que ele relaxou um pouquinho e pela primeira vez dirigiu o olhar diretamente ao seu.
"isso! você gosta de cinema?"
"sim! meu sonho é ser ator."
se perderam em uma conversa interminável sobre filmes - os favoritos, os odiados, os superestimados. na medida que iam se sentindo mais confortáveis, descobriu que o nome do rapaz era felipe, que ele tinha quase 25 anos, argentino como esteban. haviam se conhecido por meio de amigos em comum.
ele era simplesmente adorável. um fofo.
"e para onde vamos hoje?" de repente, se lembrou do combinado e de que aquele não era um novo amigo que veio bater aleatoriamente na sua porta. sentiu a ponta das orelhas arder. rapidamente soltou o cabelo para disfarçar.
"eu preciso ir no supermercado."
"será um prazer levá-la!"
-
a noite foi extremamente agradável. felipe, ou pipe, como ele mesmo preferia, era um rapaz muito divertido. tinha um jeito de meninão, de garoto - estava tão acostumada a viver com gente mais velha (seu marido era o mais novo do seu ciclo social e ele já era mais velho que você poucos anos) que o moreno trouxe um ar necessário de novidade.
compraram várias coisinhas que a casa precisava, pararam para tomar um sorvete de máquina no estacionamento do mercado e rapidinho voltaram para casa.
pipe, tão cavalheiro, se ofereceu para te ajudar a guardar as compras.
enquanto guardava a última caixinha de macarrão, em silêncio, acabou por soltar um suspiro triste sem querer. sentiu pela primeira vez uma saudade gigantesca do marido, que alcançava todas as prateleiras altas dos armários.
era muito feliz que tinham aquele apartamento enorme, carro, segurança econômica - tudo graças e fruto do trabalho dos dois. mas sentia tanta falta de tê-lo pertinho. ele ia adorar pipe. queria que ele estivesse ali, junto deles.
o argentino virou rapidamente.
"que houve? o silêncio te deixa triste?"
"não, não. tive uma memória agridoce."
"agridoce?"
"sim. daquelas memórias tristes de um passado que trouxe o futuro incrível que tenho hoje."
"entendi. quer falar sobre?"
era estranho se sentir tão à vontade com uma pessoa que havia acabado de conhecer e nas circunstâncias mais esquisitas possíveis. mas pipe tinha um jeito tão gentil... era inevitável.
contou para o rapaz da época que moravam você e esteban e dois gatos em um apartamento minúsculo, sem aquecimento. das vezes que almoçavam empanadas por não terem dinheiro. das noites muito frias, dias muito quentes. do primeiro papel. do seu primeiro emprego.
contou sobre como haviam crescido juntos, que agora tinham aquele apartamento espaçoso, enorme, com chão de taco. que os gatos tinham envelhecido bem, gordos, saudáveis.
a vida agora era boa - mas de tudo que havia ganhado, infelizmente tinha perdido o marido.
quando terminou, sentiu as lágrimas escorrendo dos olhos. se sentiu uma idiota. cobriu o rosto com rapidez, tentando evitar que ele a visse chorando. era patético. mas antes que pudesse pedir desculpa, sentiu o corpo quente e grande (ele era grande assim mesmo?) do rapaz junto ao seu, te envolvendo em um abraço apertado.
não aguentou. chorou mais alto. pipe encostou a bochecha no topo da sua cabeça, balançando vocês levinho, de um lado para o outro.
"pode chorar, nena." a voz era reconfortante, firme. de repete não parecia mais um menino, mas um homem forte e pronto para ampará-la.
envolveu o torso de pipe com os próprios braços, se permitindo retribuir o abraço. "obrigada, pipe. você é muito gentil." a voz estava cortada, e você mesma queria continuar ali dentro do quentinho, mas era hora de se afastar. quebrou o contato, limpando o rosto e se encostando na pia. "mas não é hora de chorar, hm?" forçou um sorriso. "preciso tomar um banho. erm... você... fica para dormir?"
"o senhor kukuriczka disse que eu me mudasse pro quarto de visitas durante esses dias."
"perfeito."
seu marido pensava em tudo, até de longe. evitou a primeira situação esquisita.
-
pipe foi buscar a mala que havia trazido para passar os dias no apartamento no porta-malas do carro, lá na garagem. você aproveitou o momento sozinha para mandar uma mensagem para esteban.
kuku, ele é um fofo!
cinco minutos depois, a resposta:
se divirta, mí amor! estou em gravação. depois a gente combina de ligar. boa noite.
com um sorriso satisfeito, se despiu e entrou no banheiro grande da suíte. um banho quente era o que precisava: foram muitas sensações grandes naquela noite e precisava relaxar o corpo e a mente, nem que fosse um pouquinho.
ao sair, colocou o pijama mais de vovó que tinha no armário. não tinha nem intenção nem pretensão de fazer nada com aquele menino. cada um no seu quarto, no seu canto. amanhã estava pensando em levá-lo para praia ou, quem sabe, almoçar em algum canto especial. poderia ser os dois? bom, isso era algo a se pensar depois de uma boa noite de sono.
pela modéstia, e para deixar claro que nada aconteceria, colocou um robe branco sobre os ombros, mas não fechou: a blusa folgada e velha e a samba-canção do marido eram as coisas menos sexy que você poderia utilizar.
bateu com cuidado na porta do quarto de visitas e encontrou um pipe ofegante, ainda vestido, mas com os primeiros botões da camisa social abertos. nenhum pelinho que fosse. será que ele depilava? ou era naturalmente assim?
um pigarro tirou seus pensamentos e olhares do peitoral alheio. "sim?"
tinha certeza que ficou vermelha da cabeça aos pés. manteve o olhar baixo para evitar mais constrangimento. "estou indo dormir! a casa é sua, tá? se sinta à vontade para comer qualquer coisa, perambular por aí... a tv fica na salinha de tv e os controles no braço do sofá. os gatos são bonzinhos, mas meio assustados, então é possível que se escondam."
pipe concordou com a cabeça. ele parecia quase... decepcionado? não conseguiu entender muito a expressão que cobriu o rosto alheio. ele franzia a sobrancelha como se você falasse outra língua. achou por bem ignorar - deu um sorriso radiante e confiante de quem não estava nenhuma das duas coisas e fechou a porta.
"boa noite!" ouviu o grito lá de dentro.
primeira noite concluída com sucesso, pensou. quem sabe aquela história não fosse ser tão ruim assim.
eu comecei a escrever mt por influência sua, vc junto c a nina foram os primeiros blogs q comecei a ler fic dos meninos e dps qnd conheci outros blogs q tbm escreviam, eu tomei coragem p escrever e postar tb (minhas escritas estão arquivadaskkkkkk pq to repaginando meu blog). antes de começar a escrever, qnd eu só lia, eu cheguei a mandar umas asks como anon pq morria de vergonhakkkkkk
só queria q vc soubesse disso pq qnd eu comecei a escrever vc já estava no seu hiatus e ai eu nunca tive uma oportunidade de falar diretamente c vc mas mdssss q bom q voltou!!!! e já falei mas nunca é demais: parabéns pela sua filhinha ❤️
meu deus luna que coisa mais linda <33333 e que feliz saber que vc saiu do anonimo e agora podemos ser queridas amigas de teclar (como diziam os antigos incas e maias)
ai sério
fico tão tão tão feliz e honrada!!! juro!!! e que prazer é estar de volta e poder interagir com você também
cw: angst, matí bêbado, matí triste, término. menção de sangue.
sinopse: me pediram um angst bem tristonho do matí ao som dessa música que eu nunca tinha ouvido. é só triste mesmo.
wn: nem só de tesão vivemos
você limpava o pé de matías com cuidado, aplicando uma pequena pressão na área do corte. por sorte, apesar do sangue abundante, era um talho pequenininho que iria estancar a qualquer momento.
passava um paninho limpo, acariciando com gentileza.
"matí. não precisa chorar. eu estou aqui. e cuido de você, tá?"
repetia, ouvindo os gemidos cada vez mais alto do choro do rapaz.
se odiava por aquilo.
se odiava por deixá-lo entrar. por deixá-lo discutir com você, mesmo que não houvesse mais o que ser dito. se odiava por ter oferecido um copo d'água, por não aguentar mais ouvir verdades cruéis e mentiras enfeitadas. se odiava por ter sentido o cheiro forte de bebida. se odiava por não ter se atentado, por ter deixado o copo cair e espatifar no chão.
e se odiava mais ainda por ainda amar tanto seu ex-namorado.
não conseguia mandá-lo embora nem se quisesse. bêbado do jeito que estava, acabado, os olhos vermelhos e inchados, era melhor que passasse a noite.
era irônico.
se amavam tanto, com tanta intensidade, que o relacionamento acabou antes mesmo de começar. e agora os dois seguravam os cacos do que havia sobrado.
ele bebendo, você fumando. e a vida impedindo vocês de seguir em frente.
"eu vi-eu vim buscar meu casaco. eu preciso do meu casaco." ele repetia. o motivo de ter batido na sua casa tão tarde da noite, o mundo caindo do lado de fora de tanta chuva, era um bendito casaco. que nem com você estava mais - passou para as mãos de pardella na mesma caixa com os livros e uma porção de coisas que matías havia deixado para trás quando terminaram. agustín, pelo visto, não havia passado a caixa para frente.
"sim, matí. seu casaco. está no meu quarto em algum lugar. porque não dorme aqui, hm?"
sabia que ele não conseguiria, no estado que estava, apanhar um uber que fosse. já havia visto ele bêbado daquele jeito mais de uma vez e sabia que ele ficava impossível - quando estavam juntos, era um impossível gostoso. divertido. te fazia rir mais alto que ele.
hoje?
bom.
hoje você só queria que alguém aparecesse magicamente na porta da sua casa e levasse seu amor pra longe de si.
"não!" ele gemeu, puxando o pé da sua mão com força. "eu vim buscar meu casaco. e vou embora. o gus- o gus vem me buscar."
era bobo, mas doía tanto. você queria muito que ele fosse embora mas não suportava o pensamento de deixá-lo ir. era terminar de novo. reviver de novo a dor daquela noite.
"tudo bem, matí. vamos deitar um pouquinho no sofá enquanto a gente espera o gus?" em silêncio, ele concordou com a cabeça. com muita dificuldade, você içou o próprio corpo e o dele para cima.
ele estava com alguma dificuldade para colocar o pé no chão, mas parecia tudo em ordem. ele arrastou o pé, mas conseguiu se sustentar o suficiente para chegar até o sofá sem cair. se esparramou como se nunca tivesse ido embora, no estofado que ele tanto amava e ajudou a escolher, esfregando o rosto nas mantinhas que você deixava para impedir o gato de arranhar tudo.
era tão familiar. e tão doloroso.
você não aguentou e permitiu que as lágrimas caíssem também. sentou junto dele, no chão. ele deitado, você encostada no sofá. as cabeças na mesma altura.
choraram juntos.
ele segurou sua mão e apertou com gentileza. choraram mais alto ainda.
queria que ele tivesse ficado só na memória, mas ele insistia em se fazer real.
old hotel rooms, new companions. blas x fem!reader
fem!reader, blas polidori x reader, fluff.
cw: nenhum :)
sinopse: "vc poderia escrever alguma coisa com o blas na vibe de ele e a leitora atriz estrelando um filme de romance, os dois na época de promover o filme, são os queridos da galera, fazendo várias entrevistas e sempre flertando um com o outro pq a química é gigantescaaaa e todo mundo sabe que eles tem um crush mútuo. eles viajando juntos e ficando no msm andar do hotel, indo bater na porta do outro de noite querendo só passar o tempo e acabam flertando sério e se beijando. "
wn: tô enferrujada tenham paciência <3
"é que eu nunca beijei, sabe?" blas falou rápido, olhando para os lados. o rosto do rapaz estava vermelho, assim como suas orelhas. ele mexia nervosamente os dedos dos pés, evitando seu olhar ao mesmo tempo que o procurava com desespero.
os dois estavam sentados, de pernas cruzadas, olhando um para o outro. conseguia sentir os joelhos se tocando e toda a ansiedade que exalava do corpo do rapaz.
"verdade?" seu pescoço tombou para o lado, tentando procurar o rosto de blas por entre os caichinhos adoráveis dos seus cabelos. "não tem problema, bla-"
"ah, fala sério!" ele bufou alto, te empurrando com nenhuma força e todo cuidado para trás.
você ria, deixando o corpo cair na cama. "ah, blas! desculpa! está tarde que só." aproveitou que haviam saído de cena para esparramar seu corpo no lençol macio. "você quem quis passar o texto uma hora dessas."
"sim, passar o texto! onde que tem meu nome no texto? até onde eu sei, o nome do personagem é juan. j-u-a-n." pontuou cada letra com um peteleco na sua testa. "e nós temos até amanhã pra decorar e apresentar essa bobagem em televisão nacional."
suspirou fundo com a lembrança. não gostava dessa parte - de promover, de aparecer em televisão. gostaria de simplesmente pedir que as pessoas fossem ao cinema e pronto.
mesmo assim, a presença de blas era tão agradável que o pensamento se perdeu no meio dos olhos dele.
você se deixou relaxar, mesmo com as batidinhas, empurrando o corpo e repousando a cabeça no colo alheio, que ainda estava com as pernas cruzadas. sua amizade com blas tinha sido uma das melhores - se não a melhor - coisa que havia surgido com o papel na mais recente comédia romântica que participava.
ele era muito divertido de se estar ao redor. deixava o set mais leve e, com frequência, seu dia a dia também.
se fosse sincera, estava se apaixonando pelo jeito atrapalhado do seu colega de trabalho. o público sentia isso também, nas entrevistas, nos cortes, nos entre-cenas.
e era impossível para si não se encontrar completamente perdida no charme gentil de blas polidori.
aquele meninão de metros de altura, que ao mesmo tempo parecia tão pequeno, que te ouvia como ninguém jamais ouviu. que dava apoio. que chegava junto.
era impossível.
"mas não tem problema mesmo, viu?" você continuou. ele te olhou, confuso. "se você nunca tiver beijado de verdade." a parte preferida da rotina de vocês dois eram as implicâncias. era muito divertido ver ele vermelho tentando te corrigir como imaginava que deveria ser maravilhoso para ele te pegar sem graça, tentando se justificar.
"eu te beijei pelo menos duas vezes!" ele gritou, revoltado, erguendo os braços no ar.
"não, não. nossos personagens se beijaram. você mesmo nunca me beijou."
"não seja por isso."
como se não fosse nada, blas abaixou o tronco. você, deitada no colo dele, a cabeça bem encaixada entre as pernas, não pode fazer muita coisa.
ele capturou seus lábios com facilidade, um beijinho casto, como quem testa. ele sentia a maciez dos seus lábios, se movia com tranquilidade. o encaixe era estranho - o rosto dele virado para seu queixo. mas fizeram funcionar.
"pronto. se não tinha beijado antes, beijei agora." blas levantou o rosto rindo, com um sorriso radiante.
"e você vai beijar de novo?"
"se você quiser, sim."
seu corpo levantou com a proposta, voltando a ficar na frente do rapaz. seus braços se apoiavam nas coxas alheias e dessa vez você quem jogou o corpo para frente em um beijo. mais urgente. um tanto quanto desesperado.
as semanas de preparação de elenco, cada vez que ele pegou sua mão, os malditos edits no tiktok que ele compartilhava com você.
tudo se misturava ali naquele único momento.
só existiam vocês dois e aquele quarto de hotel.
os suspiros baixinhos saiam dos dois lados enquanto o beijo ia se tornando mais intenso. as línguas conversavam entre si, as mãos do rapaz se prenderam de forma casta nos seus braços, acariciando de leve.
com um sorriso de orelha a orelha, você se afastou. ele te olhava bobo, bobo.
"amanhã acordamos cedo, garanhão. melhor você ir pro seu quarto. esse filme não vai se promover sozinho."
xexyyy, faz um headcanon do enzo apaixonado plss e com direito a vida de casado e pedido de casamento!!
eu imploroooo
claro meu amor!!! e lá vamos NÓS:
tw: fofura extrema prosseguir com cuidado
enzo não é homem de se apaixonar "gritando" - ele é totalmente a sorte de um amor tranquilo. ele é paixão do dia a dia, que vai se construindo a partir da relação de vocês.
o primeiro "eu te amo" não é surpresa. é completamente natural dentro do que estão vivendo. sai sem pretensão, depois de terem passado mais um final de semana juntos. andaram de bicicleta até a rambla de monte video, param pra tomar um sorvete e ali, limpando o cantinho da sua boca sujo de doce de leite, ele diz com a voz suave que você tanto gosta: ay, nena. te amo.
em português mesmo.
que é pra você se derreter logo de uma vez.
enzo apaixonado é assim: cada gesto é natural, é tranquilo. mas são todos tão românticos que toda vez te pegam de surpresa. ele é a pessoa que vai comprar o cd do seu musical favorito que você mencionou UMA vez e vai colocar pra tocar uma manhã de domingo qualquer no aparelho de som sofisticado que ele tem em casa. e ainda vai te olhar como se aquilo não fosse nada: pra ele não é.
te agradar, te amar, estar junto, se interessar pelo que você faz ou diz é a forma de expressar paixão de enzo.
primeira vez que você foi dormir no apartamento dele, tinha uma gaveta do armário te esperando. a última vez (porque o apartamento virou de vocês dois na manhã segunite) ele tinha comprado um armário maior.
depois que começaram a morar juntos, a vida caiu em uma rotina agradável e nada tediosa. manhãs demoradas, café saboreado na varanda com calma. depois do trabalho, encontrava ele no sofá, te esperando com um jantar, um filme, uma proposta.
atos de serviço & tempo de qualidade. sempre com o jeitinho simples de enzo.
o pedido de casamento foi na lavanderia de casa. era um sábado à tarde, você separava as roupas para colocar na máquina de lavar. enzo colocou um vinil pra tocar, abriu uma champanhe. seria estranho se não fosse normal ele fazer essas coisas do nada.
"estamos comemorando?" você perguntou, rindo. não desviou o olhar, concentrada na tarefa doméstica.
"agora? não. mas em cinco minutinhos, sim." ele chegou por trás, depositando um beijo na sua nuca. a garrafa em uma mão, as taças na outra.
"e vamos comemorar o que?" virou-se para ele, equilibrando as taças em cima do tanque.
"um instante." e no instante seguinte, ele se ajoelhou, tirando a pequena caixinha de veludo de dentro do bolso. "nena, gostaria de se casar comigo?"
você sussurrou que sim, embasbacada. estendeu a mão, ele colocou o anel. simples, com uma pedrinha, de muito bom gosto. as lagriminhas no cantinho dos olhos dele, o sorriso sincero. o sol da tarde nos ladrilhos da lavandeira deixando tudo mais mágico.
depois que a emoção passou, pegou as taças e estendeu para que ele as enchesse.
"convencido você, hein? e se eu tivesse recusado?"
oi galera que história é essa que eu morri???? kkk..
brincadeiras a parte... assim como agustín pardella virou pai do NADA, eu virei mãe do nada também e a vida ficou uma LOUCURA gente que loucura é criar um ser humano de dentro e agora de fora
o tempo foi passando e eu fui ficando com vergonha de voltar a postar e com medo q vcs me odiassem e insegura q o fandom estivesse morto e enterrado
MAS-
voltamos!!!! em regime semi-aberto pq não é sempre que eu vou conseguir postar e estar tão ativa <3
mas sempre feliz de estar de volta!!!!
tô pagando as minhas dívidas aos pouquinhos paciência minhas filhas vem aí um jantar saboroso a todas